Arquivo da categoria ‘Camarões’

Madureira

Como todos os segundos domingos do mês, Madureira recebe a já famosa F​eira das Yabás, organizada pelo talentoso Marquinhos de Oswaldo Cruz.

Ambiente incrível, musica de alto nível, publico maravilhoso, sem falar da gastronomia e da gentileza excepcional do anfitrião Marquinhos.

Muita gente linda, enfim uma festa encantadora. Mesmo!

E este domingo, além disso tudo, presenciei um sonho para mim: a lenda da musica africana Manu Dibango, que acabou de chegar no Rio de Janeiro ​como representante da francofonia para uma semana de comemorações, vem a Madureira prestigiar o evento do Marquinhos, e deu até uma canja. Acho que ele ficou mesmo emocionado, dizendo que se fechasse os olhos, ele ​se sentia na África. Acrescentou​ também que já esteve varias vezes no Brasil, mas em Madureira, foi a primeira vez que sentiu a diversidade. Ele arrasou!!! Como vocês vão ver no pequeno vídeo que fizemos com o celula. Muito feliz e emocionada por este encontro ter acontecido, muito feliz e emocionada por ter vivenciado est​e momento, e ter dele ​participado, traduzindo para o publico da Feira das Iabás as palavras também emocionadas de Manu Dibango.

Parabens a OIF (Organização Mundial da Francofonia) e ao Consulado da França no Rio de Janeiro​, por ter organizado essa ida do Manu Dibango a Madureira! Vale a pena repetir encontros e intercâmbios como este​!

Simplismente magico…

 

Manu Dibango: show excepcional no Rio de Janeiro

Publicado: 11 de março de 2016 por stephanie100africa em # África, Camarões
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O lendário saxofonista camaronês Manu Dibango, Grand Témoin de la Francophonie, estará no Rio para as atividades da semana da francofonia. E no dia 17 de março, quintFeira, as 21h00, fará um show excepcional no teatro Maison de France, entrada franca com reservas possíveis no e-mail: cultura@maisondefrance.org.br

O show contará também com participações especiais de Arthur Maia, Marcello Ferreira, Valerie Lu, Renato Rocketh,  Marquinhos Oswaldo Cruz, Nicolas Krassik e Ricardo Vilas.

Para esperar até quinta-feira, vamos re-escutar seu sucesso eterno e planetário: Soul Makossa!!

“Coller la petite”: O sucesso africano 2015

Publicado: 20 de janeiro de 2016 por stephanie100africa em # África, Camarões
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coller la petite

De Douala a Paris, Abidjan ou Montréal, “Coller la Petite” é o sucesso incontestável do ano 2015!

Demorei bastante para publicar esse clipe no nosso blog por causa do seu teor extremamente machista… “Coller la Petite” (colar a menina), musica do artista camaronês Franko, ultrapassou as fronteiras do Camarões e, depois de sofrer censura no departamento de Mifi (Camarões), se tornou o grande sucesso da musica africana em 2015 com mais de 12 milhões de visualizações no mundo inteiro:

 

MVETKORA

A cantora camaronesa Sally Nyolo esta finalizando um novo disco, MVETKORA, cuja saída é prevista para janeiro 2016 na Europa, um encontro único entre duas Áfricas, dois universos tradicionais, o Mvet dos povos fang e beti e a kora mandinga, um encontro improvável realizado a partir do convite da Sally ao guineense Djeli Moussa Diawara.

Encontro entre a harpa pulsante e harmônicao tocada pelos Fang e os Beti nas florestas ocidentais e do sul de Camarões, Gabão , Guiné Equatorial, os dois Congo e o arquipélago de São Tomé e Príncipe e a kora , mítico instrumento do império Mandinga (Senegal , Mali , Gâmbia, Guiné , Burkina Faso , Costa do Marfim , Guiné-Bissau, Libéria e Serra Leoa ), o disco comportará tambem notas de modernidade e promete um som exepcional, encontro de duas Áfricas entre tradição e modernidadel!!!

Mais informações no site da Sally : sallynyolo.com e no facebook: https://www.facebook.com/mvetkora , onde ja se encontra uma primeira gravação, Kodji Dala.

Programa do dia 22 de julho: Camarões

Publicado: 4 de agosto de 2015 por stephanie100africa em Camarões
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Um programa dedicado ao Camarões, co-apresentado com Carlos Rasta:

Sally Nyolo Tiger

Depois de ter lançado seu sétimo álbum, Tiger Run, a cantora camaronesa Sally Nyolo lança o clipe Kilimanjaro, um dos títulos de Tiger Run.

Nascida em Eyen-Meyong, na região de Lékié, no sul do Camarões, Sally se muda para Paris, na França, com 13 anos. Ela começa sua carreira em 1982, como back vocal de artistas franceses ou africanos como Jacques Higelin ou Touré Kunda, e integra em 1993 o grupo belgo Zap Mama com quem grava 3 álbuns.

Em 1996, Sally grava seu primeiro álbum solo, Tribu, com musicas e letras da sua autoria e escritas em Eton, sua língua nativa. O disco ganha o premio Descoberta RFI 1997.

Seguido por Multiculti em 1998 e  Beti em 2000, Zaïone em 2002, Studio Cameroon em 2006, compilação que marca tambem a abertura do seu estudio de gravação no Mont Fébé, em Yaoundé, que tem como objetivo incentivar e produzir jovens artistas camaroneses.

Em 2011, Sally lança La nuit à Fébé, que precede o disco Tiger Run, lancado no final de 2014, com qual essa embaixadora do bikutsi confirme mais uma vez seu talento.

Tiger Run (a corrida do tigre), em referencia a seu nome tradicional de mvet que significa “o bigode do tigre”. Eletrizando o seu instrumento mvet, central na construção do álbum, Sally Nyolo brinca com seu ritmo de predileção, o Bikutsi, que é também uma dança feminina tradicional Béti. Nesse disco mítico, inspirado pela floresta, muito importante para a cantora e sempre muito presente na sua obra, Sally Nyolo aborda, em eton, frances e ingles, temas como a sociedade de consume, a amizade, a paz, a atenção pelos outros ou, também o futuro da África, com o titulo Kilimanjaro, mensagem de esperança em referencia a essa montanha da Tanzania e suas neves eternas .

Francis bebey
A editora Born Bad acabou de lançar, no final de 2014, a compilação Psychedelic Sanza 1982-1984, uma seleção de títulos do Francis Bebey, demonstrando mais uma vez o modernismo do artista camaronês e da sua obra visionaria.
Musico, jornalista, escritor, diplomata, etno-musicólogo, mágico das palavras, o genial Bebey nos hipnotiza e nos surpreende com suas experiências sonoras nessa seleção do inicio dos anos 1980, o poeta musico brincando desta vez com a sanza, mas também com as polifonias pigmeus, a musica eletrônica… O resultado é uma viagem hipnotizante, surpreendente de modernidade, impressionante de modernidade… O pai do famoso Agatha não acabou de nos surpreender, e sempre que redescobrimos sua obra sentimos mais a falta desse aventureiro das palavras e dos ritmos que nos deixou em 2011.
Psychedelic!!!!!!!!!