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Tenor: o fenômeno do rap camaronês

Publicado: 15 de janeiro de 2019 por stephanie100africa em # África, Camarões
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Primeiro artista camaronês convidado pela Universal Music, Tenor tem apenas 20 anos e já sucesso nacional e internacional desde 2016 e seu single Do Le Dab.

Tenor (acrônimo de « toucher l’excellence dans la négritude ordinaire du rap ») nasceu em 1998 de um pai ewondo e mãe bulue. Com 12 anos, ele descobre o rap e começa a treinar, escutando grupos como Krotal ou Negrissim. Em 2014, ainda no liceu, ele lança seu primeiro álbum, Camerounais. O ano seguinte, ele lança o clip Alelouyah, financiado por sua mãe.

E em 2016, é a consegração com o sucesso Do le Dab.

Moderno, o jovem artista considera o rap como uma maneira de valorizar sua cultura betie, por isso ele usa sonoridades tradicionais nas suas musicas.

Com o sucesso, ele para de estudar para se dedicar a musica.

Em 2017, ele recebeu 3 premios nos Balafon Music Awards, organizados em Yaoundé pela Radio Balafon: revelação, melhor artista e clipe do ano.

Um sucesso que continuou em 2018, com turnê europeia, lançamento do EP Nnom Ngui e mega evento em Yaoundé. Um sucesso que deve continuar em 2019 com uma turnê internacional já prevista e o lançamento de um novo álbum, cujo 2 clipes já estão disponíveis, LVMH e Balance.

Além de artista, tenor é um jovem empreendedor. Se ele é produzido pela Universal Music, Tenor produz outros artistas através da sua própria produtora, e acabou de lançar uma marca de roupas de streetwear.

Manu Dibango 85 anos!

Publicado: 13 de dezembro de 2018 por stephanie100africa em # África, Camarões
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A lenda da musica africana, gigante Manu Dibango comemorou ontem (dia 11) em Paris seus 85 anos, com um show homenagem repleto de amigos. Entre os artistas presentes: Valerie Ekoumé, Flávia Coelho, Mariana Ramos, Lokua Kanza, Manou Gallo, Ray Lema, Fabrice Di Falco, Salle John, Brice Wassy…

Parabéns ao grande Manu, que nos tivemos a oportunidade de entrevistar em 2016, na ponte entre Niteroi e Rio de Janeiro…:

https://conexaoafrica.com/2016/03/29/entrevista-exclusiva-do-manu-dibango/

Valerie EKOUME

Corista de Manu Dibango e Koffi Olomidé, a cantora franco-camaronesa esta lançando seu segundo álbum solo hoje, Kwin Na Kingué.

Depois de um primeiro álbum solo DJAALE, lançado em 2015, Valérie EKOUME lança seu segundo CD solo, KWIN NA KINGUE, sempre em colaboração com o compositor, baterista, percussionista Guy NWOGANG. Um segundo álbum mais enraizado nos ritmos tradicionais do Camarões como o Bikutsi ou o Essèwè.

Alem de ter colaborado durante 8 anos com o lendário Manu Dibango no Soul Makossa Gang e no Maraboutik Big Bang, a cantora já cantou com vários artistas como Youssou Ndour,Papa Wemba, Rokia Traoré, Kaissa Doumbe, Etienne Mbappe, Kofi Olomide, Coco Mbassi, Lulendo…

Apesar de ter passado a maior parte da sua vida na França, ela afeiçoa especialmente cantar na sua língua natal, o duala, onde ela encontra uma emoção, uma verdade que  parecem com ela.

Seu novo álbum, de estilo afropop, é um convite a viajar.

Os dois álbuns solo da Valérie EKOUME estão disponíveis no itunes https://itunes.apple.com/fr/album/kwin-na-kingu%C3%A8/id1295118548

Manu no Rio

Nesta quarta feira dia 10 de agosto, a lenda da musica do mundo e da musica africana Manu Dibango, o pai do Soul Makossa, fará um show excepcional com orquestra sinfônica e com participações especiais de Ray Lema e de Fabrice Di Falco.

