Feliz dia das crianças com Youssou N´Dour e Kirikou

Publicado: 11 de outubro de 2011 por stephanie100africa em # África

Feliz dia das crianças, com Youssou N´Dour e sua musica Kirikou
Kirikou é um hino à inocência da criança, à curiosidade da criança, à natureza, e ao continente africano. Além da beleza das imagens, a história contada pelo realizador é um encanto, o primeiro desenho animado só com africanos.
Alguns criticam Kirikou só porque é uma produção francesa, país imperialista (sobre o imperialismo da França, e pior, seu neocolonialismo, a causa de muitos males que continuam assolando o continente africano, eu não só denuncio, como tenho feito dessa denuncia uma luta quotidiana).
A eles eu digo: assistam Kirikou, com sua beleza, sua história inspirada na sabedoria africana, uma história (enfim!) sem branco nenhum, uma história sobre a grandeza das crianças, sua curiosidade pura, sua coragem, sem desvios e sem vaidade; este é o recado desse filme.
Uma história que mostra também a importância dos anciãos – e o respeito que se deve a eles (coisa que perdemos nas nossas sociedades ocidentais ou ocidentalizadas, mas que permanece vivo na sociedade africana).
Uma história contra o preconceito que existe em todo lugar. A feiticeira Karaba é, sim, linda, e ao final a maldade dela é explicada pela maldade da raça humana.
Isso também podemos encontrar na sabedoria africana: nada é só o que parece ser, devemos sempre ir além das aparências, e sempre procurar o porque das coisas; este é mais um recado importante do filme, para nós, para nossos filhos.
Ademais, para quem critica o realizador desse filme só porque é uma produção francesa, indico que ele fez também um outro filme de animação maravilhoso , Azur e Asmar, sobre 2 meninos, um árabe e um francês, criados ambos pela mãe do árabe. No filme, a imagem da família branca é extremamente negativa, enquanto o mundo árabe é mostrado em toda sua riqueza. É um filme contra o racismo, um filme além dos preconceitos, como, na minha opinião, o filme Kirikou também é.
Kirikou tem, como Azur e Asmar, o grande mérito de levar ao cinema histórias de um continente, o continente africano, que frequentemente é invisível nas telas, seja do cinema ou da televisão. Ainda mais para as crianças.
Feliz dia das crianças, mais uma vez, um dia para todas as crianças, de todas as cores. Porque, como diz o cantor e pesquisador camaronês Francis Bebey na sua canção Agatha, afinal, “que ela venha do céu ou do inferno, que ela seja preta, ou branca, ou amarela ou até vermelha, uma criança é sempre uma criança”.

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