Não percam: Baloji em turnê no Brasil!

Publicado: 12 de março de 2012 por stephanie100africa em Congo kinshasa

O artista de rap belgo-congolês estará em turnê em todo o Brasil, com o apoio da Aliança francesa. Uma ocasião única de ouvir ao vivo as composições enérgicas e originais do artista feiticeiro.
18 de Março / Belém / CCBEU – Centro Cultural Brasil Estados Unidos / 19h
20 de Março / Brasilia / Teatro dos bancários/ 20h
21 de Março / Rio de Janeiro / Espaço SESC Copacabana / 20 h
22 de Março / São Paulo / SESC Pompeia / 21h30
23 de Março / Santo Andre / Teatro SESC / 21h
24 de Março / Santos / SESC Comedoria / 21h
25 de Março / São Carlos / SESC convivência externa / 15h30
28 de Março / Porto Alegre / Bongô Bar / 22h
30 de Março / Belo Horizonte / SESC Palladium / 20 h (entrada:R$2 ou 1 quilo de alimento não perecível)
31 de Março / Joao Pessoa / Teatro Arena / 20 h
3 de Abril / São Luis / Teatro Artur Azevedo/ 20 h

Nascido em 1978 em Lubumbashi (Republica Democrática do Congo), Baloji foi levado para Bélgica (pais que colonisou o Congo, de uma maneira especialmente brutal…) pelo pai com apenas 3 anos de idade, o separando assim da sua mãe. Com 16 anos, o menino larga a casa paterna. Ele vai então se aproximar do rap e formar com outros rapazes o grupo Starflam, que ele abandona em 2004, deixando também a musica.
E uma letra da sua mãe que vai levar ele de volta a musica. O primeiro álbum solo do Baloji, Hotel Impala, lançado em 2008, é como uma resposta a letra da sua mãe, um álbum sensível e intimo, aonde ele conta a historia da sua vida, do seu percurso de jovem congolês na Bélgica.
No seu secundo álbum, o inovador artista Baloji instala as fundações para um futurístico estilo de afro-post hip-hop. Lançado em novembro de 2011, alguns dias antes das eleções e um ano depois dos 50 anos da independência da atual Republica Democrática do Congo, Kinshasa Succursale começa com a musica Le jour d´après (o dia de depois), reinterpretação versão Baloji do mítico Indépendance cha-cha, a musica escrita e tocada ao vivo durante as negociações para a independência do Congo, a musica que anunciou a independência par todo o povo congolês, o primeiro sucesso pan-africano. 50 anos depois, Baloji usa essa musica, símbolo da descolonização para denunciar a neocolonização e os problemas que seu pais não consegue superar.
Gravado por boa parte na RDC, Kinshasa Succursale é um álbum sem comparação, original e ofensivo.

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