Arquivo da categoria ‘Senegal’

Novo single do mítico Orchestre Baobab

Publicado: 9 de fevereiro de 2017 por stephanie100africa em # África, Senegal
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orchestre-baobabPara esperar o lançamento do novo álbum do Orchestre Baobab, descobrem aqui o primeiro single do novo álbum, Tribute to Ndiouga Dieng, cujo lançamento é previsto para 21 de março 2017.

10 anos depois do lançamento do seu ultimo álbum e 50 anos depois da sua formação, o mítico grupo senegalês esta de volta com  um novo disco fiel a seu estilo fusionando ritmos afrocubanos e tradição africana. Gravado em Dakar, o disco é lançado pelo famoso label inglês World Circuit Records e é uma homenagem a Ndiouga Dieng, vocalista do Orchestre Baobad falecido em novembro 2016.

 

Grupo culto da musica afro-cubana made em Senegal, Orchestre Baobab (Gouy Gui em wolof) é fundado em 1970 em Dakar na iniciativa maestro Oumar Barro Ndiaye. Assessorado por Cheikh Sidath Ly, o grupo se forma em torno do cantor Abdoulaye Mboup, o “AbLaye Mboup” ou “Laye Mboup” (1937-1975), figura emblemática da musica senegalesa, Balla Sidibé, Barthélémy Attisso e de Mohamed Latfi Ben Geloun. Essa formação inicial receberá vários outros talentos da musica senegalesa como Rudolph “Rudy” Gomis, Issa Cissokho,  Ndiouga DiengMédoune Diallo, os irmões   Thione et Mapenda Seck, Charles Ndiaye, Peter Udo, Mountaga Koité,  Thierno Koité …

O grupo se produz no clube Baobab, donde tira seu nome, Orchestre Baobab.

Em 1978, o jovem produtor Ibrahima Sylla dirige uma das primeiras gravações do grupo no estúdio Golden Baobab, que pertencia ao filho do presidente Senghor, Francis Senghor. O grupo conhecerá uma notoriedade crescente, gravando uns 15 álbuns até 1985. Com o fechamento do clube e o desenvolvimento de outros estilos musicais, em especial o mbalax do Youssou N´dour, os integrantes do grupo se afastam e o orquestra é dissolvido em 1987.

Tudo mundo achava que o Orchestre Baobab estava morto para sempre, mas um baobab nunca morre…

Em 2001, Nick Gold, do label World Circuit Records, resolve tentar formar novamente a orquestra, como ele ja tinha feito com os Cubanos do Buena Vista Social Club. Reencontrando os antigos integrantes do grupo em vários lugaresele reedita o seu álbum mais famoso, Pirates Choice, inicialmente lançado em 1982, que ele acrescenta de novas musicas. O álbum conhecerá um grande sucesso na imprensa internacional e lança o grupo reconstituído em turnês internacionais.

Em 2002, sai o disco Specialist in All Styles, com participação do Youssou N´dour e do cubano Ibrahim Ferrer.

 

E em 2007 é lançado o album Made em Dakar.

10 anos depois, o Baobab esta de volta novamente, com esse novo álbum cujo lançamento será em março. Um baobab nunca morre…

 

Grande festa senegalesa em Niteroi

Publicado: 16 de novembro de 2016 por stephanie100africa em # África, Senegal
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A comunidade senegalesa do Rio de Janeiro convida a celebração do Magal Touba. Confira a programação:

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Puppa Lëk Sèn

Publicado: 3 de outubro de 2016 por stephanie100africa em # África, Senegal
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Originário da Ilha de Ngor, no Senegal, o ex rapper se tornou um dos grandes nomes do reggae africano.

Here, a linda homenagem de Awa Ly aos migrantes

Publicado: 27 de setembro de 2016 por stephanie100africa em # África, Senegal
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Image result for awa ly faada freddySem palavras: Here, a emocionante homenagem da cantora senegalesa Awa Ly a todos os migrantes que deixam o continente africano na esperança de uma vida melhor e que, muitas vezes, perdem a vida durante a travessia… Com participação especial do rapper senegales Faada Freddy.

