Arquivo da categoria ‘Cabo Verde’

Mayra Andrade: novo disco!

Publicado: 25 de novembro de 2013 por stephanie100africa em Cabo Verde
Tags:, , , ,

Mayra Andrade Lovely Dificult
Mayra Andrade esta de volta com um novo disco, lançado em setembro 2013 pro mercado europeu: Lovely Dificult.
Lovely Dificult é o quarto álbum dessa grande representante da nova geração da musica da musica cabo-verdiana. Radicada em Paris ja tem 11 anos, Mayra Andrade passou sua infância viajando pelo mundo, uma multidão de influencias musicais que se encontram no seu trabalho. Mayra se enriqueça dos seus vários encontros artísticos para abrir sua musica a todas as culturas e a todos os estilos, sem fronteiras.
Quem quiser ouvir mais musicas da Mayra, a galera da Radio África da Radio Educadora da Bahia, que me passou o release e o CD dela, fez um programa especial lindíssimo dedicado a essa artista muito especial!!!


A cantora considerada pela critica como a “voz mais bonita do Cabo-Verde” volta com seu quarto álbum, No amá, um tesouro de suavidade, com sonoridades flutuando entre África e Brasil, como são as ilhas do Cabo-Verde.
Nancy nasceu em 1975 na Guine Bissau aonde seus pais lutaram junto ao líder da Independência do Cabo-Verde e da Guiné-Bissau, Amilcar Cabral (assassinado em 1973). Pouco depois do seu nascimento, a família volta ao Cabo-Verde recém-independente e se instala na sua nova capital, Praia, na ilha de Santiago, onde ficaram 10 anos.
Muito influenciada por seu pai, ministro, diplomata, mas também musico amador, Nancy aproveitou essa epopeia cultural e politica para se construir uma forte personalidade.
Depois de Santiago, a família se instala em Mindelo, o grande porto da ilha de São Vincente, antes de migrar para o Portugal, 4 anos depois, quando o pai é nomeado embaixador do Cabo-Verde.
Apesar de sempre ter banhado na musica e sempre ter cantado, é no Portugal que Nancy redescobriu a musica cabo-verdiana e que nasceu seu grande desejo de cantar, especialmente musicas mais tradicionais do Cavo-Verde.
Um dia, ela acompanha um amigo que participa de um concurso de musica, por acaso ela é convidada a participar, ela interpreta o magnifico “Lua Nha Testemunha” (o testemunho do grande compositor B. Leza) e ganha o concurso. Vai então gravar seu primeiro álbum, em 1996, Nos Raça, seguido em 2004 de Segred , em 2007 de Lus e No amá em 2012.
Com sua personalidade radiante e sua voz maravilhosa, suave e perfeitamente controlada, e um repertorio que tira sua inspiração das sonoridades do porto de São Vincente (tanto africanas que brasileiras ou portuguesas), Nancy Vieira nos leva numa doce viagem pelas ilhas do Cabo-Verde….

O programa Conexão Africa esta de volta na radio Kaxinawa, 100.1 FM! E para começar o ano 2012, escolhemos homenagear a grande diva do Cabo-Verde, a diva dos pés descalços Cesaria Evora, que faleceu em dezembro do ano passado.

http://blip.tv/file/get/Kaxinawa-ProgramaEspecialCesariaEvora464.ogv

Cesaria Evora: a diva dos pés descalços morreu

Publicado: 19 de dezembro de 2011 por stephanie100africa em Cabo Verde


A diva aos pés descalços morreu este sábado, dia 17 de dezembro, aos 70 anos. Ela já tinha se despedido dos palcos em setembro. O governo do Cabo-Verde decretou um luto nacional de 48 horas para homenagear a cantora, que o presidente do arquipélago, José Carlos Fonseca, considera como uma das referencias maiores da cultura do cabo-Verde, enquanto o primeiro ministro, José Maria Neves, estima que Cesaria Evora nunca morrera, porque é uma ícone e uma estrela nunca morre.
A cantora que começou sua carreira muito cedo, cantando nos bares para alguns escudos e copos de alcool, canta o sofrimento, a tristeza e a melancolia de um pais feito de praias, de sal e de exilio (naquela epoca, a metade da população do capo-verde vivia em exilio). Apesar da independencia em 1975, seu dia dia continua a miseria e o alcool. Cesaria vai então parar de cantar durante 10 anos.
E o encontro, no fim dos anos 80, com José da Silva, que vai dar uma revirvolta a sua carreira e a sua vida. Cesaria ja tem 50 anos. Acreditando no talento e no potencial da cantora, José vai produzir dois discos da cantora que vão ficar confidenciais, e finalmente um terceiro, um album acustico, Miss Perfumado, em 1992, o disco que vai fazer da Cesaria uma icone internacional, uma lenda, levando sua morna e suas coladeiras pelo mundo.
Vencedora em 2004 de um Gramy Awards e de uma Victoire de la Musique, Cesaria Evora ficara para sempre a grande embaixadora da morna cabo-verdiana que ela fiz conhecer no mundo inteiro, e uma das grandes vozes da musica africana.

