Valongo em Movimento, segunda edição

Publicado: 20 de setembro de 2016 por stephanie100africa em # África, Brasil
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A segunda edição do evento Valongo em Movimento acontecerá nesta sextaFeira, dia 23 de setembro, as 17h, preparando a candidatura do Cais do Valongo a patrimônio cultural da Humanidade. PARTICIPE!! Alem da rica programação cultural, nossas presenças neste evento são importantes para reforçar esta candidatura!!

Local: Rua Barão de Tefé, s/n. Gamboa.

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” O Cais do Valongo merece ser considerado pela UNESCO patrimônio da humanidade porque é o sítio de memória da escravidão mais completo que se conhece. Ele tem importância não apenas para a história brasileira e, portanto, para a nossa vida como nação, mas também para a história do mundo…”
                                                                                (dossiê de candidatura)

 

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O fenômeno pan-africano  de afro-house Batuk esta conquistando o mundo da musica eletro.

O combo criado pelo genial produtor sul-africano Spoek Mathambo com Aero Manyelo e a cantora moçambicano sul africana Carla Fonseca alias Manteiga esta conquistando as pistas do mundo inteiro. Com seu primeiro álbum, Musica da terra, repleto de convidados de vários países do continente africano (Africa do Sul, Uganda, Moçambique), Batuk provoca uma explosão criativa que se inspira dos diversos imaginários dos artistas.

A África do Sul esta em plena efervescência eletrônica pos-apartheid que convida regularmente a descoberta de novas linguagens musicais. Nesse universo, do “Mzansi Sound”, Spoek Mathambo já é uma estrela. Para o projeto Batuk, a gente encontra ao seu lado o artesão de uma house vitaminada, Aero Manyelo, e a Carla Fonseca, alias Manteiga, interprete moçambicana sul-africana cujo canto português da certa personalidade ao projeto Batuk. A notar também, a forte presença da cantora Nandi Ndlovu. Alem de outros artistas que alimentam essa osmose pan-africana com suas personalidades e historias próprias.

Porque Batuk é isso, esse sincretismo entre a musica eletro, os tambores e os cantos tradicionais.

Entre harmonias vocais e aranjos eletrônicos, o som de Batuk leva a transe com sua house renovada sobre sonoridades afro.

Além de serem os arquitetos de uma experiência sonora excepcional e difícil a entrar numa categoria, os membros do Batuk usam também os ritmos para um discurso contestatório, como na musica Gira, que se ataca com virulência aos conflitos e as violências diversas contra as populações africanas. Ou a musica Puta, onde o canto enraivado denuncia o assedio sexual de rua…

 

 

9 anos depois do lançamento do filme Jupiter´s dance e 3 anos depois do enorme sucesso do seu álbum Hôtel Univers, o artista congolês Jupiter e Okwess International estão de volta com o clipe Musonsu, antecipando o lançamento do seu novo mini-álbum de 6 títulos, Troposphère 13, gravado entre outros com Daman Albarn e Warren Ellis. FUNKY!

Manu no Rio

Nesta quarta feira dia 10 de agosto, a lenda da musica do mundo e da musica africana Manu Dibango, o pai do Soul Makossa, fará um show excepcional com orquestra sinfônica e com participações especiais de Ray Lema e de Fabrice Di Falco.

Não percam!

Na Cidade das Artes, as 21h00 (melhor chegar as 20h00…), pedidos de informações/reservações: julineprod@gmail.com

Hoje tem show do Zola no Rio!

Publicado: 16 de julho de 2016 por stephanie100africa em # África, Angola, Brasil, Congo kinshasa
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Prestes a lançar seu disco de estréia ’60 GRAUS’, o músico angolano-congoles Zola Star apresenta seu espetáculo África Brasil, que propõe uma viagem às suas origens, explorando sua relação com a música brasileira.

ENTRADA FRANCA – Lona cultural Sandra de Sá, rua Doze 1, Santa Cruz, RJ, a partir de 21h00.
Sergio Zola Star nasceu em 1969 em Kinshasa, capital da atual Republica Democrática do Congo (ex-Zaïre), de um pai angolano e uma mãe congolesa. Foi lá que ele começou, jovem ainda, a se interessar pela música; com 15 anos, ele faz parte de uma banda, o grupo Leader Musica, onde ele toca bateria e canta nas noites da capital.
Com 18 anos, direção Angola, o país vizinho, Zola vai ao reencontro do seu pai e de alguns dos seus irmãos, em Mbanza Kongo, região de origem da sua família paterna. Rapidamente, o jovem começa a tocar na Banda Intercontinental do artista Cantador.
Fugindo da guerra que devastou a Angola durante décadas, Zola Star se instala em 1994 no Rio de Janeiro e integra o grupo Tropicaliente, que toca nas noites cariocas. Com a partida de alguns dos seus integrantes para a Europa, a banda se dissolve,. e Zola monta um novo grupo, Bana Angola com o já falecido Mornax, seu grande amigo, seu irmão.
No Rio de Janeiro Zola encontra também com Abel Duërë, seu parceiro, que ele acompanha desde 1999 como compositor, guitarrista, arranjador e vocalista.
Suas composições revisitam os ritmos congoleses, o Ndongolo, o Soukous, a Rumba, com algumas incursões no semba da sua segunda terra, Angola.
Cantando em lingala e em kikongo, Zola leva o publico numa verdadeira viagem pelas terras da sua juventude.

