Manu Dibango, novo disco

Publicado: 22 de dezembro de 2011 por stephanie100africa em Camarões

O mítico e atemporal saxofonista camaronês Manu Diabango acabou de lançar um novo álbum, Past-Present-Future, com a cumplicidade do produtor inglês Wayne Beckford,
Aos quase 78 anos (!) de idade, Manu Dibango lança um álbum original, fruta do encontro e do dialogo com Wayne Beckford, misturando títulos originais e clássicos revisitados. Como por exemplo o famoso Soul Makossa que virou Soul Makossa 2.0:

O álbum conta também com a colaboração de vários artistas jovens, um disco muito carinhoso, o “velho” papa da World music conversando em musica com esses “jovens” sobre o continente africano,
Manu Dibango nasceu um 1933 em Douala, no Camarões, de um pai Yabassi e uma mãe Douala. Em 1949, o jovem é mandado pelos pais para estudar na França. E lá que Manu se inicia a musica.
Em 1956, depois de ter sido reprovado no “bac”, seu pai para de ajudá-lo e Manu resolve ir para Bruxelles aonde ele é contratado numa boate, o Tabou. E nessa boate que Manu vai encontrar sua futura esposa, o modelo Coco. Vai então passar por vários cabarés, tocando musicas ocidentais. Em 1960, Manu é contratado numa boate de Bruxelles frequentada pelos políticos e intelectuais congoleses. E o ano da independência, Bruxelles é o palco das negociações, é o ano do Indépendance Cha-Cha do Kabasélé, criado ao vivo durante as negociações. E justamente o encontro com Kabasélé e seu African Jazz que vai levar Manu Dibango a descobrir a musica congolesa e reabrir o dialogo com a musica do seu continente de origem. Kabasélé contrata Manu Dibango no seu orquestro e grava uma quarentena de musicas com ele, que tem bastante sucesso no continente africano.
Em 1961, Kabasélé convida Manu Diabango a acompanhar ele numa turnê no Congo. Manu e Coco se instalam então em Kinshasa aonde abram uma boate, o Tam-Tam, antes de se mudar para Douala, Camarões, e abrir um novo Tam-Tam, que não vai dar certo e por isso o casal volta para a França, sem trabalho e sem dinheiro…
Manu Diabngo vai então ser contratado para acompanhar vedetes francesas, o trabalho não falta. Em 1969, lança seu primeiro disco que fica confidencial. Rolande Lecouviour, da empresa Decca, vai então entrar em contato com o artista e o convidar a gravar um segundo disco. O álbum, mais dançante, lança Dibango no Camarões.
Em 1972, Manu Dibango compõe um hino na ocasião da oitava copa de África das nações, e o lado B do disco é, justamente,o titulo que se tornara o maior sucesso africano de todos os tempos, Soul Makossa. Se o titulo não chama a atenção em Yaoundé nem em Paris, ele é remarcado por alguns norte-americanos que vão levar a musica para os Estados Unidos aonde ela vai ser tocada em algumas rádios. Decca continua acreditando no Manu Dibango, incentiva o musico a gravar um novo disso, com o titulo, e organiza uma turnê nos Estados Unidos. E um enorme sucesso, os negros norte-americanos vê nessa musica a expressão de sua identidade africana e a imprensa francesa descobre esse grande artista.

Muito ativo, criativo, se interessando para todos os estilos musicais e sempre procurando os encontros com outros artistas, Manu Dibango se tornou uma referencia incontornável da musica africana e da musica do mundo.

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