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Sékouba Kandia Kouyaté acabou de fazer show de lançamento do seu ultimo trabalho, o duplo álbum  Mémoire du futur e Kouma, no Palais des peuples, em Conakry (Guiné)

Filho de Sory Kandia Kouyaté, a voz da revolução guineense, Sékouba kandia Kouyaté toca tanto musica tradicional que musica contemporânea.

 

Comment suivre les pas de son père sans marcher dans son ombre ? Fils de Sory Kandia Kouyaté, “la voix de la révolution” guinéenne, Sékouba Kandia Kouyaté résout l’équation en jouant à la fois sur les tableaux de la musique traditionnelle et des rythmes contemporains. Rencontre à l’occasion de la sortie de son dernier disque, un double album intitulé Mémoire du futur et Kouma.

O Djély, que é também  desde dezembro de 2017 Diretor do prestigioso Ensemble instrumental   National de Guinée (Conjunto instrumental e nacional da Guiné), verdadeiro patrimônio Nacional da Guiné Conakry e que já foi dirigido por seu pai, é consciente da importância da sua missão.

Com esse novo álbum, Sékouba Kandia pretende construir uma ponte entre a musica tradicional e a musica moderna. Assim, o disco Kouma é dedicado a musica moderna, enquanto Mémoire du futur é um disco dedicado aos ritmos tradicionais mandigas.

Casado com a grande cantora guineense Sona Tata Condé, ela também originaria de uma grande família de músicos, o djély Sékouba Kandia nunca para. Alem dos albums, dos shows, do orquestra Nacional, Sékouba Kandia tem sua própria gravadora, sua editora…. querendo cumprir a missão que ele se encarregou: devolver seu lugar a musica guineense.

MVETKORA

A cantora camaronesa Sally Nyolo esta finalizando um novo disco, MVETKORA, cuja saída é prevista para janeiro 2016 na Europa, um encontro único entre duas Áfricas, dois universos tradicionais, o Mvet dos povos fang e beti e a kora mandinga, um encontro improvável realizado a partir do convite da Sally ao guineense Djeli Moussa Diawara.

Encontro entre a harpa pulsante e harmônicao tocada pelos Fang e os Beti nas florestas ocidentais e do sul de Camarões, Gabão , Guiné Equatorial, os dois Congo e o arquipélago de São Tomé e Príncipe e a kora , mítico instrumento do império Mandinga (Senegal , Mali , Gâmbia, Guiné , Burkina Faso , Costa do Marfim , Guiné-Bissau, Libéria e Serra Leoa ), o disco comportará tambem notas de modernidade e promete um som exepcional, encontro de duas Áfricas entre tradição e modernidadel!!!

Mais informações no site da Sally : sallynyolo.com e no facebook: https://www.facebook.com/mvetkora , onde ja se encontra uma primeira gravação, Kodji Dala.

O selo alemão Analog Africa ressuscita a obra do artista Amara Touré com o lançamento de uma compilação de 10 obras do cantor e percussionista guineense que fez carreira nos anos 70 no Senegal, no Camarões e no Gabão.

Chegado no Senegal com apenas 3 anos, Amara Touré  inicia sua carreira no final dos anos 50 no famoso Miami Club de Ibra Sissé e vai rapidamente integrar o Star Band, formação que se tornará uma instituição da música senegalesa. Nos anos 1970, ele se instala no Camarões, onde se produz, em Yaoundé, com o Ensemble Black & White, que faz o maior sucesso na capital com seu repertorio afro-cubano.  Desde 1996, quando ele deixou o orquestra Massako de Libreville, ninguém mais tem noticias do artista, que residia no Gabão desde 1980…

Em 35 anos de carreira nos clubes de Dakar, Yaoundé e Libreville, Amara Touré apenas gravou 4 discos.

Com essa primeira compilação, a obra do artista pan-africano ganha nova vida, pela maior alegria dos amadores de boa musica.

Sia Tolno

De volta com um novo disco muito pessoal, African Woman, a jovem cantora guineense confirma seu talento e também sua evolução musical em direção ao Afrobeat, co a ajuda do mítico Tony Allen.
A cantora de 36 anos é uma pessoa feliz, rindo a cada frase, apesar das ferraduras do seu passado, quando ela ficou num campo de refugiado no Sierra Leone. Mas quando ela esta sozinha, escrevendo, as vezes as lagrimas a submergem.
E dessas realidades que Sia Tolno fala no seu novo álbum, African woman, ode a uma mulher africana dinâmica e sem complexos. Ela canta o poder das mulheres africanas, como um dos seus modelos, a atual presidente da Liberia, Ellen Surleaf Johnson, um exemplo para as mulheres do continente africano, segundo a Sia. Outro modelo: a grande cantora do Benim Angélique Kidjo, ou também a eterna mama África, Miriam Makeba. Denunciando também a excisão, o machismo ou falando do seu passado de refugiada, vitima dos chefes de guerra que derramaram o sangue para os diamantes da região, na Guiné, na Liberia e na Sierra Leone. Numa das musicas, “Rebel Leader”, Sia deixa explodir sua raiva de menina e escreve uma diatribe sangrenta ao Charles Taylor. Outra musica muito emocionante é aquela dedicada a duas crianças guineenses, Fodé Tounkara e Yaguine Koïta, uma maneira de falar desses jovens africanos desesperados que fazem de tudo para tentar chegar na Europa, ao preço da sua vida muitas vezes…
Com sua voz bruta, poderosa, Sai Tolno faz explodir, com textos altamente políticos, um ritmo afrobeat forte, enérgico, mais maduro desde seu ultimo álbum. Uma perola de energia e vibração política e musical!