Mayra Andrade

Publicado: 22 de novembro de 2011 por stephanie100africa em Cabo Verde


Mais um exemplo da nova geração de músicos cabo-verdianos. E de todos esses artistas geralmente reunidos na apelação de geração Pantera, é certamente a Mayra que mais merece esse titulo, pois o encontro com o Orlando Pantera foi um evento crucial no seu desenvolvimento artístico. Naquela época, ela não sabia o que queria fazer, mas sabia que queria fazer algum novo e Pantera mostrou o caminho, como a própria Mayra me contou numa entrevista exclusiva em 2009:
“Eu o conheci no momento em que eu regressei a cabo-verde depois de ter morado alguns anos fora. Conheci-o aos 15 anos, conversei muito com ele, ele era o único exemplo do que eu queria fazer: utilizar a musica tradicional cabo-verdiana para fazer uma coisa muito pessoal, fazer uma coisa pessoal, universal. E numa conversa com ele falei isso mesmo: eu não sei o que eu quero fazer, eu sei que eu quero fazer uma musica cabo-verdiana minha, e ele me falou então você já achou o que você quer fazer, você ainda não fez mas você já achou o caminho…”
Em 2001, Mayra e Pantera foram selecionados para representar Cabo Verde nos Jogos da Francofonia, no Canadá. Foi uma época de definição, mas também de muita tristeza, motivada pelo desaparecimento inesperado de Pantera. Mayra regressou a casa com a medalha de ouro, e o Parlamento da Francofonia decidiu então conceder-lhe uma bolsa para um aperfeiçoamento vocal que a levou uma vez mais a estar longe de casa.

Aos 17 anos, Mayra descobriu Paris e começou a viver sozinha. Cruzou-se com músicos do mundo inteiro, começou a subir aos palcos com regularidade e não tardou a chamar a atenção de editoras e da imprensa que assim respondiam à ideia que circulava insistentemente no meio musical parisiense havia uma nova e extraordinária voz na cidade.
A menina que começou a cantar para os faliliares com apenas 5 anos,é agora uma das revelações da musica caboverdiana.Cantando em varios palcos do mundo, inclusive o Brasil, Mayra ja lançou, em 2010, seu terceiro album, Studio 105, sempre procurando o seu proprio estilo, nunca conformada com os rótulos e acreditando sempre na liberdade da criação.

Tcheka

Publicado: 15 de agosto de 2011 por suelen06 em Cabo Verde

 

 

Tcheka é um jovem artista cabo-verdiano. Ele cresceu numa numerosa família de músicos e começou muito jovem a acompanhar seu pai para tocar nas festas de casamento  e nos bailes.Mas é só anos depois que ele começou a gostar da musica.

 

De voz rouca e doce, Tcheka, que é também autor e compositor, transporta para o palco a energia do Batuque ou do Funaná, tornando universal o seu som e as suas raízes, com temas que retratem o quotidiano das ilhas num crioulo de Santiago. . Tcheka descreve a própria música como sendo “música tradicional de Cabo Verde com influência erudita e do jazz”.

 

“Argui” (Elevar), o seu primeiro disco, é resultado da dedicação, conhecimento e respeito pela música tradicional de Cabo Verde e foi alvo das mais prestigiantes criticas por parte da imprensa qualificada. Tcheka conformou seu talento com seu segundo disco, “Nu Monda”, que recebeu o premio RFI- Musicas do mundo em 2005.

 

Seu terceiro disco, Dor de Mar, foi lançado no dia 26 de setembro de 2011Nesse album,  o músico cabo-verdiano diz explorar os ritmos do seu país mas com uma novidade que faz toda a diferença: “Fiz esse trabalho como produtor também, fiz os arranjos e tudo foi feito por mim e então quando tu próprio estás à frente de tudo é outra coisa”.

 

Lura

Publicado: 24 de junho de 2011 por suelen06 em Cabo Verde

Nascida em Lisboa em 1975, Lura cresceu na diáspora cabo-verdiana refugiada em Lisboa. Com 17 anos, uma estrela africana de Lisboa, Juka, a chama para participar do seu novo álbum.
Lura, que nunca tinha pensado em cantar, descobre assim sua voz, uma voz grave, enérgica e sensual. A musica do Juka tem sucesso e outras celebridades de Lisboa convidam a Lura, como Bonga, Tito Paris ou Paulo Flores… Lura vai então gravar discos destinados a diáspora cabo-verdiana, antes de lançar, em 2004, o disco Di Korpu Ku Alma, que encontra um vivo sucesso, especialmente a musica Vazulina, composição do Orlando Pantera, incansável modernizador do batuku cabo-verdiano. Por isso, Lura é geralmente considerada como fazendo parte da “geração Pantera”.
href=”https://conexaoafrica.files.wordpress.com/2011/06/lura2007albumcover.jpg”>