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Primeiro album:Pamela Badjogo lança Mes couleurs

Publicado: 18 de fevereiro de 2016 por stephanie100africa em # África, Gabão, Mali
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A cantora gabonesa radicada no Mali lança seu primeiro album, Mes couleurs, fruta de uma colaboração com o musico e arranjador Manjul. Gravado no Mali, o disco nos leva num universo afro-jazz onde se misturam sonoridades bantas e mandingas.

Nascida em Libreville (Gabão) em 1982, Pamela se instala no Mali em 2005 para seguir seus estudos de microbiologia. A jovem estudante que já cantava desde seus 17 anos, procura então estúdios para propor seus serviços de corista. E assim que ela encontra o estúdio Bogolan, que deve receber a cantora de jazz americana Dee dee Bridgewater para o álbum Red Earth, coordenado pelo pianista malinês Cheick Tidiane Seck. Um encontro essencial na sua vida.

Em 2007, ela chega no segundo lugar do concurso pan-africano de TV realidade musical Case Sanga, na televisão pan-africana Africable, seduzindo o publico malinês e africano. Ela coloca sua voz na banda sonora da comedia musical Kirikou e Karaba e canta com vários artistas como Salif Keïta, Oumou Sangaré, Cheick Tidiane Seck, Dee Bridge Water, Tiken Jah Fakoly, Mathieu Chedid Danakil… Em paralelo, Pamela apresenta durante 4 anos um programa cultural semanal na Televisão Africable. Ela participa também da banda Bamakool Jazz (2011 e 2012) e das Amazones e organiza Jam sessions no Instituto francês do Mali.

Com sua voz grave e sensual, Pamela Badjogo nos encanta com esse primeiro álbum, promessa de uma rica carreira solo:

 

pierre akendegue

Com 70 anos, um dos pioneiros da internacionalização da musica africana lança um novo álbum, Destinée, que, aborda temas como a ecologia, a liberdade, a corrupção das elites, a miséria ou a cultura tradicional.

Nascido em 1943 em Aouta (ilha do sul do Gabão),  Pierre Akendégué cresceu num ambiente tradicional, entre pirogas, percussões, cantos, contação de historias em volta do fogo, etc..  Como Akendégué costuma dizer: ele “comeu muita cultura durante a infância”.

Nos anos 60, Pierre Akendégué vai para França para curar uma doença dos olhos. E vai acabar ficando com um estatuto de refugiado. E lá que ele vai se profissionalizar enquanto artista, até explodir nos anos 70 com seus primeiros álbuns lançados pelo Pierre Barrouh, se tornando assim, com Manu Diabango e Francis Bebey, um dos primeiros a divulgar a musica africana na Europa.

“Mas qual África você canta, você que mora na Europa?” pergunta um jornalista. Reação do Pierre Akendégué: ele volta pro Gabon em 1985, aonde ele esta até agora.

Contador de historia, poeta, guerreiro, Akendégué encontra sua inspiração na floresta e na cultura da África eterna.