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Steph e Polyrythmo

Um programa dedicado ao mítico Tout Puissant Orchestre de Cotonou e ao seu vodou-funk:

E re-encontram aqui tambem a entrevista que o Polyrythmo nos concedeu o ano passado:

Programa do dia 29 de abril: bate-papo com o príncipe Abou

Publicado: 30 de abril de 2015 por stephanie100africa em Benim
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Steph e prince Abou Conexão Africa

No programa gravado na quarta dia 29 de abril na radio Kaxinawa, 100.1 FM, recebemos o príncipe Abou, que vem do Benim para estudar no Brasil. Abou nos falou um pouco sobre seu país,  seus costumes, o culto de Ifa e o respeito dos anciãos…  E nos fez descobrir algumas musicas que ele gosta…. Sem falar de uma linda surpresa no final:

Steph e Polyrythmo

O mítico Todo Poderoso Orchestre Polyrythmo de Cotonou realizou um show único em São Paulo no final de outubro. Conexão África aproveitou a ocasião: pulamos num avião para assistir o show e realizar uma entrevista exclusiva com Vincent D. Ahehehinnnou (cantor e Porta-voz), Bentho Gustave Eustache alias Titiou (arranjador, compositor e chefe de orquestre) e Augustin Pierre Loko (Sax/Percussions), os 3 membros originais ainda vivos do grande Orquestra do Benim. Trés seres de luz, um momento muito especial para mim…]Falaram da historia do orquestra, da sua relação com o Brasil, dos seus projetos… Lindo encontro!!
Um agradecimento especial ao artista brasileiro e amigo do Conexão África Ricardo Vilas que filmou essa entrevista.

Steph e Polyrythmo

Em breve no Conexão Africa: entrevista exclusiva com Vincent Ahehehinnou, Bentho Gustave Eustache e Augustin Pierre Loko, os três membros fundadores do Tout-Puissant Polyrythmo ainda presentes!!!!!

Polyrythmo de Cotonou: a lenda do Benim em show único no Brasil!


O Todo poderoso Orchestre Polyrythmo de Cotonou estará em São Paulo no domingo 28 de setembro para um show excepcional para o mês da cultura independente. O show, grátis, acontecerá as 16h00 no Vale do Anhangabaú e será seguido por um intervalo animado pela Festa Fela com os DJs Haru, MZK, RamiroZ e Vini Marson e , as 18h00, o show do gigante da Nigeria, Seun Kuti, que esta fazendo uma turnêe sul-americana e se junta ao orquestra Egypt 80, o mítico orquestra do seu pai Fela Kuti. Imperdivel!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!111

Grupo mítico da cena musical beninense e africana dos anos 60 e 70, o Tout –Puissant Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou tinha caído no silencio, até seu encontro com Elodie Maillot, jornalista francesa levou eles pelo mundo e produziu seu novo álbum, Cotonou Club, lançado em 2011.
Nos anos 70, o grupo inflamava o Benim com seu som tudo poderoso. Funk, soul, afrobeat, salsa, o grupo toca todos os estilos, por isso se chama poly-rythmo. Com seus 11 membros, o grupo, nascido na efervescência da independência, conquistou a África toda com seus “poly-rythmos” e tocou também com Fela ou Myriam Makeba, os monstros sagrados da musica africana. Portanto, anos depois, o grupo mais antigo e mais prolífico do continente africano, com seus 42 anos de existência e seus 500 discos gravados, parecia ter sumido, caído no esquecimento…
Em 2007, Elodie encontra os sobreviventes do grupo Poly-Rythmo para entrevistar eles. Uma vez o microfone desligado, o Tudo Poderoso faz um pedido a ela: “Você será nossa empresária e nos levara em turnê fora da África”. O grupo, apesar do seu grande sucesso antigo, nunca tinha saído do continente…
Elodie cumpriu sua promessam alem das esperanças, levando o grupo aos 4 cantos da planeta, de Paris a Nova York, passando pelo Brasil ou pelo Canada….
E em 2011, depois de 25 anos de quase silencio, foi o lançamento do seu novo álbum, Cotonou Club, do nome do programa que Elodie tinha gravado com o Todo Poderoso em 2007. Com regravações de antigos hits e novas composições, o álbum perpetua a receita magica do grupo com seu groove funk, soul e afro-beat… O disco conta também com a participação da grande Diva do continente africano, a beninesa Angélique Kidjo, e da jovem esperança da World Music, a cantora maliense Fatoumata Diawara.

