Manu no Rio

Nesta quarta feira dia 10 de agosto, a lenda da musica do mundo e da musica africana Manu Dibango, o pai do Soul Makossa, fará um show excepcional com orquestra sinfônica e com participações especiais de Ray Lema e de Fabrice Di Falco.

Não percam!

Na Cidade das Artes, as 21h00 (melhor chegar as 20h00…), pedidos de informações/reservações: julineprod@gmail.com

Hoje tem show do Zola no Rio!

Publicado: 16 de julho de 2016 por stephanie100africa em # África, Angola, Brasil, Congo kinshasa
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zola 1607

Prestes a lançar seu disco de estréia ’60 GRAUS’, o músico angolano-congoles Zola Star apresenta seu espetáculo África Brasil, que propõe uma viagem às suas origens, explorando sua relação com a música brasileira.

ENTRADA FRANCA – Lona cultural Sandra de Sá, rua Doze 1, Santa Cruz, RJ, a partir de 21h00.
Sergio Zola Star nasceu em 1969 em Kinshasa, capital da atual Republica Democrática do Congo (ex-Zaïre), de um pai angolano e uma mãe congolesa. Foi lá que ele começou, jovem ainda, a se interessar pela música; com 15 anos, ele faz parte de uma banda, o grupo Leader Musica, onde ele toca bateria e canta nas noites da capital.
Com 18 anos, direção Angola, o país vizinho, Zola vai ao reencontro do seu pai e de alguns dos seus irmãos, em Mbanza Kongo, região de origem da sua família paterna. Rapidamente, o jovem começa a tocar na Banda Intercontinental do artista Cantador.
Fugindo da guerra que devastou a Angola durante décadas, Zola Star se instala em 1994 no Rio de Janeiro e integra o grupo Tropicaliente, que toca nas noites cariocas. Com a partida de alguns dos seus integrantes para a Europa, a banda se dissolve,. e Zola monta um novo grupo, Bana Angola com o já falecido Mornax, seu grande amigo, seu irmão.
No Rio de Janeiro Zola encontra também com Abel Duërë, seu parceiro, que ele acompanha desde 1999 como compositor, guitarrista, arranjador e vocalista.
Suas composições revisitam os ritmos congoleses, o Ndongolo, o Soukous, a Rumba, com algumas incursões no semba da sua segunda terra, Angola.
Cantando em lingala e em kikongo, Zola leva o publico numa verdadeira viagem pelas terras da sua juventude.

dobet gnoharé

Dobet Gnahoré participou ontem do show excepcional organizado pela diva do Benim Angélique Kidjo no festival de jazz de Montreux: Angélique Kidjo and friends, Women All Stars, com a cabo-verdiana Lura, as beninesas do trio Teriba e a cantora de origem nigeriana Asa.

Cantora, bailarina e percussionista, a artista marfínea que herdou da força das tradições do Bété do seu pai Boni Gnahoré, cantor e mestre percussionista, foi criada na aldeia artística Ki Yi Mbock, dirigida por Werewere Liking. Um lugar cheio de artes de madrugada até a noite que a influenciou muito.

Dobet acaba de lançar um novo clipe, Afrika, uma linda homenagem ao continente africano:

Abandonada por sua mãe no seu nascimento, Dobet Gnahoré foi criada no campo pela avó paterna que era cultivadora de arroz. Aos 7 anos, ela se instala na aldeia artística Ki Yi M´Bock, em Abidjan, onde seu pai era Mestre percussionista e morava junto com uma centena de pessoas, bailarinos, músicos, pintores, escultores, costureiros, cozinheiros de varias nacionalidade… Magico! No inicio, ela tenta ir para a escola junto com as outras crianças, mas ela encontra dificuldades porque no campo não se falava francês (ela se formará mais tarde, de maneira autodidata). Então, com 12 anos, ela comunica a seu pai seu desejo de dançar e cantar. E assim que começou sua formação, os adultos ensinando aos mais jovens, isso com um ritmo extremamente puxado, começando as vezes antes das 5 da manha. Se ela chorava muito, na aldeia Ki ela aprendeu a força da vontade, o trabalho, a perseverança e a esperança. Com 16 anos, Dobet integra a famosa companhia de dança contemporânea TchéTché de Béatrice Kombé. Em 1999, Dobet tem 17 anos e se instala na França com seu esposo, o musico francês Colin Laroche de Féline. E là que eles vão gravar, em 2000, uma demo com os conselhos e o apoio de Ray Lema e Lokua Kanza. Eles começam a tocar nos festivais e nos teatros. Em 2003, uma editora assina um contrato com ela, e em 2004 é lançado o primeiro disco, Ano Neko, do nome da sua antiga dupla com Colin. Colin continua trabalhando com ela, mas o projeto é assinado Dobet Gnahoré e é integrado por outros músicos.

Depois de ter participado do projeto “Acoustic Africa” com Habib Koïté e Vusi Mahlasela, que leva ela nA Europa, nos Estados Unidos e na África, Dobet grava em 2007 seu segundo álbum, Na Afriki (minha Africa). Em 2009, Dobet é convidada por Angélique Kidjo a participar da homenagem a Myriam Makeba junta com outras artistas africanas. Em 2010, ela ganha um Grammy Awards com a cantora norte americana India Arie e lança seu terceiro álbum, Diekna la vou (crianças do mundo), continuando suas turnês pelo mundo.

