coreon-du

Conexão África aproveitou a presença da mega estrela angolana Coréon Dú no Rio de Janeiro para bater um papo, na Lapa,  no centro da cidade.

Cantor, diretor criativo, produtor, empreendedor, artista plastico, designer…. Coréon Dú é um artista múltiplo e com um talento internacionalmente reconhecido. Ele está no Rio para desfilar na Sapucaí com a Escola de samba Vila Isabel, e aproveitou para dedicar um pouco do seu tempo para conversar conosco sobre seus trabalhos, musica, cinema, moda, etc …. e ainda sobre a modernidade do continente africano, e a  importância histórica que ele teve e continua tendo na construção do mundo.

Inteligente, culto, gentil, foi um desses encontros mágicos que compartilhamos agora com vocês! Papo muito bom e, claro, muita musica!!!!!!!!!!!!!!!! A ocasião também para descobrir a grande diversidade musical do  surpreendente Coréon Dú.

coreon-du-e-nos

girma-beyene

O crooner etiópio Girma Bèyènè esta de volta depois de 25 anos de silencio com o luminoso álbum Mistakes on purpose. Estrela do palco musical etiópio nos anos 1960 e 1970, o crooner tinha sumido em 1981: depois de uma turnê nos Estados-Unidos, ele não tinha voltado no seu país natal depois da queda do Haïlé Sélassié e tinha parado de se produzir.

Girma Bèyènè deve esse come-back bem sucedido ao francês Francis Falceto, fundador da maravilhosa coleção “Ethiopiques”, que já nos fez (re)descobrir grandes nomes da musica etiópia dos anos 60 e 70, como  Alemayehu Eshete, Asnaketch Worku, Mahmoud Ahmed, Mulatu Astatke, Tilahun Gessesse ou Girma Bèyènè…

 

Desta vez, Francis Falceto oferece à lenda da musica etiópia um verdadeiro renascimento com o álbum Mistakes on purpose, gravado junto ao grupo Akalé Wubé. Simplesmente luminoso!

 

 

 

 

 

Novo single do mítico Orchestre Baobab

Publicado: 9 de fevereiro de 2017 por stephanie100africa em # África, Senegal
Tags:, , ,

orchestre-baobabPara esperar o lançamento do novo álbum do Orchestre Baobab, descobrem aqui o primeiro single do novo álbum, Tribute to Ndiouga Dieng, cujo lançamento é previsto para 21 de março 2017.

10 anos depois do lançamento do seu ultimo álbum e 50 anos depois da sua formação, o mítico grupo senegalês esta de volta com  um novo disco fiel a seu estilo fusionando ritmos afrocubanos e tradição africana. Gravado em Dakar, o disco é lançado pelo famoso label inglês World Circuit Records e é uma homenagem a Ndiouga Dieng, vocalista do Orchestre Baobad falecido em novembro 2016.

 

Grupo culto da musica afro-cubana made em Senegal, Orchestre Baobab (Gouy Gui em wolof) é fundado em 1970 em Dakar na iniciativa maestro Oumar Barro Ndiaye. Assessorado por Cheikh Sidath Ly, o grupo se forma em torno do cantor Abdoulaye Mboup, o “AbLaye Mboup” ou “Laye Mboup” (1937-1975), figura emblemática da musica senegalesa, Balla Sidibé, Barthélémy Attisso e de Mohamed Latfi Ben Geloun. Essa formação inicial receberá vários outros talentos da musica senegalesa como Rudolph “Rudy” Gomis, Issa Cissokho,  Ndiouga DiengMédoune Diallo, os irmões   Thione et Mapenda Seck, Charles Ndiaye, Peter Udo, Mountaga Koité,  Thierno Koité …

O grupo se produz no clube Baobab, donde tira seu nome, Orchestre Baobab.

Em 1978, o jovem produtor Ibrahima Sylla dirige uma das primeiras gravações do grupo no estúdio Golden Baobab, que pertencia ao filho do presidente Senghor, Francis Senghor. O grupo conhecerá uma notoriedade crescente, gravando uns 15 álbuns até 1985. Com o fechamento do clube e o desenvolvimento de outros estilos musicais, em especial o mbalax do Youssou N´dour, os integrantes do grupo se afastam e o orquestra é dissolvido em 1987.

