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Verdadeira lenda do “Swinging Addis” dos anos 60 e 70, o pianista, arranjador e cantor etíope Girma Bèyènè escolheu o asilo nos Estados Unidos em 1981, depois da queda do imperador Haïllé Sélassié (em 1974). Ele acabou afastado da musica durante 25 anos. Nos Estados Unidos, Girma Bèyènè chegou a ser frentista.

Esse sumiço durou 25 anos… até o encontro com o francês Francis Falceto, fundador e diretor da agora antológica coleção Ethiopiques, e incansável pesquisador do etio-jazz. Em 2017, foi lançado o álbum Mistakes on Purpose, o terceiro décimo álbum da coleção Ethiopiques, reunindo Girma Bèyènè com o jovem grupo francês de etio-groove Akalé Wubé.

A coleção Ethiopiques, lançada em 1996, possibilitou a volta de varias estrelas do Etio-jazz, como Mulatu Estatke, Mahmoud Ahmed ou ainda Alèmayèhu Eshèté.

O álbum revisita antigos sucessos do Girma Bèyèné com um swing mais moderno e alguns inéditos, canções de amor com um soul brilhante, para um resultado luminoso e revigorante.

Conexao Africa

Assistem aqui nosso ultimo programa realizado ao vivo na radio Viva Rio. Estamos procurando uma nova radio para poder voltar a transmitir ó programa Conexão África. Quem puder ajudar….

Apresentação: Stéphanie Malherbe

Produção: Stéphanie Malherbe (Conexão Africa) e Bira Tomé (Viva Rio)

Mulheres 2017

Apresentação: Stéphanie Malherbe

Produção: Stéphanie Malherbe (Conexão Africa) e Bira Tomé (Viva Rio)

'137 Avenue Kaniama'

10 anos depois do seu primeiro álbum, Hotel Impala, o poeta-feiticeiro belgo-congoles Baloji esta de volta com seu quarto álbum, uma prolongação do primeiro e com certeza uma verdadeira perola.

137 avenue kaniama nos leva numa viagem musical e poética combinando ritmos congoleses, nigerianos, zimbabuanos, ganenses, camaroneses… com rap e eletro inglês. Colocando sua resiliência no centro do seu trabalho, Baloji concilia todas suas influencias.

Poeta, rapper, cineasta, Baloji é um artista livre, impossível de classificar.

Seu nome, Baloji, significa grupo de feiticeiros em tshiluba, uma das línguas faladas no Congo-Kinshasa. Durante sua infância, Baloji detestou seu nome e sofreu por conta dele dentro da família do seu pai… Enquanto na verdade a conotação negativa da palavra foi uma invenção dos missionários, e que ele é ligado a sabedoria tradicional Balubakat (os Baluba do Katanga).

Nascido em Lubumbashi em 1978 de uma relação ilegítima, Baloji é separado da sua mãe com apenas 3 anos, quando levado pra Bélgica pelo pai, onde será escolarizado numa escola jesuíta. Com 15 anos, ele larga a casa e a escola e se torna rapper. Ele vai passar então por uma fase difícil, conhecendo até a experiência do centro de retenção para os sem-papeis, quando ele quase foi expulso pro Congo.

Integrante do grupo de rap Starflam, ele lança em 2008 Hotel Impala, autobiográfico, uma resposta a uma carta escrita por sua mãe, com quem estava sem noticias. Um disco que ele levará pessoalmente pra ela, em Lubumbashi, na avenida Kaniama…

E justamente o endereço da sua mãe que serve de titulo a esse quarto álbum solo do Baloji, 137 Avenue Kaniama. Um album onde ele fala da falta de eletricidade, do racismo, de dificuldades amorosas, e também, claro, da sua mãe, e especialmente da decepção que foi esse re-encontro com ela 25 anos depois: “Plus je la regarde, plus je me sens bete. Une mère qui écrit à son fils après 9.125 jours, ce n’est pas forcément un acte d’amour mais un appel au secours.” (mais eu olho ela, mais me sinto idiota. Uma mãe que escreve a seu filho depois de 9 125 dias, não é forçosamente um ato de amor, mas um pedido de socorro) grita Baloji …

O clipe Peau de chagrin/Bleu de nuit, filmado na floresta congolesa e realizada pelo próprio Baloji seduz pelas cores e pela sensualidade.

Depois dos excelentes Kinshasa Succursale e 64 Bits and Malachite, Baloji afina ainda mais seu estilo, tanto no beat que na escrita. Livre, pessoal, diverso, amargo, raivoso, sensual, Baloji confirma seu imenso talento com esse disco combativo e hipnotizante.

Imarhan, o outro som do deserto

Publicado: 26 de março de 2018 por stephanie100africa em # África, Argelia
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Imarhan, o novo som do deserto, apresenta seu segundo álbum, Temet.

Bando de amigos originários do bairro de Sersouf, em Tamanrasset, no sul da Argelia, o grupo, defensor do blues touareg popularizado pelos seus irmões mais velhos de Tinariwen, se ilustrou primeiro no deserto, animando os casamentos e as cerimonias, antes de ser reconhecido internacionalmente com seu primeiro album estúdio, Imarhan, e o clipeTahabort, filmado pelo celular…

Significando conexões na língua Tamasheq, o álbum Temet evoca a vida dos Touaregs de maneira geral e as dificuldades que eles encontram hoje em dia, como a falta de educação, de hospitais e de agua. Problemas que afetam a comunidade touareg independente das fronteiras oficiais, na Argelia, No Mali, na Niger, Burkina Faso ou ainda na Líbia.

Entre tradição e modernidade, o novo disco, profundamente ligado ao Saara e levado pelo líder do grupo, Sadam, vem confirmar o talento desses jovens músicos touaregs, que, entre duas turnês internacionais, continuam a animar cerimonias quando eles estão na sua terra.

O grupo Imarhan

Manha Florida, o novo disco de Nancy Vieira

Publicado: 23 de março de 2018 por stephanie100africa em # África, Cabo Verde
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A diva cabo-verdiana Nancy Vieira lança hoje seu quinto álbum, Manha Florida, disco cativante magnificamente produzido pelo Teofilo Chantre.

 

Dia 21 de março

Publicado: 21 de março de 2018 por stephanie100africa em # África, Africa do Sul
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Hoje, dia 21 de março, é o Dia Internacional contra a discriminação racial, decretado pela ONU em lembrança do massacre de Shaperville acontecido no township de Shaperville na África do Sul no dia 21 de março de 1960, quando a policia abriu o fogo sobre manifestantes negros pacíficos que denunciavam o sistema dos passes que impedia a livre-circulação da população negra durante o regime de apartheid na África do Sul. 69 pessoas morreram e mais de 186 feridas.

Quantos Dias contra a discriminação racial teremos que decretar para acabar com as violências policiais racistas?