Mayra Andrade

Publicado: 22 de novembro de 2011 por stephanie100africa em Cabo Verde


Mais um exemplo da nova geração de músicos cabo-verdianos. E de todos esses artistas geralmente reunidos na apelação de geração Pantera, é certamente a Mayra que mais merece esse titulo, pois o encontro com o Orlando Pantera foi um evento crucial no seu desenvolvimento artístico. Naquela época, ela não sabia o que queria fazer, mas sabia que queria fazer algum novo e Pantera mostrou o caminho, como a própria Mayra me contou numa entrevista exclusiva em 2009:
“Eu o conheci no momento em que eu regressei a cabo-verde depois de ter morado alguns anos fora. Conheci-o aos 15 anos, conversei muito com ele, ele era o único exemplo do que eu queria fazer: utilizar a musica tradicional cabo-verdiana para fazer uma coisa muito pessoal, fazer uma coisa pessoal, universal. E numa conversa com ele falei isso mesmo: eu não sei o que eu quero fazer, eu sei que eu quero fazer uma musica cabo-verdiana minha, e ele me falou então você já achou o que você quer fazer, você ainda não fez mas você já achou o caminho…”
Em 2001, Mayra e Pantera foram selecionados para representar Cabo Verde nos Jogos da Francofonia, no Canadá. Foi uma época de definição, mas também de muita tristeza, motivada pelo desaparecimento inesperado de Pantera. Mayra regressou a casa com a medalha de ouro, e o Parlamento da Francofonia decidiu então conceder-lhe uma bolsa para um aperfeiçoamento vocal que a levou uma vez mais a estar longe de casa.

Aos 17 anos, Mayra descobriu Paris e começou a viver sozinha. Cruzou-se com músicos do mundo inteiro, começou a subir aos palcos com regularidade e não tardou a chamar a atenção de editoras e da imprensa que assim respondiam à ideia que circulava insistentemente no meio musical parisiense havia uma nova e extraordinária voz na cidade.
A menina que começou a cantar para os faliliares com apenas 5 anos,é agora uma das revelações da musica caboverdiana.Cantando em varios palcos do mundo, inclusive o Brasil, Mayra ja lançou, em 2010, seu terceiro album, Studio 105, sempre procurando o seu proprio estilo, nunca conformada com os rótulos e acreditando sempre na liberdade da criação.

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