Smockey, a voz da contestação no país dos homens integres

Publicado: 9 de junho de 2014 por stephanie100africa em Burkina Faso
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Smockey
Nascido em Ouagadougou no 24 de outubro de 1971, Serge Martin Bambara, alias Smockey, é um dos artistas mais importantes do palco musical no Burkina Faso. Livre, impertinente, Smocckey é um artista que não tem medo de dizer suas opiniões.
O jovem começa a se interessar pelo hip hop no final dos anos 80, quando esse movimento começar a surgir em Ouagadougou. Em 1991, Serge Martin Bambara larga o Burkina para estudar na França. Là, alem dos seus estudos em hotelaria, ele começa a trabalhar em estúdio com um amigo camaronês. E na França que ele assina seu primeiro contrato, com a EMI, lança seu primeiro single e se torna Smockey.
Em 2001, Smockey volta pro Burkina Faso. Aonde ele se impõe desde seu primeiro álbum, Epitaphe, por seu estilo e seu escrito sem concessão. Suas participações em festivais de rap no Benim e no Senegal revelam também a energia e a determinação do artista, que se ajuda também outros artistas do Burkina Faso, com seu estúdio e sua estrutura de produção.
Artista de contestação, livre, Smocckey denuncia a realidade social e politica do seu país e do seu continente, casamento forçado, assassinado do Thomas Sankara com a cumplicidade da França e da Costa do Marfim , apoio aos estudantes, …..
Tentando uma aliança entre tradição e modernidade, Smockey, convida também outros artistas, com o Senegal Awadi ou o musico tradicional do Burkina Faso Sibi Zongo.
Desde 2013, Smockey lidera, junto com o musico Sams’k Le Jah, o coletivo “Balai citoyen” (vassoura cidadã), inspirado do modelo senegalês Y en a marre, contra a mal governança no Burkina Faso, e especialmente contra a reforma da constituição proposta pelo atual presidente, Blaise Campaoré, no poder desde 1987 depois de ter assassinado o revolucionário Thomas Sankara com a cumplicidade de França e da Costa do Marfim de Félix Houphouët-Boigny. Essa reforma permitiria ao Blaise Campaoré de se apresentar mais uma vez nas eleições presidenciais de 2015, coisa que a atual constituição não permite.



Thomas Sankara, by Smockey e Awadi:

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