dobet gnoharé

Dobet Gnahoré participou ontem do show excepcional organizado pela diva do Benim Angélique Kidjo no festival de jazz de Montreux: Angélique Kidjo and friends, Women All Stars, com a cabo-verdiana Lura, as beninesas do trio Teriba e a cantora de origem nigeriana Asa.

Cantora, bailarina e percussionista, a artista marfínea que herdou da força das tradições do Bété do seu pai Boni Gnahoré, cantor e mestre percussionista, foi criada na aldeia artística Ki Yi Mbock, dirigida por Werewere Liking. Um lugar cheio de artes de madrugada até a noite que a influenciou muito.

Dobet acaba de lançar um novo clipe, Afrika, uma linda homenagem ao continente africano:

Abandonada por sua mãe no seu nascimento, Dobet Gnahoré foi criada no campo pela avó paterna que era cultivadora de arroz. Aos 7 anos, ela se instala na aldeia artística Ki Yi M´Bock, em Abidjan, onde seu pai era Mestre percussionista e morava junto com uma centena de pessoas, bailarinos, músicos, pintores, escultores, costureiros, cozinheiros de varias nacionalidade… Magico! No inicio, ela tenta ir para a escola junto com as outras crianças, mas ela encontra dificuldades porque no campo não se falava francês (ela se formará mais tarde, de maneira autodidata). Então, com 12 anos, ela comunica a seu pai seu desejo de dançar e cantar. E assim que começou sua formação, os adultos ensinando aos mais jovens, isso com um ritmo extremamente puxado, começando as vezes antes das 5 da manha. Se ela chorava muito, na aldeia Ki ela aprendeu a força da vontade, o trabalho, a perseverança e a esperança. Com 16 anos, Dobet integra a famosa companhia de dança contemporânea TchéTché de Béatrice Kombé. Em 1999, Dobet tem 17 anos e se instala na França com seu esposo, o musico francês Colin Laroche de Féline. E là que eles vão gravar, em 2000, uma demo com os conselhos e o apoio de Ray Lema e Lokua Kanza. Eles começam a tocar nos festivais e nos teatros. Em 2003, uma editora assina um contrato com ela, e em 2004 é lançado o primeiro disco, Ano Neko, do nome da sua antiga dupla com Colin. Colin continua trabalhando com ela, mas o projeto é assinado Dobet Gnahoré e é integrado por outros músicos.

Depois de ter participado do projeto “Acoustic Africa” com Habib Koïté e Vusi Mahlasela, que leva ela nA Europa, nos Estados Unidos e na África, Dobet grava em 2007 seu segundo álbum, Na Afriki (minha Africa). Em 2009, Dobet é convidada por Angélique Kidjo a participar da homenagem a Myriam Makeba junta com outras artistas africanas. Em 2010, ela ganha um Grammy Awards com a cantora norte americana India Arie e lança seu terceiro álbum, Diekna la vou (crianças do mundo), continuando suas turnês pelo mundo.

Depois de ter participado de outros projetos coletivos, ela lança seu quarto álbum em 2014, praticamente integralmente escrito por ela, fora o titulo Na Drê, escrito pelo congolês Lokua Kanza:

Deliciosa mistura de sonoridades pan-africanas urbanas e tradicionais, sua voz, seu carisma e sua presença cênica encantam o publico. Defensora do pan-africanismo, Dobet canta em varias línguas africanas, bété, fon, baoulé, Lingala, malinké, mina, bambara, swahili, xhosa e wolof, evocando as feridas, mas também as riquezas e as eséranças do continente africano. Engajada, com discursos de defesa da paz, das crianças e das mulheres, Dobet foi promovida em 2014 Embaixadora dos direitos humanos pelo governo da Costa do Marfim, junta com o cantor do grupo Magic System Salif Traoré, o A´Salfo. Mas Dobet não fica só na teoria. A artista que não se esqueceu das dificuldades da sua infância, do abandono materno e da importância do esforço, criou uma ONG, Baara, que ajuda a recolher dinheiro para um orfanato de meninas em Grand-Bassam.

Steph e Amanda

No programa gravado nesta quintaFeira dia 7 de julho, recebo a pesquisadora Amanda Palomo, que fez seu doutorado sobre musicas urbanas angolanas entre as décadas 40 e 70. Um momento histórico muito importante em Angola, de guerra anticolonial e, ja no final, inicio do governo do MPLA, onde a musica e os músicos tiveram um importante papel politico. E nessa viagem que Amanda nos leva, com muita musica e muitas historias: