Arquivo da categoria ‘Costa do Marfim’

O rei do Coupé Décalé voltou hoje na Costa do Marfim para comemorar a independência do seu país. Muitos dos seus fãs, que ele chama de chineses por causa do seu impressionante numero, esperavam ele no aeroporto.

Rei da comunicação e das redes sociais, que ele administra pessoalmente, o artista que começou como DJ ainda criança, depois de sair da casa dos seus pais, conta hoje com milhares de fãs.

Filho da cantora Tina Glamour e do musico e técnico do som Pierre Houon, Ange Houon do seu nome esta preparando um novo disco para o final de 2018, o que ele anuncia falando na sua pagina facebook: “Abidjan será destruído este primeiro de janeiro 2019”…

 

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Pioneiro do reggae marfinense e do reggae da Africa francophone, o Serges Kassy nasceu em 1962 no bairro de Treichville em Abidjan, na Costa do Marfim. O sargento, como é chamado com carinho, criou seu primeiro grupo em 1980, os Roots. Entre 1980 e 1989 de vários concursos musicais organizados pela radio e pela televisão marfinenses.

Em 1990, Serges Kassy grava seu primeiro álbum, “I´m proud”, que encontra imenso sucesso na Costa de Marfim com 100 000 exemplares vendidos no mercado oficial e em torno de 300 000 no mercado paralelo, uma das melhores vendas daquele ano. Serges Kassy se torna o ídolo da juventude.

Laureado do melhor clipe africano nos African Awards em 1990 com “John Bri”, Serges Kassy lança vários sucessos como Cabri mort, jésus, Mougou man e Au nom de Dieu

Na mais pura tradição do reggae de Burning Spear, Peter Tosh ou Bob Marley, o artista engajado acorda um lugar preponderante ao recado.

Muitos dos seus refrães, que ilustram cenas do dia dia, se tornaram expressões populares na Costa do Marfim.

Sensível aos problemas dos jovens do gueto, ele canta a causa do povo negro, suas dores, suas esperanças, suas revoltas…

Apoiador do ex-presidente marfinense Laurent Gbagbo, ele vive na França desde sua destituição e os violentos conflitos que seguiram em 2011, se considerando um exilado. Em 2017, lançou um novo álbum, o primeiro desde seu exilio, Loin des Miens (longe dos meus), nos mercados marfinense e europeu.

 

 

Dobet Gnahoré 2018

Cantora, bailarina e percussionista Dobet Gnahoré herdou da força das tradições Bété do seu pai, cantor e mestre percussionista e representa essa nova geração africana, audaciosa e determinada.

Ela volta com um quinto álbum, MIZIKI, a ser lançado em maio, um álbum onde sonoridades africanas se misturam com samples eletrônicos, sutil mistura que revela uma musica à sua imagem, livre. Um álbum onde a modernidade se alimenta de tradição e que se inspira das suas viagens pelo mundo.

Quatro anos foram necessários para realizar esse disco homenagem as suas duas principais causas: a África rica, generosa e unificada e a força das mulheres africanas.

Fiel as línguas africanas (ela canta em bété, fon, baoulé, lingala, malinké, mina, bambara, swahili, xhosa ou wolof), ela se concentra nesse álbum a sua língua materna, o Bété, para celebrar a mulher valente e altruísta.

Nascida longe da cidade, ela integra com 6 anos a aldeia cultural KI YI M´bock em Abidjan, onde se encontra seu pai Boni Gnahoré. KI YI M´bock, uma experiência utópica e pan-africana integralmente voltada às artes. Desde 5h da manha se pratica musica, dança, teatro, etc… com objetivo de se tornar um artista completo. Esse centro de formação artística atrai numerosos artistas que vão assistir as representações de noite. Assim, nomes como Ray Lema, Youssou N’Dour, Salif Keita, Lokua Kanza costumam frequentar o lugar. É là que Dobet se forma e que ela encontra, em 1999, o guitarrista Colin Laroche de Féline que leva ela pra cantar na França.

Là, impulsionada e aconselhada por artistas como Ray Lema e Lokua Kanza, ou ainda a grande diva beninesa Angélique Kidjo,ela faz maquetas e trabalha sua voz tão especial. Até chamar a atenção do selo Contre-Jour, com quem lançara 4 albums.

Em 2010, ela vence um Grammy Award com India Arie pela versão da musica Palea.

Com sua voz profunda e uma presença cênica enfeitiçadora, Dobet levou sua arte pelo mundo e participou de vários projetos além do seu trabalho pessoal, como Acoustic Africa / Women voices aos lados de Manou Gallo e Kareyce Fotso (2012) ou a homenagem a Myriam Makeba organizado em 2009 por Angélique Kidjo com Rokia Traoré, Asha, Ayo, Sayon Bamba e Vusi Mahlasela.

Engajada, ela foi nomeada em 2014 Embaixadora dos Direitos Humanos da Costa do Marfim, junta com A´Salfo, o cantor do grupo Magic System.

Com esse novo álbum MIZIKI, a menina de Ki Yi M´bock continua sua ascensão internacional e confirma seu imenso talento de cantora, compositora, autora…

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O jovem movimento cultural marfinense ganhou seu primeiro premio Awards na capital Abidjan, com presença de todos os grandes nomes do estilo. DJ Arafat, uma das grandes estrelas do momento, foi eleito melhor artista do ano, enquanto Serge Beynaud ganhou dois trofeus inclusivo o da melhor cançao com Mawa Naya e Claire Bailly, já chamada de Primeira Dama do coupé- décalé, foi eleita melhor artista feminina.

A ceremonia homenageou tambem Douk Saga, “o Presidente”, um dos fundadores do movimento, falecido em 2006

Estilo musical, mas também maneira de viver de maneira ostentativa, o coupé-décalé nasceu em 2002 nas discotecas de Paris antes de conquistar a juventude de Abidjan e, rapidamente, o resto do continente africano e o mundo através de jogadores de futebol como Kader Keita (que recebeu também um premio).

A origem do nome Coupé-Décalé é polemica, certos dizem que vem da cidade de Akoupé, quando outros, como o jornalista Usher Aliman, autor do livro Douk Saga, L´histoire interdite du coupé-décalé (Douk Saga, a historia proibida do coupé-décalé), dizem que vem das “arnaques” (enganações) marfinenses: «On coupe (a gente engana), on décale (a gente desaparece)».  Criado por um grupo de marfinenses chamado de Jet-Set (Le Molare, Borosangui, Lino Versace, Serge Dephallet, Kuyo junior, Solo Beton, Shacoole, etc.), o estilo musical é também um modo de vida, os “coupeurs-décaleurs” correm as discotecas com roupas exuberantes e de grife, distribuem bilhetes e tomam muito champanha. No vocabulário do coupe-décalé, essa atitude se chama “travailler” (trabalhar). Uma ostentação reivindicada pelos coupeurs-décaleurs e que trazia provavelmente em 2003 uma certa alegria a uma juventude que sofria da crise econômica e politica que atravessava a Costa do Marfim…

dobet gnoharé

Dobet Gnahoré participou ontem do show excepcional organizado pela diva do Benim Angélique Kidjo no festival de jazz de Montreux: Angélique Kidjo and friends, Women All Stars, com a cabo-verdiana Lura, as beninesas do trio Teriba e a cantora de origem nigeriana Asa.

Cantora, bailarina e percussionista, a artista marfínea que herdou da força das tradições do Bété do seu pai Boni Gnahoré, cantor e mestre percussionista, foi criada na aldeia artística Ki Yi Mbock, dirigida por Werewere Liking. Um lugar cheio de artes de madrugada até a noite que a influenciou muito.

Dobet acaba de lançar um novo clipe, Afrika, uma linda homenagem ao continente africano:

Abandonada por sua mãe no seu nascimento, Dobet Gnahoré foi criada no campo pela avó paterna que era cultivadora de arroz. Aos 7 anos, ela se instala na aldeia artística Ki Yi M´Bock, em Abidjan, onde seu pai era Mestre percussionista e morava junto com uma centena de pessoas, bailarinos, músicos, pintores, escultores, costureiros, cozinheiros de varias nacionalidade… Magico! No inicio, ela tenta ir para a escola junto com as outras crianças, mas ela encontra dificuldades porque no campo não se falava francês (ela se formará mais tarde, de maneira autodidata). Então, com 12 anos, ela comunica a seu pai seu desejo de dançar e cantar. E assim que começou sua formação, os adultos ensinando aos mais jovens, isso com um ritmo extremamente puxado, começando as vezes antes das 5 da manha. Se ela chorava muito, na aldeia Ki ela aprendeu a força da vontade, o trabalho, a perseverança e a esperança. Com 16 anos, Dobet integra a famosa companhia de dança contemporânea TchéTché de Béatrice Kombé. Em 1999, Dobet tem 17 anos e se instala na França com seu esposo, o musico francês Colin Laroche de Féline. E là que eles vão gravar, em 2000, uma demo com os conselhos e o apoio de Ray Lema e Lokua Kanza. Eles começam a tocar nos festivais e nos teatros. Em 2003, uma editora assina um contrato com ela, e em 2004 é lançado o primeiro disco, Ano Neko, do nome da sua antiga dupla com Colin. Colin continua trabalhando com ela, mas o projeto é assinado Dobet Gnahoré e é integrado por outros músicos.

Depois de ter participado do projeto “Acoustic Africa” com Habib Koïté e Vusi Mahlasela, que leva ela nA Europa, nos Estados Unidos e na África, Dobet grava em 2007 seu segundo álbum, Na Afriki (minha Africa). Em 2009, Dobet é convidada por Angélique Kidjo a participar da homenagem a Myriam Makeba junta com outras artistas africanas. Em 2010, ela ganha um Grammy Awards com a cantora norte americana India Arie e lança seu terceiro álbum, Diekna la vou (crianças do mundo), continuando suas turnês pelo mundo.

Depois de ter participado de outros projetos coletivos, ela lança seu quarto álbum em 2014, praticamente integralmente escrito por ela, fora o titulo Na Drê, escrito pelo congolês Lokua Kanza:

Deliciosa mistura de sonoridades pan-africanas urbanas e tradicionais, sua voz, seu carisma e sua presença cênica encantam o publico. Defensora do pan-africanismo, Dobet canta em varias línguas africanas, bété, fon, baoulé, Lingala, malinké, mina, bambara, swahili, xhosa e wolof, evocando as feridas, mas também as riquezas e as eséranças do continente africano. Engajada, com discursos de defesa da paz, das crianças e das mulheres, Dobet foi promovida em 2014 Embaixadora dos direitos humanos pelo governo da Costa do Marfim, junta com o cantor do grupo Magic System Salif Traoré, o A´Salfo. Mas Dobet não fica só na teoria. A artista que não se esqueceu das dificuldades da sua infância, do abandono materno e da importância do esforço, criou uma ONG, Baara, que ajuda a recolher dinheiro para um orfanato de meninas em Grand-Bassam.

TIKEN

Com seu novo disco Racines lançado em setembro de 2015 na Europa,  Tiken Jah Fakoly  revisita grandes classios do reggae.

Gravado no estudio  Tuff Gong em Kingston com Sly & Robbie, Mikey Chung, Robbie Lyn e em Bamako para os instrumentos mandingas, o disco homenagea os classicos do reggae que acompanham Tiken desde sua infancia e faz a ponte entre a Jamaïca e o continente africano. São 11 covers, de Bob Marley a Burning Spear, de Peter Tosh a Buju Banton et numerosos featurings : U-Roy, Max Romeo, Ken Boothe, Jah9

 

 

Alpha Blondy Brasil2015

Alpha Blondy, a lenda do reggae africano, esta de volta no Brasil para o lançamento do seu novo álbum, Positive Energy! Não percam!!!!!!!!!!