Arquivo da categoria ‘Togo’

ANANI 22 e 23 nov

Dia 22 e 23 de Novembro, imperdível, o coreografo togolês Anani Sanouvi estará no Teatro Municipal de Niterói para apresentar seu espetáculo Mandinga.

ELINAM: a musica que reúne

Publicado: 16 de junho de 2014 por stephanie100africa em Togo
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ELINAM
Elimam, é a linda historia de dois rapazes, Marc e Elias, que se apaixonaram pela mesma menina na Universidade. Apesar de estarem em concorrência, os dois vão se aproximar por causa da sua paixão em comum: o violão. Eles começam a trabalhar suas composições pessoais, até que um dia, durante um evento patrocinado pelo instituto Goethe, eles descobrem que aquela menina que mexe com seus corações, não apenas é linda como tem uma voz maravilhosa. Nasce então uma linda amizade entre os 3, e um grupo, primeiro chamado Désiré, em razão das circunstancias do seu encontro, antes de se tornar ELINAM (acrônimo dos seus 3 nomes) e de juntar um novo integrante, o percussionista Thierry. Em ewé e em mina do sul, Elinam significa também “deus esta aqui para mim”.
Em 2011, o grupo lança seu primeiro album, Keteke, seguido por Keteke, seu ultimo álbum.


Agradeço o Tété Kitissou, um dos nossos seguidores e amigos, que mora em Lomé, Togo, e me fez descobrir esse grupo jovem e talentoso. Tem muito mais musica na pagina deles no facebook!!!

King mensah
Originário de Adamé, na região dos lagos, Mensah MENSAH é o terceiro de 6 filhos, ele passou a maior parte da sua infância em Lomé Bé Kpota.
Ele tem apenas 13 anos quando seu pai, cantor tradicional, morre. Sua mãe, que tudo mundo chama Da Vaudou, originaria de Oumako (Benim), uma cidade sede do Aghadja, uma dança tradicional de certas regiões do Togo e do Benim, se torna o mentor dele. Essa influencia das culturas tradicionais é sua inspiração. King, em referencia ao leão, o rei da floresta, soube criar seu próprio estilo, baseado nas culturas tradicionais, especialmente as do Togo, misturado com as tecnologias ocidentais. Artista estiloso, sempre de boné (alguns dizem que é para esconder uns fetiches…) King Mensah participou de vários grupos antes de lançar seu primeiro opus, em 1995, MADJO, que marca o incicio de uma brilhante carreira solo.
King Mensah, também chamado de Papavi (pequeno pai, porque quando ele era pequeno, ele fazia o papel do seu falecido pai), é também um homem de grande coração. Oriundo de uma família muito humilde, ele se prometeu que ia ajudar as crianças em dificuldades. E assim que, em 2005, ele abre a Fundação King MENSAH, ONG, dentro de qual ele cria o orfanato ALODO, o que significa ajuda mutua.


Fifi Rafiatou, a diva togolesa

Publicado: 28 de maio de 2014 por stephanie100africa em Togo
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Fifi Rafiatou

Nascida nas colinas de Ifé, em Atakpamé, e marcada desde a infância por um pai flautista e um primo cantor, Fifi Rafiatou começou a cantar com apenas oito anos de idade em um coral da Igreja Protestante.
Ela é descoberta alguns anos depois durante o concurso inter-cidade organizado pela Radio Lomé e num festival destinado a premiar os melhores artistas do Togo.
Em 1985, ela decide realmente de se lançar na musica com o lançamento do seu primeiro disco.
De 1985 até hoje, ela acumula as turnês com muito sucesso, representando a musica togolesa na Alemanha, na França, no Senegal, no Congo, no Gabão, na Costa do Marfim, na Itália, na Holanda, na Suíça, na Líbia, na Belgica, no Benim, no Gana, na Corrêa, Burkina, USA, Marrocos, etc…
Fifi realizou vários álbuns e é uma das raras artistas togolesas que consegue impor sua arte alem das fronteiras do Togo. Lançou em 2007 seu ultimo álbum, Le défi (o desafio), que comporta um single que denuncia as guerras num mundo aonde os direitos das crianças não são respeitados (Message aux Nations Unies). Ela também comercializa seu próprio champagne, “Et Dieu CREA La Femme”.


YaoBobby

Fundador do melhor crew do rap do Togo, YaoBobby é um pioneiro do rap no seu país e um dos rappers mais engajados do continente. Turnês, festivais, YaoBobby representa também o Togo na rede pan-africana AURA (Artistas Unidos pelo Rap Africano), junto com artistas de peso como DidierAwadi, Xuman, Tonton David, entre outros…
Em paralelo a seus shows e álbuns, YaoBobby trabalha para a profissionalização dos jovens artistas e a promoção do movimento Hip Hop no continente.
Depois do lançamento do seu primeiro álbum “Histoire Du Continent”, YaoBobby esta trabalhando sobre um secundo disco, em fase de finalização, e lançou um novo clipe em abril, “Echos d’école”(Histoire Du Continent), um grito para chamar a atenção sobre a situação da educação no continente africano. O clipe foi realizado graças a ajuda de 58 generosos doadores.

Bella Bellow
No dia primeiro de agosto de 1960, o Dahomey (antigo Benim) comemora sua independencia com a voz de uma das maiores cantoras do Togo, Bella Bellow. Jovem, linda, com uma voz sensual, Bella Bellow ultrapassou rapidamente as fronteiras do seu pais. Um enorme sucesso pan-africano e internacional! Um dia que ela passava num programa da TV da Costa do Marfim, teve tantas ligações que bloqueou o estandarte durante 240 minutos. Aquela que Myriam Makeba considerava a maior cantora da África francófona, que encantava os públicos de Paris ou de Rio de Janeiro, teve um destino trágico, morrendo com apenas 27 anos num acidente de carro. Sua morte fechou também a breve primavera musical no Togo, afogada pelo governo de Eyadéma Gnassimbé…



Para seu primeiro álbum solo, o artista de rap YaoBobby conta o continente negro num disco que mistura sonoridades africanas a um ritmo de rap bem resolvido. Se YaoBobby esta lançando seu primeiro álbum solo, ele não é portanto um artista desconhecido. Membro fundador do grupo Djanta Kan, primeiro grupo de rap do Togo, ele sempre foi um motor pelo hip-hop local.
Considerado no continente africano como um dos artistas de rap os mais engajados, ele multiplica os shows e faz parte da grande rede pan-africana AURA (Artistas Unidos pelo Rap Africano).
O disco Histoires du continent é um álbum muito pessoal que aborda suas temáticas prediletas: corrupção, injustiças sociais, mal governança, falsa democracia… Até chamar, porque não, o povo africano a se rebelar, na musica (r)évolution ((r)evolução)).
No titulo Camp de réfugié, YaoBobby conta também um episodio muito pessoal da vida dele: seu exilio forçado pro Gana, em 1992, quando seus pais os fazem passar a fronteira para fugir das violências perpetuadas pelos militares contra a juventude. Ele vai ter que se virar sozinho, com 13 anos, num pais estrangeiro, fica 3 meses num campo de refugiados, antes de conseguir um pouco de dinheiro para chegar em Acra, aonde mora sua irmã, e finalmente voltar para Lomê, 6 meses de exilio que transformaram sua vida.
O álbum conta também com vários convidados, cada um enriquecendo o álbum com sua personalidade, seu estilo musical, mas com um ponto em comum, sempre: a Africanidade.
Descobrem justamente o titulo (R)évolution, com a participação do artista congolês Feddy Massamba:

Mais informações: http://www.yaobobby.com/videos/