Mais informações sobre o Tout Puissant Orchestre de Cotonou: http://www.polyrythmo.com/
E sobre os shows de domingo 28 de setembro: http://www.culturaindependente.org/noticias/160/

Sessimé, a outra grande voz feminina do Benim

Publicado: 23 de março de 2014 por stephanie100africa em Benim
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Considerada como a nova estrela do Afropop-rock do Benim, a jovem Sessimé é a nova embaixadora da cultura beninesa. Com seu album Wazakoua, a cantora que demostra uma grande energia no palco já se apresentou em vários eventos no continente africano (como no festival MASA, semana passada, na Costa do Marfim) e na Europa.
A cantora que já foi premiada como descoberta feminina nos Kora Music Awards e que foi finalista do premio descobertas RFI 2013, esta seguindo os passos do seu modelo, a grande diva da África e fenômeno planetário, Angélique Kidjo…

Sessimé (que significa “Sobre os passos do destino”) explora sua cultura nativa através das percussões, dos ritmos e dos cantos tradicionais (kpézin, tams-tams, gotâ, calebasses, talking-drums… etc) que ela mistura com instrumentos elétricos para construir seu próprio estilo.
Cantando a maioria das suas musicas em linguas tradicionais do Benim, como o fongbé ou o yoruba, a nova rainha do Afropop-rock, verdadeira estrela no seu país, representa com muita energia a cultura do seu belo país.


Angelique Kidjo Eve

A cantora beninense Angélique Kidjo, que acabou de lançar sua biografia, Spirit Rising: My life my music, começa também o ano 2014 com o lançamento do seu 13e álbum, Eve, do nome da sua mãe, um disco dedicado a ela justamente, mas também a suas avós, tias, e a todas as mulheres africanas.
Embaixadora da Unicef desde 2002, é durante uma visita no Kenya para a Organização que surgiu a ideia do disco. Num dos povoados visitados, onde um programa-piloto da Unicef já implantado, Angélique foi recebida por mulheres que cantavam uma canção tradicional de saudação. Ela começou a cantar junto. Seu marido e cumplice de trabalho, Jean Hébrail, captou o momento na câmera do iPhone, e as vozes das mulheres tornaram-se o núcleo da versão criada por Angélique da canção, “M’Baamba”, primeira faixa de “Eve”. Ela foi depois pro Benim aonde gravou vozes de coros tradicionais de mulheres, que se encontram também no novo CD.



Angélique Kidjo é uma das artistas africanas contemporâneas mais importantes do palco mundial.
Originaria do Benim, um pais da Africa ocidental, Angélique Kidjo cresceu num ambiente muito criativo, no meio dos seus oito irmãos. Sua mãe tinha uma companhia de teatro e Angélique começou a cantar com apenas 6 anos, numa peça sobre o rei Acaba.
Em 1983, Angélique Kidjo fuja do Benim, pegando um voo noturno para Paris, aonde se radicou. Vencedora de um Grammy Awards em 2008 com seu álbum Djin Djin, Angélique encontra seu estilo nas raízes da tradição africana, que ela acrescenta com ritmos ocidentais. O resultado é um estilo único, moderna, encantador, transcultural.
Artista engajada, Angélique se dedicou durante 7 anos a um trabalho de memoria ao encontro dos afrodescendentes nos Estados Unidos, Brasil e nos Caribes. Uma trilogia que conta a historia da escravidão e a levou a fazer lindas parcerias, como o encontro com Gilberto Gil ou Carlinhos Brown por exemplo.
Embaixadora de boa vontade da Unicef, Angélique criou tambem a fundação, BATONGA que incentiva moças africanas a participar do desenvolvimento do continente africano.
Além do seu talento, o que caracteriza essa grande artista é sua consciência, sua profunda gentileza e seu carisma excepcional.
Um show da Angélique Kidjo é uma experiência inesquecível, que sempre acaba com o publico dançando no palco com a estrela.