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O maior festival gratuito do Brasil esta de volta em 2019 com ampla programação cultural.

MIMO de música, MIMO de arte, MIMO de cultura.

O Festival nasceu em 2004, em Olinda, e se tornou um legado cultural que há mais de 15 anos leva música, cinema, educação, ideias e poesia para o público de forma totalmente gratuita.

A programação do evento promove a valorização das cidades históricas, a descentralização do acesso à cultura e a disseminação da música em todas as suas formas e expressões, reunindo shows, festivais de cinema, workshops, palestras e chuvas de poesia, realizados em igrejas, museus, parques e teatros.

O MIMO já passou por diversas cidades brasileiras como Ouro Preto, Tiradentes, João Pessoa, Recife, Paraty e Rio de Janeiro e, em 2016, ganhou sua primeira edição internacional na linda cidade de Amarante, em Portugal.

Grandes nomes da música nacional e internacional como Herbie Hancock, Pat Metheny, Tom Zé, Ron Carter, Rui Veloso, Goran Bregovic, Mário Laginha, Céu, Pedro Burmester, Egberto Gismonti, Richard Bona, Hamilton de Holanda, Vieux Farka Touré, Paulo Flores, Seun Kuti… entre muitos outros, marcaram presença nos palcos do MIMO e, a cada edição, novos artistas participam do festival que já conta com 475 shows realizados até 2018.

Esse ano, o continente africano será mais uma vez muito bem representado,  com shows de Amadou& Mariam (Mali) e de Noura Mint Seymali, representando a Mauritania.

Amadou & Mariam

A dupla musical conhecida previamente como “o casal cego de Mali” superou esse rótulo com seu inovador trabalho musical, que une os ritmos tradicionais africanos ao blues, pop e rock.  Alcançando o patamar de porta-voz da história e cultura do seu povo para o resto do mundo, o duo formado por Amadou Bagayoko, guitarrista que se apresentava ao lado de Salif Keita no grupo Les Ambassadeurs du Motel de Bamako, e Mariam Doumbia, cantora e compositora, desbravou o cenário internacional e propagou o pop-africano no ocidente seguindo a missão de fazer as pessoas felizes com a sua música.

Depois do grande sucesso do disco “Dimanche à Bamako” produzido por Manu Chao, em 2005, Amadou e Mariam continuaram inovando e trazendo novos tons às melodias africanas. Com o lançamento do seu oitavo álbum internacional que recebe o título de “La Confusion”, em 2017, os dois dos mais populares artistas da África retornam com novas músicas, letras potentes e ritmos que remetem diretamente a sua terra natal, chamando atenção do público para o que está acontecendo em seu país, tanto politicamente quanto culturalmente.

A voz doce e suave de Mariam unida à guitarra blueseira de Amadou fizeram a fama da dupla extremamente carismática, representando uma parceria que vem de dentro e fora dos palcos. Os dois se conheceram no Instituto de Bamako para Jovens Cegos e, tendo a música como o grande elo de conexão entre os dois, apaixonaram-se e decidiram seguir juntos na vida e na carreira. Com sua força musical, conquistaram ao longo dos anos três indicações ao “Victoires de la Musique” e uma ao “Grammy Award para Best World Music Album”. Com poucas vindas ao Brasil ao longo da carreira, retornam em 2019 para apresentações exclusivas no MIMO Festival.

Apresentações em São Paulo:

  • Fórum de ideias Música e nação: o pop-africano no ocidente, SESC, espaço de tecnologias e artes, 22/11/2019, 16h30
  • Show na Praça das Artes, 23/11/2019,23h00

Apresentações no Rio de Janeiro

  • Fórum de ideias Música e nação: o pop-africano no ocidente, CRAB- Centro SEBRAE de referencia do artesanato, 30/11/2019, 15h00
  • Show na Fundição Progresso, 30/11/2019, 00h30
 

Noura Mint Seymali

Uma das mais corajosas e ousadas artistas da Mauritânia, é um fenômeno da atualidade. Começando sua carreira aos 13 anos, desenvolveu sua técnica vocal e instrumental compondo músicas e criando melodias experimentais que mesclavam os sons do Saara, Magreb e da África Ocidental com influências contemporâneas.