Tudo mundo achava que o Orchestre Baobab estava morto para sempre, mas um baobab nunca morre…

Em 2001, Nick Gold, do label World Circuit Records, resolve tentar formar novamente a orquestra, como ele ja tinha feito com os Cubanos do Buena Vista Social Club. Reencontrando os antigos integrantes do grupo em vários lugaresele reedita o seu álbum mais famoso, Pirates Choice, inicialmente lançado em 1982, que ele acrescenta de novas musicas. O álbum conhecerá um grande sucesso na imprensa internacional e lança o grupo reconstituído em turnês internacionais.

Em 2002, sai o disco Specialist in All Styles, com participação do Youssou N´dour e do cubano Ibrahim Ferrer.

 

E em 2007 é lançado o album Made em Dakar.

10 anos depois, o Baobab esta de volta novamente, com esse novo álbum cujo lançamento será em março. Um baobab nunca morre…

 

Lançamento em breve do novo album Mogoya, da Oumou Sangaré

Publicado: 3 de fevereiro de 2017 por stephanie100africa em # África, Mali
Tags:, , ,

Oumou-Sangare-Mogoya-miniature.jpg

A diva do Mali Oumou Sangaré, uma das mais lindas vozes da África, estará em breve (maio 2017) de volta com um novo álbum, Mogoya (label No Format), com uma equipe de produção totalmente renovada e um repertorio renovado.

Gravado em Stockholm por Andreas Unge e produzido em Paris pelo time francês de produção  A.L.B.E.R.T, . (Vincent TaurelleLudovic Bruni and Vincent Taeger), Mogoya é um disco que se inspira da rica herança musical olhando pelo future.

Para o novo single, “Yere Faga”, que ela esta revelando agora, Oumou convidou outra lenda da musica africana e mundial, o nigeriano Tony Allen, um dos pais do afrobeat.

 

 

zola

Dia 8 de fevereiro, não percam o lançamento do primeiro álbum, 60 GRAUS do artista angolano-congolês residente no Brasil Sergio Zola Star.

O lançamento acontecera as 20h00 no Espaço Cultural Municipal Sérgio porto,  Rua Humaitá 163, 22261001 Rio de Janeiro.

E para esperar até lá, vamos assistir o clipe Aliança, uma das musicas do novo CD:

 

Sergio Zola Star nasceu em 1969 em Kinshasa, capital da atual Republica Democrática do Congo (ex-Zaïre), de um pai angolano e uma mãe congolesa. Foi lá que ele começou, jovem ainda, a se interessar pela música; com 15 anos, ele faz parte de uma banda, o grupo Leader Musica, onde ele toca bateria e canta nas noites da capital.
Com 18 anos, direção Angola, o país vizinho, Zola vai ao reencontro do seu pai e de alguns dos seus irmãos, em Mbanza Kongo, região de origem da sua família paterna. Rapidamente, o jovem começa a tocar na Banda Intercontinental do artista Cantador.
Fugindo da guerra que devastou a Angola durante décadas, Zola Star se instala em 1994 no Rio de Janeiro e integra o grupo Tropicaliente, que toca nas noites cariocas. Com a partida de alguns dos seus integrantes para a Europa, a banda se dissolve,. e Zola monta um novo grupo, Bana Angola com o já falecido Mornax, seu grande amigo, seu irmão.
No Rio de Janeiro Zola encontra também com Abel Duërë, seu parceiro, que ele acompanha desde 1999 como compositor, guitarrista, arranjador e vocalista.
Suas composições revisitam os ritmos congoleses, o Ndongolo, o Soukous, a Rumba, com algumas incursões no semba da sua segunda terra, Angola.
Cantando em lingala e em kikongo, Zola leva o publico numa verdadeira viagem pelas terras da sua juventude.

15151520_1318877691496165_1878723691_n

Hoje, Conexão África leva você a mais uma viagem musical no Moçambique com o estudante, musico e produtor cultural Otis Selimane Remane que nos falou da sua experiencia no Brasil, dos seus projetos, da sua cultura e nos ofereceu uma programação musical super bacana:

15129823_1318877771496157_323313433_n

Dia 29/11: Segundo encontro SembaSamba

Publicado: 25 de novembro de 2016 por stephanie100africa em # África, Brasil
Tags:, ,

banner-home

O segundo encontro SembaSamba acontecerá no dia 29 de novembro de 2016 – Terça-feira – de 13 às 18 horas

Local: IFCS – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais/UFRJ
Largo São Francisco de Paula, 1 – sala 107 – Centro – Rio de Janeiro/RJ

Programação:

Abertura

Mesa I

1) Ritmos e Gêneros Brasileiros

– Oscar Bolão Pellon – músico, pesquisador, escritor: “Isso não é aquilo e bossa nova não é samba”.