Depois de ter participado de outros projetos coletivos, ela lança seu quarto álbum em 2014, praticamente integralmente escrito por ela, fora o titulo Na Drê, escrito pelo congolês Lokua Kanza:

Deliciosa mistura de sonoridades pan-africanas urbanas e tradicionais, sua voz, seu carisma e sua presença cênica encantam o publico. Defensora do pan-africanismo, Dobet canta em varias línguas africanas, bété, fon, baoulé, Lingala, malinké, mina, bambara, swahili, xhosa e wolof, evocando as feridas, mas também as riquezas e as eséranças do continente africano. Engajada, com discursos de defesa da paz, das crianças e das mulheres, Dobet foi promovida em 2014 Embaixadora dos direitos humanos pelo governo da Costa do Marfim, junta com o cantor do grupo Magic System Salif Traoré, o A´Salfo. Mas Dobet não fica só na teoria. A artista que não se esqueceu das dificuldades da sua infância, do abandono materno e da importância do esforço, criou uma ONG, Baara, que ajuda a recolher dinheiro para um orfanato de meninas em Grand-Bassam.

Steph e Amanda

No programa gravado nesta quintaFeira dia 7 de julho, recebo a pesquisadora Amanda Palomo, que fez seu doutorado sobre musicas urbanas angolanas entre as décadas 40 e 70. Um momento histórico muito importante em Angola, de guerra anticolonial e, ja no final, inicio do governo do MPLA, onde a musica e os músicos tiveram um importante papel politico. E nessa viagem que Amanda nos leva, com muita musica e muitas historias:

Novidades no Centro Afrocarioca de Cinema

Publicado: 6 de julho de 2016 por stephanie100africa em # África, Brasil
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Programacao_v03

O Centro Afrocarioca de Cinema apresenta o projeto Casa Afrocarioca das Artes, de 8 de Julho a 26 de Agosto com uma série de atividades incluindo cinema, gastronomia, música, poesia e novas descobertas, tudo em um só lugar.

Zozimo

Cinema

Em julho – Filmes de Zózimo Bulbul convidam novos cineastas! – Com exibições de filmes, curtas de Zózimo Bulbul abrindo a sessão, seguindo com filmes de novos cineastas, como: “Kbella”, de Yasmin Tainá (filme criado a partir da experiência que a cineasta teve ao assistir “Alma no Olho” de Zózimo Bulbul / Onã do CRUA (Coletivo Criativo de Rua – criado por um grupo de jovens do Rio de Janeiro, interessados em expressões artísticas populares).“Jalí”, curta experimental criado pelos participantes do “Ponto de Cultura -Revisitando Zózimo Bulbul, nas trilhas do cinema negro”. Filmes de jovens cineastas africanos como OYÁ de Nosa Igbinedion, da Nigéria (o filme aborda super-heróis Orixás) e Afripédia de Teddy Goithom, da Etiópia (filme sobre moda e comportamento contemporâneo na África).

Em agosto – Filmes sobre a história do samba, personalidades negras e histórias infanto-juvenis de matriz africana. A programação inclui histórias do samba, espaço reservado para filmes infanto-juvenis e “Homenagem aos Atletas Olímpicos Negros”.

Ala de Gastronomia 

Em julho – Comidinhas de culinária africana e brasileira com o Afrogourmet  sob o comando da chef Dandara Batista. Uma excelente oportunidade de degustar pratos da matriz África, a sugestão abre com o prato favorito e que era especialidade de Zózimo – Mafe de frango, que tem como base o amendoim, vegetais como cenoura, berinjela e quiabo também acompanham o prato, além de creme de aipim.

Em agosto – Quem assume é a chef Maria Júlia Ferreira, com o delicioso Angurmê. Prato popular conhecido em todo Brasil que ganhou requintes culinários, além do angu seu carro chefe, Maria Júlia também ofereces caldos e sobremesas de dar água na boca.

Música – Intervenções musicais em vários estilos. Do samba ao soul passando pelos batuques ancestrais. Com Jovi Joviniano, Marquinhos de Osvaldo Cruz, Rubens Confete, representantes do Centro Cultural Cartola. E nas pick-ups os DJ JG e DJ Bieta.

E a Casa Afrocarioca das Artes faz parte do circuito da Campanha Contra o Racismo e Intolerância Religiosa 2016.

Centro Afrocarioca de Cinema

Rua Joaquim Silva, 40 – Lapa

Tel. 98159 5054

Entrada franca

Faixa etária livre

Datas:  JULHO – 08, 15, 22 e 29.

AGOSTO – 04 e 05, 11 e 12, 18 e 19, 26

HORÁRIO: de 18:00 ás 22:00

 

 

Novo clipe do Franko

Publicado: 27 de junho de 2016 por stephanie100africa em # África, Camarões
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Franko telephone

Depois de explodir com o fenômeno “Coller la petite”, imenso sucesso no continente africano, o cantor camaronês Franko esta de volta com um novo clipe, “Téléphone”, que alerta sobre os perigos do telefone celular para os casais, lembrando que não é para olhar o telefone do outro:

Steph et Gana Ndiaye

Ontem recebi o pesquisador senegalês radicado nos Estados Unidos Gana Ndiaye. Ele esta no Rio para pesquisar sobre a comunidade senegalesa no Brasil e aproveitei para entrevistar ele e pedir para escolher a trilha sonora do programa: