Arquivo da categoria ‘Costa do Marfim’

coupe-decalle-awards-16

O jovem movimento cultural marfinense ganhou seu primeiro premio Awards na capital Abidjan, com presença de todos os grandes nomes do estilo. DJ Arafat, uma das grandes estrelas do momento, foi eleito melhor artista do ano, enquanto Serge Beynaud ganhou dois trofeus inclusivo o da melhor cançao com Mawa Naya e Claire Bailly, já chamada de Primeira Dama do coupé- décalé, foi eleita melhor artista feminina.

A ceremonia homenageou tambem Douk Saga, “o Presidente”, um dos fundadores do movimento, falecido em 2006

Estilo musical, mas também maneira de viver de maneira ostentativa, o coupé-décalé nasceu em 2002 nas discotecas de Paris antes de conquistar a juventude de Abidjan e, rapidamente, o resto do continente africano e o mundo através de jogadores de futebol como Kader Keita (que recebeu também um premio).

A origem do nome Coupé-Décalé é polemica, certos dizem que vem da cidade de Akoupé, quando outros, como o jornalista Usher Aliman, autor do livro Douk Saga, L´histoire interdite du coupé-décalé (Douk Saga, a historia proibida do coupé-décalé), dizem que vem das “arnaques” (enganações) marfinenses: «On coupe (a gente engana), on décale (a gente desaparece)».  Criado por um grupo de marfinenses chamado de Jet-Set (Le Molare, Borosangui, Lino Versace, Serge Dephallet, Kuyo junior, Solo Beton, Shacoole, etc.), o estilo musical é também um modo de vida, os “coupeurs-décaleurs” correm as discotecas com roupas exuberantes e de grife, distribuem bilhetes e tomam muito champanha. No vocabulário do coupe-décalé, essa atitude se chama “travailler” (trabalhar). Uma ostentação reivindicada pelos coupeurs-décaleurs e que trazia provavelmente em 2003 uma certa alegria a uma juventude que sofria da crise econômica e politica que atravessava a Costa do Marfim…

dobet gnoharé

Dobet Gnahoré participou ontem do show excepcional organizado pela diva do Benim Angélique Kidjo no festival de jazz de Montreux: Angélique Kidjo and friends, Women All Stars, com a cabo-verdiana Lura, as beninesas do trio Teriba e a cantora de origem nigeriana Asa.

Cantora, bailarina e percussionista, a artista marfínea que herdou da força das tradições do Bété do seu pai Boni Gnahoré, cantor e mestre percussionista, foi criada na aldeia artística Ki Yi Mbock, dirigida por Werewere Liking. Um lugar cheio de artes de madrugada até a noite que a influenciou muito.

Dobet acaba de lançar um novo clipe, Afrika, uma linda homenagem ao continente africano:

Abandonada por sua mãe no seu nascimento, Dobet Gnahoré foi criada no campo pela avó paterna que era cultivadora de arroz. Aos 7 anos, ela se instala na aldeia artística Ki Yi M´Bock, em Abidjan, onde seu pai era Mestre percussionista e morava junto com uma centena de pessoas, bailarinos, músicos, pintores, escultores, costureiros, cozinheiros de varias nacionalidade… Magico! No inicio, ela tenta ir para a escola junto com as outras crianças, mas ela encontra dificuldades porque no campo não se falava francês (ela se formará mais tarde, de maneira autodidata). Então, com 12 anos, ela comunica a seu pai seu desejo de dançar e cantar. E assim que começou sua formação, os adultos ensinando aos mais jovens, isso com um ritmo extremamente puxado, começando as vezes antes das 5 da manha. Se ela chorava muito, na aldeia Ki ela aprendeu a força da vontade, o trabalho, a perseverança e a esperança. Com 16 anos, Dobet integra a famosa companhia de dança contemporânea TchéTché de Béatrice Kombé. Em 1999, Dobet tem 17 anos e se instala na França com seu esposo, o musico francês Colin Laroche de Féline. E là que eles vão gravar, em 2000, uma demo com os conselhos e o apoio de Ray Lema e Lokua Kanza. Eles começam a tocar nos festivais e nos teatros. Em 2003, uma editora assina um contrato com ela, e em 2004 é lançado o primeiro disco, Ano Neko, do nome da sua antiga dupla com Colin. Colin continua trabalhando com ela, mas o projeto é assinado Dobet Gnahoré e é integrado por outros músicos.

Depois de ter participado do projeto “Acoustic Africa” com Habib Koïté e Vusi Mahlasela, que leva ela nA Europa, nos Estados Unidos e na África, Dobet grava em 2007 seu segundo álbum, Na Afriki (minha Africa). Em 2009, Dobet é convidada por Angélique Kidjo a participar da homenagem a Myriam Makeba junta com outras artistas africanas. Em 2010, ela ganha um Grammy Awards com a cantora norte americana India Arie e lança seu terceiro álbum, Diekna la vou (crianças do mundo), continuando suas turnês pelo mundo.