Não percam!

Na Cidade das Artes, as 21h00 (melhor chegar as 20h00…), pedidos de informações/reservações: julineprod@gmail.com

Novo clipe do Franko

Publicado: 27 de junho de 2016 por stephanie100africa em # África, Camarões
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Franko telephone

Depois de explodir com o fenômeno “Coller la petite”, imenso sucesso no continente africano, o cantor camaronês Franko esta de volta com um novo clipe, “Téléphone”, que alerta sobre os perigos do telefone celular para os casais, lembrando que não é para olhar o telefone do outro:

anne marie nzie

 

Com 86 anos, Anne-Marie Nzié, a voz de ouro do Camarões, se foi na noite do dia 24 de maio.

Grande figura da musica camaronesa, Anne-Marie, a mãe da musica,  teve uma vida de altos e baixos, sucesso e esquecimento. Antes de voltar a ser reconhecida recentemente.

Se a musica sempre foi presente na vida da pequena Anne-Marie, que já cantava na coral da igreja, e por acidente, literalmente, que Anne-Marie vai resolver dedicar sua vida a musica. Com 12 anos, ela cai de uma arvore e fica paralisada durante parte da sua adolescência. Presa numa cama de hospital, seu irmão a visita com seu violão e ela promete de cantar até morrer se ela se curar. E nessa época que ela aprende a tocar e compôs suas primeiras canções.

Curada, Anne-Marie acompanha seu irmão, antes de se lançar na sua própria carreira e de casar com um musico e grava seu primeiro disco, Mabanze. Com sua voz melancólica enraizada na floresta equatorial, ela faz turnês em todo o continente e seduz o publico. Rapidamente, ela se torna uma grande estrela no Camarões e a primeira mulher vedete internacional do Camarões, tocando no FESTAC 1977 em Lagos, no Gabão, na Corea…

Com seu estilo que mistura jazz, rumba e bikutsi, Anne-Marie multiplica os sucessos mas não o dinheiro…

Imensa diva, ela vai cair no esquecimento geral no final dos anos 70. Abandonada por todos, a diva se refugia no campo, antes da sua carreira ser relançada com “Liberté”, verdadeiro hino à liberdade dos negros, contra a opressão.

Depois desse enorme sucesso, Anne-Marie encontra dificuldade e, na indiferencia geral, a miséria. O publico critica também sua relação com o governo do presidente Paul Biya.

Até ser redescoberta em 1995 e comemorada, ganhando até uma biografia escrita peloescritor  David Ndachi Tagne, Anne-Marie Nzié, secrets d´or. Sua carreira é relançada e, além de shows e participações a festivais, ela gravará mais um disco, Béza Ba Dzo, durante sua ida a França para participar do festival Musiques Métisses de Angoulême. Será sua ultima gravação.

 

 

 

Manu no Rio.jpg

Manu Dibango, o lendário saxofonista camaronês, pai do sucesso planetário Soul Makossa, esteve no Rio de Janeiro como “Grand Témoin de la Francophonie” para participar da Semana da Francofonia. Conexão África aproveitou a oportunidade para entrevistar a estrela.

A entrevista foi realizada na ponte entre Niteroi e Rio, depois de uma visita realizada pelo Manu e uma delegação na escola bilíngue francês-portugues de Niteroi. Por isso peço desculpa pelo barulho ambiente… Mas a agenda do grande Manu estava muito cheia com as atividades da semana da francofonia, inclusive com um show dia 17 de março último, contando com participação de artistas brasileiros, no teatro Maison de France.

Confesso que, além da entrevista, tive a oportunidade de compartilhar alguns momentos com Manu, um deles foi o emocionante encontro na feira das Yabás em Madureira, já registrado aqui. Eu já conhecia o grande artista, e fui também conquistada também pela jovialidade e gentileza do homem.

Agradeço Ricardo Vilas pela edição e por ter emprestado sua voz para a tradução da fala de  Manu Dibango para o português.

O programa: