Khadja Nin: pela democracia no Burundi

Publicado: 14 de maio de 2018 por stephanie100africa em # África, Burundi
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Khadja Nin, do seu verdadeiro nome Jeanine Rema, filha de um antigo ministro do rei Mwambutsa IV nasceu em 1959 em Ruvyagira, perto de Mutambu e Gitega, no Burundi, onde passou uma infância tranquila. Se orientou muito jovem pela musica e com apenas 7 anos, ela já era a cantora principal do coro de Bujumbura, a capital do Burundi.

De pequena altura, ela ganha o apelido de Ka Jeanine, literalmente a pequena Jeanine, apelido que ela escolherá mais tarde como nome artístico, o transformando em Kadja Nin.

Depois de ter formado seu primeiro grupo musical em 1973, ela vai estudar em Kinshasa (RDC) em 1975, antes de ir, em 1980, para  a Belgica.

Em 1992, ela lança seu primeiro álbum, cantado em swahili. Em 1995, ela fica famosa com o sucesso Sambolera, do seu secundo álbum. Depois do lançamento do quarto álbum, Ya, em 1998, que encontra um vivo sucesso na Europa. Depois de um show memorável em 2000, ao lado de Sting e Cheb Mami, a cantora resolveu abrir um parêntese na sua carreira de cantora.

A cantora vive atualmente em Monaco, e milita para que o Burundi saísse da grave crise politica que ele afronta desde 2015.

Mulher militante, ela faz parte dos jurados do festival de Cannes 2018, um juri que pretende ser o juri da diversidade, com  “5 mulheres, 4 homens, 7 nacionalidades e 5 continentes”.

A cantora que não se produz mais consagra tudo seu tempo a defender o acordo de paz de Arusha, negociado em 2002 sob a mediação de Neson Mandela assim como o respeito da constituição, que limite o numero de mandatos presidenciais a dois mandatos sucessivos. Uma constituição que foi pisoteada em 2015 pelo presidente Pierre Nkurunziza quando ele se candidatou para um terceiro mandato, provocando de novo uma grave crise no Burundi.

Em 2015, Khadja Nin se ilustrou com a frase, pronunciada em margem de um evento da União Africana: “Vocês podem nos matar, mas você nunca poderão matar todos nos.”

Em 2016, ela escreveu uma carta aberta a seus “irmãos e irmãs africanos”, evocando a emergência de uma missão de mediação dos chefes de Estados africanos pra defender a democracia no Burundi e denunciando os crimes perpetuados no seu país.

 

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