Arquivo de janeiro, 2014

Angelique Kidjo Eve

A cantora beninense Angélique Kidjo, que acabou de lançar sua biografia, Spirit Rising: My life my music, começa também o ano 2014 com o lançamento do seu 13e álbum, Eve, do nome da sua mãe, um disco dedicado a ela justamente, mas também a suas avós, tias, e a todas as mulheres africanas.
Embaixadora da Unicef desde 2002, é durante uma visita no Kenya para a Organização que surgiu a ideia do disco. Num dos povoados visitados, onde um programa-piloto da Unicef já implantado, Angélique foi recebida por mulheres que cantavam uma canção tradicional de saudação. Ela começou a cantar junto. Seu marido e cumplice de trabalho, Jean Hébrail, captou o momento na câmera do iPhone, e as vozes das mulheres tornaram-se o núcleo da versão criada por Angélique da canção, “M’Baamba”, primeira faixa de “Eve”. Ela foi depois pro Benim aonde gravou vozes de coros tradicionais de mulheres, que se encontram também no novo CD.



Angélique Kidjo é uma das artistas africanas contemporâneas mais importantes do palco mundial.
Originaria do Benim, um pais da Africa ocidental, Angélique Kidjo cresceu num ambiente muito criativo, no meio dos seus oito irmãos. Sua mãe tinha uma companhia de teatro e Angélique começou a cantar com apenas 6 anos, numa peça sobre o rei Acaba.
Em 1983, Angélique Kidjo fuja do Benim, pegando um voo noturno para Paris, aonde se radicou. Vencedora de um Grammy Awards em 2008 com seu álbum Djin Djin, Angélique encontra seu estilo nas raízes da tradição africana, que ela acrescenta com ritmos ocidentais. O resultado é um estilo único, moderna, encantador, transcultural.
Artista engajada, Angélique se dedicou durante 7 anos a um trabalho de memoria ao encontro dos afrodescendentes nos Estados Unidos, Brasil e nos Caribes. Uma trilogia que conta a historia da escravidão e a levou a fazer lindas parcerias, como o encontro com Gilberto Gil ou Carlinhos Brown por exemplo.
Embaixadora de boa vontade da Unicef, Angélique criou tambem a fundação, BATONGA que incentiva moças africanas a participar do desenvolvimento do continente africano.
Além do seu talento, o que caracteriza essa grande artista é sua consciência, sua profunda gentileza e seu carisma excepcional.
Um show da Angélique Kidjo é uma experiência inesquecível, que sempre acaba com o publico dançando no palco com a estrela.

papa wemba maitre d ecole
Maître d´école, o novo disco do mestre da Rumba congolesa Papa Wemba tem lançamento mundial previsto para o dia 26 de fevereiro.
Descobrem aqui o clip de Oyebi, uma das faixas do novo disco:

Nascido em Lubefu, No Sankuru, provincia do Kasaï-oriental, em 1949, Papa Wemba se tornou um dos artistas mais populares da Republica Democratica do Congo (ex-Zaïre). Jovem, ele larga o campo para se instalar num universo urbano se integrar ao mundo moderno. Em 1969, ele participa da criação da banda “Zaiko Langa Langa” que se inspira da musica afro-cubana, do rock, do rythm and blues, etc… O que não agrada muito nessa época de independência recém-conquistada, uma época que dava a preferencia às musicas mais tradicionais, para valorizar e afirmar a identidade africana do Zaïre. Mas a juventude gosta dessa musica e o Zaiko Langa Langa se torna um dos grupos mais populares do Zaïre.
Em 1974, Papa Wemba larga a banda e, com seu novo grupo, Isifi Lokole, ele introduz um instrumento tradicional congoles, o Lokolé, uma pequena revolução no mundo da música, e que corresponde também as aspirações da “Autenticidade Zaïroise”!
Em 1975, a musica Amazone é um enorme sucesso:
Em 1977, ele cria sua orquestra Viva la Musica.
Muito popular no Zaïre, Papa Wemba alcance também um sucesso na Europa. Em 2009, ele é consagrado como uma das grandes figuras da World Music na Europa com o disco L´Emotion, disco de ouro.

Hoje tem: Anikulapo no morro da Conceição

Publicado: 23 de janeiro de 2014 por stephanie100africa em # África
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Rajao

Não percam hoje, o bar galeria Imaculada, o mais badalado do momento, recebe a exposição Anikulapo com discotecagem do DJ Rajão, que é tambem o diretor e produtor da exposição e do documentario Anikulapo.

O afrobeat do grande Fela foi a fonte para todo o percurso transatlântico em que o documentário ANIKULAPO seguiu.

As fotografias traduzem memórias vivas da visita ao país de Fela onde foram captadas as muitas cores e movimentos do povo nigeriano, do AFROBEAT, do caos e calor dos cenários urbanos de Lagos.

O trabalho fotográfico realizado por Micael Hocherman contempla a atual reaproximação do Brasil com a África e surge em um momento rico de discussão e valorização da cultura e histórias resultantes da diáspora.

Os registros de ANIKULAPO na Nigéria reúnem as situações, olhares e vigor de uma cultura pulsante, um movimento musical vivo e uma realidade distante e ao mesmo tempo tão intrínseca nos nossos dias.

Direção e Produção: Pedro Rajão
Fotografia: Micael Hocherman
Concepção: Lais Monteiro, Micael Hocherman e Pedro Rajão

Teasers do documentário:



Tiraniwen emmaar

Tinariwen, o mítico grupo de guitarristas/poetas e rebeldes tuaregues volta em fevereiro com um novo disco: Emmaar. Descobrem já aqui faixas do novo álbum. Show!!!!

The desert is a place of hardship and subtle beauty, a stark world that reveals its secrets slowly and carefully. For the renowned Saharan band Tinariwen, the desert is their home, their hypnotic and electrifying guitar rock reflecting the complex realities of their homebase in North West Africa. The band is set to release their new album Emmaar on February 11th. Emmaar is the follow up to the group’s 2011 album Tassili, recorded in the Algerian desert with an esteemed cadre of musicians including Wilco’s Nels Cline and TV on the Radio’s Tunde Adebimpe and Kyp Malone – the album won a Grammy for Best World Music.

Mukenga
Nosso primeiro Conexão África do ano 2014 é dedicado ao artista angolano Filipe Mukenga, que lançou em setembro de 2013 seu quinto disco, Meu lado Gumbé, que ele apresentou em novembro para o publico de Salvador:

Aproveito para desejar a todos um excelente ano 2014, com muita musica africana e muito Axé para nos todos!!!