Steph et Gana Ndiaye

Ontem recebi o pesquisador senegalês radicado nos Estados Unidos Gana Ndiaye. Ele esta no Rio para pesquisar sobre a comunidade senegalesa no Brasil e aproveitei para entrevistar ele e pedir para escolher a trilha sonora do programa:

Primeiro álbum: Initché, de Marema

Publicado: 1 de fevereiro de 2016 por stephanie100africa em # África, Senegal
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A nova geração do folk senegales

Marema[

Depois de uma turnê por 15 paises do continente africano, a cantora senegalesa Marema, vencedora do premio RFI 2014, lança seu primeiro álbum, Initché (obrigado em “mandinga”), com a cumplicidade do musico Mao Otayek, ex integrante do Solar System de Alpha Blondy nos anos 90. Nesse álbum gravado em Dakar no estúdio do griot Sidy Samb, a cantora confirma seu talento e revisita o folk senegalês.

Um álbum folk, herdeiro de artistas como Tracy Chapman, que sua mãe escutava quando ela era pequena, ou  Ismaël Lô:

Nascida no subúrbio de Dakar de um pai mauritano e uma mãe senegalesa, Marema carrega sua mestiçagem na sua identidade. Marema se formou na escola de musica da Casa de cultura “Douta Seck” antes de se tornar corista de artistas senegaleses de primeiro plano como Didier Awadi, Viviane Chidid Ndour, Yoro Ndiaye et Idrissa Diop antes de ser descoberta pelo artista Mao Otayek que orientou ela na sua carreira solo.

Em 2014, Marema explode com a musica “Femme d´Affaires” (mulher de negocio) que será premio do jury Star Africa Sounds e premio Descoberta RFI:

Com sua voz pura e seu estilo singular, Marema é a esperança da musica senegalesa. Initché (obrigada) Marema!!!

 

Baba Maal lança novo disco!

Publicado: 21 de janeiro de 2016 por stephanie100africa em # África, Senegal
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Baba Maal the traveller

O imenso artista senegalês Baba Maal inicia o ano com novo álbum, The Traveller (o viajante), fusão eletro dos sons do rio Senegal:

Nascido em Podor numa família de pescadores, Baba Maal cresceu nas margens do rio Senegal, o rio que faz a fronteira com a Mauritânia. Podor é uma cidade de misturas onde todas as etnias da Africa ocidental eram representadas, wolofs, maures, mandingas… Peul toucouleur, ou halpular, Baba Maal estudou a musica em Dakar (Senegal) e Paris (França). Durante dois anos iniciáticos, ele embarca com seu amigo griot Mansour Seck numa viagem pela África ocidental. Em 1985, Baba Maal e seu amigo Seck criam a banda Daande Lenol (a voz do povo), com quem ele grava, entre outras, o clássico blues do deserto Djam Leelii:

Desde os anos 80, Baba Maal gravou vários álbuns solo, viajou varias vezes pelo planeta e trabalhou com nomes como hans Zimmer, Peter Gabriel, Tony Allen ou ainda U2. Apesar do sucesso internacional, ele continua cantando em pulaar, a língua fulani do rio Senegal e se tornou verdadeiro embaixador dessa cultura, com um estilo musical inspirado pelo ritmo toucouleur yéla.

Artista engajado, Baba Maal é tambem representante do programa das nações unidas pelo desenvolvimento e é implicado em varias ações a favor do continente africano e dos africanos.

O novo disco, com tonalidades eletros, foi produzido pelo produtor sueco Johan Hugo (The Very Best, M.I.A…) que ele encontrou durante a turné Africa Express, de Damom Albarn, é um convite à viagem. As duas ultimas musicas do álbum, War e Peace, contam com a participação especial é o poeta inglês de origem etiopia Lemn Sissay, que Baba tinha encontrado durante o evento Africa Utopia que ele coproduziu nos JO 2012.

Com esse novo álbum, Baba Maal não só nos convida a viajar e descobrir quanto a “humanidade é maravilhosa”, ele continua lindamente uma odisseia iniciada há mais de 60 anos nas margens do rio Senegal.