Depois de ter participado de outros projetos coletivos, ela lança seu quarto álbum em 2014, praticamente integralmente escrito por ela, fora o titulo Na Drê, escrito pelo congolês Lokua Kanza:

Deliciosa mistura de sonoridades pan-africanas urbanas e tradicionais, sua voz, seu carisma e sua presença cênica encantam o publico. Defensora do pan-africanismo, Dobet canta em varias línguas africanas, bété, fon, baoulé, Lingala, malinké, mina, bambara, swahili, xhosa e wolof, evocando as feridas, mas também as riquezas e as eséranças do continente africano. Engajada, com discursos de defesa da paz, das crianças e das mulheres, Dobet foi promovida em 2014 Embaixadora dos direitos humanos pelo governo da Costa do Marfim, junta com o cantor do grupo Magic System Salif Traoré, o A´Salfo. Mas Dobet não fica só na teoria. A artista que não se esqueceu das dificuldades da sua infância, do abandono materno e da importância do esforço, criou uma ONG, Baara, que ajuda a recolher dinheiro para um orfanato de meninas em Grand-Bassam.

TIKEN

Com seu novo disco Racines lançado em setembro de 2015 na Europa,  Tiken Jah Fakoly  revisita grandes classios do reggae.

Gravado no estudio  Tuff Gong em Kingston com Sly & Robbie, Mikey Chung, Robbie Lyn e em Bamako para os instrumentos mandingas, o disco homenagea os classicos do reggae que acompanham Tiken desde sua infancia e faz a ponte entre a Jamaïca e o continente africano. São 11 covers, de Bob Marley a Burning Spear, de Peter Tosh a Buju Banton et numerosos featurings : U-Roy, Max Romeo, Ken Boothe, Jah9

 

 

Alpha Blondy Brasil2015

Alpha Blondy, a lenda do reggae africano, esta de volta no Brasil para o lançamento do seu novo álbum, Positive Energy! Não percam!!!!!!!!!!

MOLARE

Originário de uma família da alta sociedade, ele vai em 1996 acabar seus estudos na Europa. Diz ele que é là que, com seus amigos, eles inventaram a dança do Coupé Décalé nas boîtes afro de Paris, dança hoje muito popular na Costa do Marfim e no continente africano.
Molare participou da fundação do movimento Jet Set como primeiro minsitro, junto com Douk Saga(presidente), Boro Sanguy (bololo), Lino Versace, Chacoolé (Le Bachelore), Solo Béton (le bétonier), Serge Dephalet.
No fim de 2001, ele é o primeiro da turma a voltar para a Costa do Marfim aonde ele assume a promoção dessa dança. Ele então monta a cela Molare Prod aonde ele produz grupos de sucesso como a Jet DJ. Para promover seu movimento, ele ajuda vários artistas pouco conhecidos a entrar em estúdio e gravar, como foi o caso de Dj Lewis que depois se tornou conhecido.
Homem bem sucedido em termos artísticos e de negócios, diz-se que é um homem muito rico que investe na promoção do Coupé Décalé. . O primeiro festival de coupé décalé foi organizado pela Molare Prod em Yopougon com 127 artistas convidados
Artista pesado do palco musical africano, Molare tem 2 orquestras, um em Paris e o outro Abidjan, com 25 bailarinos!!!!!!!!!! Muitissimo popular no continente africano, Molare já fez vários shows em vários estádios de vários países do continente africano, alem das suas turnês na Europa e nos Estados Unidos.


espoir 2000
Espoir 2000, um dos grupos de zouglou mais respeitados pelos amadores da Costa do Marfim e do continente africano, lançou esse ano um disco, Génération Consciente, com o objetivo não escondido de conquistar também o mercado internacional.
O grupo, que foi revelado ao publico da Costa do Marfim em 1997 com seu opus Elephant d´Afrique , alcançou um grande sucesso na África com seus discos e suas turnês.
O grupo, inicialmente composto por três amigos de um bairro da periferia de Abidjan, Koumassi, é hoje constituído por Pat Sako e Valery, depois da saída de Shura. Reconhecido por suas criticas sobre o comportamento dos jovens marfinense, essencialmente das meninas, a dupla pretende, com seu novo álbum, Génération Consciente, sair das fronteiras do continente africano e alcançar um sucesso internacional.
O clipe “Les caissières”, apesar de um pouco machista para nossos ouvidos euro-centristas, é uma perola de humor marfinense.



Tiken

Tiken Jah Fakoly esta de volta com um novo single “Dernier appel”, já anunciando o lançamento do seu oitavo álbum em junho. O cavaleiro trocou sua espada de “African Revolution” para um alto-falante, se colocando em defensor de um ideal africano. Sempre militante e ator de mudanças, Tiken lança um recado de união, chamando a reconciliação e a união dos povos. Depois de um ano de pausa, o cantor que recebeu recentemente um disco de ouro para “African Revolution” esta retomando os shows no continente africano.