Festa da Guiné
Em comemoração à Independência da Guiné (02 de outubro), aos 10 anos de carreira de Fanta Konatê e ao marco inicial da União dos Djembefolás do Brasil, nossos amigos do Instituto África Viva organizam, no dia 3 de outubro, a Primeira Festa da Guiné no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo.
A programação conta com um show da bailarina e cantora guineana Fanta Konatê, cineclube com projeção de filmes guineanos, gastronomia guineana, mostra cultural e feira de tecidos, roupas e artesanato

A entrada é de 25 reais na porta, e 20 reais na lista amiga: e-mail para institutoafricaviva@gmail.com – até às 18h do dia do evento.
Centro Cultural Rio Verde, rua Belmiro Braga, 119, 05432-020 São Paulo


Mais sobre:
– Fanta Konatê:
A Cantora e Bailarina Guineana, Fanta Konatê, é filha do Mestre Djembefolá Famoudou Konate. Sua família é uma das mais representativas da arte tradicional Malinkê, da Região do Hamaná, nas savanas da Guiné, onde surgiram o tambor Djembê e a música dos Griots.
O repertório de seu primeiro disco é baseado em temas tradicionais de sua aldeia, preservados desde o Império de Mali (Séc XIII). Nos Shows, é acompanhada pela Troupe Djembedon que também utiliza recursos multimídia para dar o tom dos ambientes e dos temas abordados em cada canção.
Ouvir e ver uma apresentação de Fanta Konatê é experimentar uma viagem às raízes culturais da Guiné.

– Instituto África VivaFruto da união entre a cantora e bailarina Fanta Konatê (República da Guiné) e do musicoterapeuta e percussionista Luis Kinugawa (Brasil), o Instituto África Viva tem como objetivo de viabilizar o desenvolvimento humano e a melhoria da qualidade de vida através da arte, educação e do trabalho humanitário, pesquisando, preservando e promovendo culturas do Oeste Africano e as heranças da diáspora.

Mais informações: http://www.africaviva.org.br

sory-kandia-kouyate
Descendente de Balla Fasséké Kouyaté, ilustre griot de Soundjata Keïta, fundador do império do Mali no século XIII, Sory Kandia Kouyaté foi iniciado muito cedo por seu pai às artes do canto, do koni, e a historia da África.
Nascido em 1933 em Manta, Kandia tem apenas 2 anos quando sua mãe falece. Anos depois, ele consagra a emocionante musica N´nah a ela.
Com apenas 13 anos, Kandia é o griot da corte real do Mamou, que ele encanta com sua voz fascinante, e deixa em 1949 para conhecer a capital da Guiné: Conakry. Em 1951, Sékou Touré, futuro primeiro presidente da Guiné independente, é seduzido por essa voz cativante, majestosa, magica.
Em 1958, ano da Independência da Guiné, Sory Kandia Kouyaté já alcançou um enorme sucesso na África ocidental, na Europa, na URSS, nos Estados Unidos e na China.
O novo presidente, Sékou Touré, visando a valorização de uma identidade nacional forte e moderna, incentiva músicos e orquestras a reinventar suas tradições ancestrais.
Pilar da politica da autenticidade cultural, Sory Kandia Kouyaté se torna então embaixador musical da Guiné pelo mundo, a voz da revolução.
Seu talento de griot se manifesta na sua voz, poderosa, encantadora, uma voz que penetrava até o coração de todos, os mais humildes como os mais poderosos, mas também no seu conhecimento da historia da África e na sua ciência da fala, que ele dominava tão bem que ele conseguiu até evitar uma guerra entre 2 países vizinhos…
Uma trajetória extraordinária, parada cedo demais, numa estrada da Guiné, em dezembro de 1977: com 44 anos, a voz de ouro do Mandé desapareceu, deixando a África ocidental inteira chorando esse grande griot do século XX,enraizado nas tradições malinkes e símbolo de uma África em marcha.





Depois de ter colaborado com artistas de primeiro plano internacional como Manu Dibongo, Salif Keïta, Mory Kante, Richard Bona Cesaria Evora, Alpha Blondy…, Djeli Moussa Condé lançou, em março de 2012, seu primeiro álbum solo, Djeli.

Nascido em 1963 na Guine Conakry numa família de djlélis (gritos), Djeli Moussa Condé aprende desde cedo a cantar e a tocar kora.
De 1989 a 1993, Djeli trabalha com o conjunto Koteba, de Abijan, com qual ele participa de turnês internacionais. E durante uma dessas turnês que ele resolve ficar na França, em Paris. Sem papeis, ele se torna clandestino em Paris, apesar de colaborar com grandes nomes da musica como Cheick Tidiane Seck, Alpha Blondy, Cesaria….
E o encontro com o percussionista francês Vincent Lassalle (que morou 2 anos no Mali e tem como segunda língua o bambara) que provocou esse álbum solo, um álbum que mistura sonoridades africanas com ritmos de jazz, pop, afrosalsa ou de funk…
Cantando em malinké, soussou ou em frances, Djeli Moussa Condé fala tanto da escravidão, do dia dia, da traição, da hipocrisia, do seu avó…
Gravado no bairro multicultural de Menilmontant (Paris), Djeli é um tesouro musical aonde se cruzam varias culturas…