– Luis Felipe de Lima – músico, escritor: “A síncope africana no violão brasileiro – uma identidade mestiça”.

– Gabriel Improta – músico, cientista social: “O sambajazz de Moacir Santos – a cozinha afro-brasileira no samba moderno”.

– Mediação e debate: Ana Celia Castro

2) “Tambor, Marrasamba e Circularidades”

A mesa aborda o movimento de pessoas e grupos e sua associação com a circulação de sonoridades, conhecimentos e performances em dois sentidos principais: inicialmente, através da trajetória do músico e educador maranhense Cacau Amaral e de seu envolvimento com os mestres Felipe, Leonardo e Nivô veremos como o Tambor de Crioula se desloca do Maranhão para as principais capitais do sudeste, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte assumindo novos significados; em seguida, o músico e pesquisador Sergio Castanheira relata sua experiência de pesquisa e intercâmbio com músicos moçambicanos em torno do projeto Marrasamba, que busca o diálogo entre aspectos da marrabenta moçambicana e o samba carioca.

 

– Sergio Castanheira – trombonista, baixista, compositor e arranjador; responsável pelo projeto “Carnaval Céu na Terra: Brasil-Moçambique”;

 

– Cacau Amaral – musico e educador, Mestre de tambor de Crioula; um dos fundadores do coletivo “As Três Marias”.

– Mediação e debate: Wagner Chaves, antropólogo, pesquisador

 3) Atlântico negro

– Martha Abreu – historiadora, pesquisadora, escritora: “Canções escravas no Atlântico Negro (Brasil e Estados Unidos, 1890-1910)”.

– Ricardo Vilas – músico, compositor, antropólogo : “África-Caribe, as novas músicas da contemporaneidade; o caso zouk-kizomba”.

– Geovani Carvalho – bailarino, coreógrafo e intérprete: A dança da kizomba

– Mediação e debate: José Sergio Leite Lopes

 

Mesa II

1) Na bossa da bateria: ritmo e inovação nas baterias cariocas

A mesa terá como foco os processos criativos operados pelos integrantes das baterias escolas de samba do Rio de Janeiro. Os debatedores irão abordar os conceitos de criatividade e inovação tal como surgem dentro do contexto da disputa carnavalesca. Tomando como ponto de partida uma discussão sobre a chamada “paradinha funk de mestre Jorjão” – tema do livro de Spírito Santo -, os debatedores irão examinar, a partir de diferentes perspectivas, como as noções de continuidade, mudança, tradição e criatividade se manifestam nos tambores, nos ritmos e no rito das baterias de escolas de escola de samba.

– Spírito Santo – músico, pesquisador, artista e artesão

– Guilherme Oliveira – músico, diretor de bateria do Salgueiro e do grupo 2 Santos.

– Gustavo Oliveira – músico, diretor de bateria do Salgueiro e do grupo 2 Santos.

– Mediação e debate: Felipe de Barros – antropólogo e músico

2) Os sons e os movimentos digitais da globoperiferia

Esta mesa tem o objetivo de criar um diálogo entre artistas e pesquisadores de funk e kuduro. Os temas se centram nos modelos de criação, autoria, relação som-movimento, circulação de informações, autorepresentação e comunicação entre telas.

– Emílio Domingos – cineasta

– Mylene Mizrahi – antropóloga, IFCS

– Cebolinha – dançarino/coreógrafo de Passinho

– Geovani Carvalho, dançarino/coreógrafo de Kuduro.

– Mediação e debate: Tatiana Bacal

3) Africa musical contemporânea

– Stephanie Malherbe – comunicadora, pesquisadora de musica e cultura africanas, blogueira: “Rap e musicas populares africanas contemporâneas”.

– André Sampaio – músico, cientista social: “Tradição e modernidade na música africana e diásporica contemporânea”.

– Mateus Berger Kuschick – Músico, Doutor em música popular/etnomusicologia: “O Semba em Conexões com Expressões Sonoras do Atlântico Negro”

Mediação e Debate: Ricardo Vilas

 

Apresentação musical no pátio do IFCS.