Seguindo um percurso musical ditado pelos costumes Griot e mantendo o compromisso de preservar e transmitir as tradições de seu povo, Noura se especializou com maestria na interpretação do som único do ardine: um instrumento de 9 cordas semelhante à harpa e exclusivo para mulheres. Seu álbum de estreia “Tzenni” alcançou o 1º lugar no “World Music Charts Europe”, em 2014 e, no ano seguinte, conquistou o prêmio da União Africana na categoria “Melhor Artista Feminina do Norte da África”, recebendo reconhecimento internacional e elevando a importância da participação feminina na indústria da música.

Acompanhada por seu marido Jeich Chighaly, na guitarra, por Ousmane Touré, no baixo e por Matthew Tinari, nos tambores, Noura vem pela primeira vez ao Brasil para se apresentar no MIMO após um show de grande sucesso no Festival em Amarante, na edição de 2018.

Apresentações em São Paulo:

  • Fórum de ideias e vozes femininas na tradição griot africana, SESC São Paulo, Espaço de tecnologias e artes, 22/11/2019, 11h00
  • Show na Praça da Artes, 23/11/2019, 19h00

Apresentações no Rio de Janeiro:

  • Fórum de ideias e vozes femininas na tradição griot africana, Centro SEBRAE de referencia do artesanato, 30/11/2019
  • Show na fundição Progresso, 30/11/2019, 19h

Vem pro ai: Radio Conexão Africa

Publicado: 31 de outubro de 2019 por stephanie100africa em # África, Brasil
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Radio Conexão África

Ainda estamos montando a grade, fazendo testes… Mas já estamos on-line com musicas 24h! Hoje (quinta) as 19h, retransmissão do programa que eu gravei em 2017 em Luanda com a Banda Maravilha e amanha as 8h00, redifusão do programa San Consciência da querida Rosangela San, que vai ao ar todos os sábados as 8h00. E vem mais por ai…

Pra assistir: http://audiobras.com.br/radio-conexao-africa/

 

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Documentário “Alberto da Costa e Silva – Filho da África”, que exalta a trajetória do historiador, embaixador e acadêmico, estreia na ABL

Aos 88 anos, o historiador, embaixador e Acadêmico Alberto da Costa e Silva recebe os produtores Stéphanie Malherbe e Ricardo Vilas para “abrir o livro de sua vida e trajetória”. Com a discrição do diplomata e o humor fino do poeta, Alberto da Costa e Silva fornece neste filme um depoimento único sobre sua carreira, suas viagens e a importância da África no Brasil.

Percurso

Acadêmico Alberto da Costa e Silva conta sobre sua infância em Fortaleza, quando ia para a escola montado num carneiro, as brincadeiras com as crianças do bairro e pelo mundo imaginário encarnado por seu pai, o poeta Antônio da Costa e Silva. Relata a força de sua mãe, que trazia a marca das mulheres da sua família.

Trailer: “Alberto da Costa e Silva – Filho da África”

O documentário também aborda a adolescência no Rio de Janeiro, na Tijuca, onde a família se instala, pois sua mãe acredita que essa mudança propiciaria um futuro melhor para o filho. E trata, ainda, da escolha de Alberto pela carreira diplomática para “vingar seu pai”, que, antes dele, teve seu ingresso recusado na diplomacia. Mas essa escolha também foi justificada por seu gosto pela aventura, pelo desconhecido e pelo distante.

É uma alegria falar sobre Alberto da Costa e Silva, um homem incomum, singular… Eu diria que é um mestre. Um mestre da cultura, do pensamento… Um mestre da vida.”
Fala da Acadêmica Nélida Piñon para o filme “Alberto da Costa e Silva – Filho da África”.

Alberto da Costa e Silva e a África

Acadêmico Alberto da Costa e Silva é, reconhecidamente, no Brasil, o maior especialista em África, em razão de sua sede insaciável de procurar e entender as raízes do Brasil. Aos 14 anos, sendo um jovem branco e de classe média, tomou um choque ao ler Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, descobrindo que nós, brasileiros, éramos negros. Mas, então, de onde viemos?” – perguntava-se, pois todos os escritos que encontrava traziam relatos mencionando negros já chegados ao Brasil, como se nascessem no próprio navio negreiro e não tivessem um passado, uma história ou uma cultura por trás de cada um. Era como se a África, de onde vinham, não existisse.

