Arquivo da categoria ‘# África’

Dia 25 de maio: dia mundial da África

Publicado: 25 de maio de 2020 por Stephanie Malherbe em # África
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Conexao Africa

O dia 25 de maio é festejado no continente africano e no mundo como o dia mundial da África, em comemoração da data de fundação da Organização da Unidade Africana no 25 de maio de 1963, que se tornará, em 2002, a União Africana.

Em homenagem a essa data, Conexão África fez uma pequena seleção de musicas do continente.

 

Mory kanté, o griô elétrico, faleceu na ultima sexta-feira, aos 70 anos.

Um dos pioneiros da musica africana no palco internacional, Mory Kanté se fez conhecer mundialmente em 1987 com seu maior sucesso, Yéké Yéké, adaptação de uma melodia tradicional mandinga.

Dois meses depois do Manu Dibango, é um outro baobab que se vai.

O djéli Mory Kanté nasceu em Kissidougou no sul da Guiné, de uma mãe malinesa e pai guineens. mas é em Bamako que ele cresce, ao lado de uma tia djéli, que o inicia ao canto e ao balafon. Ele começaentão a animar festas familiais e cerimonias. Depois de estudar no instituto das artes de Bamako, Mory Kanté tem uma virada na sua carreira com sua entrada no mítico Rail Band de Bamako, que toca no Bufé da estaçao de trem, um grupo que viu também os inícios de uma outra voz de ouro do continente africano, o Salif Keïta…

Depois de passar or varios grupos africanos e de gravar um primeiro álbum em Los Angeles, ele vai pra França onde ele vai explodir mundialmente com Yéké Yéké. E nunca mais parar, com turnês internacionais e muitos grandes projetos.

Defensor da juventude do continente africano, o griô eletrico tinha lançado o álbum,Sabou em 2004.

Cantor e grande tocador de Kora, Mory Kanté deixa uma obra ampla, por isso o “Griô elétrico” nunca morrera!

Adeus Manu Dibango!

Publicado: 24 de março de 2020 por Stephanie Malherbe em # África, Camarões
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Hoje o mundo perdeu um dos maiores artistas do continente africano, o camaronês Manu Dibango, que tivemos o privilegio de conhecer quando ele foi na feira das Yabas do grande amigo Marquinhos de Oswaldo Cruz em 2016.

Tivemos varios outros encontros, inclusivo uma entrevista exclusiva, na ponte Rio-Niteroi… Em homenagem a esse grande homem tão cheio de vida, resolvemos reproduzir a gravação dessa entrevista.

Vai em paz Manu! Você continuara vivo através da sua musica e continuara a nos fazer dançar com seu Swing contagioso!

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Joseph Shabalala, membro fundador e líder do mítico grupo vocal sul-africano Ladysmith Black Mambazo, morreu ontem aos 78 anos.

Considerado como um dos pilares da cultura zulu, o grupo Ladysmith Black Mambazo nasceu na década de 60, em plena era do apartheid, e seu uso dos valores tradicionais da música zulu teve sempre o sabor de resistência contra a opressão política e policial de que os negros eram vítimas na Africa do Sul.

Em 1986, Paul Simon convida o grupo a participar da obra prima Graceland, o que deu ao grupo uma fama internacional no mercado da Musica do Mundo, ainda emergente na época.

Vencedor de vários prêmios internacionais, Ladysmith Black Mambazo tinha sido recompensado na cerimonia dos Grammy Awards de 2018 na categoria Melhor álbum de Musica do Mundo com a edição do 30e aniversario do album Shaka Zulu (1987), Shaka Zulu Revisited : 30th Anniversary Celebration.

Angélique Kidjo vence mais um grammy Awards!

Publicado: 27 de janeiro de 2020 por Stephanie Malherbe em # África, Benim
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A diva do Benim e uma das maiores vozes do palco internacional da musica do continente africano venceu esse domingo mais um grammy awards, na categoria Best World Music Album. Com essa nova conquista, Angélique contabiliza agora quatro Grammy!

O premio recompensa seu álbum Célia, homenagem a grande cantora cubana Célia Cruz, falecida em 2003.

 

 

O maior festival gratuito do Brasil esta de volta em 2019 com ampla programação cultural.

MIMO de música, MIMO de arte, MIMO de cultura.

O Festival nasceu em 2004, em Olinda, e se tornou um legado cultural que há mais de 15 anos leva música, cinema, educação, ideias e poesia para o público de forma totalmente gratuita.

A programação do evento promove a valorização das cidades históricas, a descentralização do acesso à cultura e a disseminação da música em todas as suas formas e expressões, reunindo shows, festivais de cinema, workshops, palestras e chuvas de poesia, realizados em igrejas, museus, parques e teatros.

O MIMO já passou por diversas cidades brasileiras como Ouro Preto, Tiradentes, João Pessoa, Recife, Paraty e Rio de Janeiro e, em 2016, ganhou sua primeira edição internacional na linda cidade de Amarante, em Portugal.