Alberto vai pesquisar, sem descanso, a História das Áfricas, porque sem a África não existiria o Brasil, tornando-se, assim, um pioneiro no Brasil dos estudos africanos.

O documentário

Além dos depoimentos de Alberto da Costa e Silva, o filme conta com testemunhos de intelectuais e pesquisadores, como Nélida Piñon, Franklin Martins, Muniz Sodré e Lilia Schwarcz, e de artistas, como Haroldo Costa, Nei Lopes e Martinho da Vila.

Alberto da Costa e Silva – Filho da África” terá sua primeira exibição pública no dia 6 de agosto, às 15h30, no Teatro R. Magalhães Jr., na Academia Brasileira de Letras. O evento contará com a participação do cineasta e Acadêmico Carlos Diegues, que coordena as ações de cinema na ABL. A Entrada é franca, limitada à capacidade do teatro. Faça sua reserva abaixo!

INSCRIÇÕES

Garanta sua participação gratuita para esta sessão exclusiva. Lugares limitados.

INSCREVA-SE AGORA

Como chegar no evento

Academia Brasileira de Letras

Teatro R. Magalhães Jr.

Av. Presidente Wilson, 203 – 1º andar
Castelo
Rio de Janeiro – RJ
Brasil
(21) 3974-2500

 

 

 

 

 

 

 

 

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A comunidade da Rocinha tem uma população composta por pessoas de todo o mundo, uma vez que têm em sua formação, descendentes de escravos, índios e de todas as regiões do Brasil. Através do tempo transformou se em um ponto turístico que, diariamente, atrai turistas do mundo todo e, muitos tornam se residentes em função de trabalho, estudo, relacionamento ou ainda, condições financeiras.
Nesse mês de junho, mês dos refugiados, a Biblioteca Parque da Rocinha homenageia, pela primeira vez, o Dia dos Retirantes, Imigrantes e Refugiados, por entender a importância e contribuições destas nações em novo modo de vida.
Buscamos, através deste evento, aproximar a sociedade de uma realidade ainda muito distante e com isso, desenvolver nosso sentido de consciência humanitária e fraterna aos irmãos do mundo.
Nosso evento contará com uma feita internacional com gastronomia, teatro, poesia, Tapetes Contadores de Historias e sussurro poético, desfile de moda, e a imperdível participação do bloco multinacional de refugiados Terremoto Clandestino.
Venham participar feira internacional RIR! 

 

Bloco Terremoto ClandestinoMawon Sabaly @Bloco Cultural Ai, Que Vergonha

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Dia 18 de outubro, o artista brasileiro Elias Rosa e sua banda apresentaram seu espetáculo “Vida de Vassoureiro” no Teatro Municipal de Niteroi.

Com diversas influencias, o artista voador que já viajou por países da África, da Europa e pelo Brasil, nos encantará com essa performance musical, cantada e contada pelo Vassoureiro, personagem típica das ruas brasileiras.

O repertório do espetáculo  mistura composições autorais e cantigas tradicionais e está cheio de novos arranjos que combinam ritmos como jongo, ciranda, samba de roda, afrobeat e jazz.

A noite promete grande variedade de simpatias, limpezas e mandingas sonoras pra celebrar a música e a arte popular brasileiras!

Multi artista da cidade de Niteroi, artista de rua e militante das artes de rua, Elias esta também preparando seu primeiro álbum, cujo ele apresentou algumas musicas na ocasião do show do artista guineense Ramiro Naka no Rio de Janeiro em março desse ano.

Reservem ja seus ingressos pro dia 18 de outubro! O espetaculo será as 19h00 no Teatro Municipal de Niteroi!

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Segunda parte do nosso programa Conexão Africa especial Mês da Consciência Negra com os padrinhos do projeto, Vanda Ferreira e Ailton Benedito de Souza

Apresentação: Stéphanie Malherbe

Produção: Stéphanie Malherbe e Bira Tomé

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Nosso programa Conexão Africa especial Mês da Consciência Negra na http://www.radiovivario.com recebeu dois militantes históricos do Movimento Negro, Vanda Ferreira e Ailton Benedito de Souza, que são também, com muito orgulho pra nos, os dois padrinhos  do projeto Conexão África. O programa durou 2 horas, por isso postaremos em duas partes.