Grandes nomes da música nacional e internacional como Herbie Hancock, Pat Metheny, Tom Zé, Ron Carter, Rui Veloso, Goran Bregovic, Mário Laginha, Céu, Pedro Burmester, Egberto Gismonti, Richard Bona, Hamilton de Holanda, Vieux Farka Touré, Paulo Flores, Seun Kuti… entre muitos outros, marcaram presença nos palcos do MIMO e, a cada edição, novos artistas participam do festival que já conta com 475 shows realizados até 2018.

Esse ano, o continente africano será mais uma vez muito bem representado,  com shows de Amadou& Mariam (Mali) e de Noura Mint Seymali, representando a Mauritania.

Amadou & Mariam

A dupla musical conhecida previamente como “o casal cego de Mali” superou esse rótulo com seu inovador trabalho musical, que une os ritmos tradicionais africanos ao blues, pop e rock.  Alcançando o patamar de porta-voz da história e cultura do seu povo para o resto do mundo, o duo formado por Amadou Bagayoko, guitarrista que se apresentava ao lado de Salif Keita no grupo Les Ambassadeurs du Motel de Bamako, e Mariam Doumbia, cantora e compositora, desbravou o cenário internacional e propagou o pop-africano no ocidente seguindo a missão de fazer as pessoas felizes com a sua música.

Depois do grande sucesso do disco “Dimanche à Bamako” produzido por Manu Chao, em 2005, Amadou e Mariam continuaram inovando e trazendo novos tons às melodias africanas. Com o lançamento do seu oitavo álbum internacional que recebe o título de “La Confusion”, em 2017, os dois dos mais populares artistas da África retornam com novas músicas, letras potentes e ritmos que remetem diretamente a sua terra natal, chamando atenção do público para o que está acontecendo em seu país, tanto politicamente quanto culturalmente.

A voz doce e suave de Mariam unida à guitarra blueseira de Amadou fizeram a fama da dupla extremamente carismática, representando uma parceria que vem de dentro e fora dos palcos. Os dois se conheceram no Instituto de Bamako para Jovens Cegos e, tendo a música como o grande elo de conexão entre os dois, apaixonaram-se e decidiram seguir juntos na vida e na carreira. Com sua força musical, conquistaram ao longo dos anos três indicações ao “Victoires de la Musique” e uma ao “Grammy Award para Best World Music Album”. Com poucas vindas ao Brasil ao longo da carreira, retornam em 2019 para apresentações exclusivas no MIMO Festival.

Apresentações em São Paulo:

  • Fórum de ideias Música e nação: o pop-africano no ocidente, SESC, espaço de tecnologias e artes, 22/11/2019, 16h30
  • Show na Praça das Artes, 23/11/2019,23h00

Apresentações no Rio de Janeiro

  • Fórum de ideias Música e nação: o pop-africano no ocidente, CRAB- Centro SEBRAE de referencia do artesanato, 30/11/2019, 15h00
  • Show na Fundição Progresso, 30/11/2019, 00h30
 

Noura Mint Seymali

Uma das mais corajosas e ousadas artistas da Mauritânia, é um fenômeno da atualidade. Começando sua carreira aos 13 anos, desenvolveu sua técnica vocal e instrumental compondo músicas e criando melodias experimentais que mesclavam os sons do Saara, Magreb e da África Ocidental com influências contemporâneas.

Seguindo um percurso musical ditado pelos costumes Griot e mantendo o compromisso de preservar e transmitir as tradições de seu povo, Noura se especializou com maestria na interpretação do som único do ardine: um instrumento de 9 cordas semelhante à harpa e exclusivo para mulheres. Seu álbum de estreia “Tzenni” alcançou o 1º lugar no “World Music Charts Europe”, em 2014 e, no ano seguinte, conquistou o prêmio da União Africana na categoria “Melhor Artista Feminina do Norte da África”, recebendo reconhecimento internacional e elevando a importância da participação feminina na indústria da música.

Acompanhada por seu marido Jeich Chighaly, na guitarra, por Ousmane Touré, no baixo e por Matthew Tinari, nos tambores, Noura vem pela primeira vez ao Brasil para se apresentar no MIMO após um show de grande sucesso no Festival em Amarante, na edição de 2018.

Apresentações em São Paulo:

  • Fórum de ideias e vozes femininas na tradição griot africana, SESC São Paulo, Espaço de tecnologias e artes, 22/11/2019, 11h00
  • Show na Praça da Artes, 23/11/2019, 19h00

Apresentações no Rio de Janeiro:

  • Fórum de ideias e vozes femininas na tradição griot africana, Centro SEBRAE de referencia do artesanato, 30/11/2019
  • Show na fundição Progresso, 30/11/2019, 19h

A luta de Fokn Bois contra a homofobia

Publicado: 4 de novembro de 2019 por Stephanie Malherbe em # África, Ghana
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A dupla do Gana esta de volta com mais um clipe militante, desta vez um grito contra a homofobia em Gana, gravado num bar da comunidade LGBTQ de Gana com militantes da causa. Um ato muito corajoso num pais onde a homossexualidade é punida por lei desde a época da colonização inglesa…