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Valerie EKOUME

Corista de Manu Dibango e Koffi Olomidé, a cantora franco-camaronesa esta lançando seu segundo álbum solo hoje, Kwin Na Kingué.

Depois de um primeiro álbum solo DJAALE, lançado em 2015, Valérie EKOUME lança seu segundo CD solo, KWIN NA KINGUE, sempre em colaboração com o compositor, baterista, percussionista Guy NWOGANG. Um segundo álbum mais enraizado nos ritmos tradicionais do Camarões como o Bikutsi ou o Essèwè.

Alem de ter colaborado durante 8 anos com o lendário Manu Dibango no Soul Makossa Gang e no Maraboutik Big Bang, a cantora já cantou com vários artistas como Youssou Ndour,Papa Wemba, Rokia Traoré, Kaissa Doumbe, Etienne Mbappe, Kofi Olomide, Coco Mbassi, Lulendo…

Apesar de ter passado a maior parte da sua vida na França, ela afeiçoa especialmente cantar na sua língua natal, o duala, onde ela encontra uma emoção, uma verdade que  parecem com ela.

Seu novo álbum, de estilo afropop, é um convite a viajar.

Os dois álbuns solo da Valérie EKOUME estão disponíveis no itunes https://itunes.apple.com/fr/album/kwin-na-kingu%C3%A8/id1295118548

anne marie nzie

 

Com 86 anos, Anne-Marie Nzié, a voz de ouro do Camarões, se foi na noite do dia 24 de maio.

Grande figura da musica camaronesa, Anne-Marie, a mãe da musica,  teve uma vida de altos e baixos, sucesso e esquecimento. Antes de voltar a ser reconhecida recentemente.

Se a musica sempre foi presente na vida da pequena Anne-Marie, que já cantava na coral da igreja, e por acidente, literalmente, que Anne-Marie vai resolver dedicar sua vida a musica. Com 12 anos, ela cai de uma arvore e fica paralisada durante parte da sua adolescência. Presa numa cama de hospital, seu irmão a visita com seu violão e ela promete de cantar até morrer se ela se curar. E nessa época que ela aprende a tocar e compôs suas primeiras canções.

Curada, Anne-Marie acompanha seu irmão, antes de se lançar na sua própria carreira e de casar com um musico e grava seu primeiro disco, Mabanze. Com sua voz melancólica enraizada na floresta equatorial, ela faz turnês em todo o continente e seduz o publico. Rapidamente, ela se torna uma grande estrela no Camarões e a primeira mulher vedete internacional do Camarões, tocando no FESTAC 1977 em Lagos, no Gabão, na Corea…

Com seu estilo que mistura jazz, rumba e bikutsi, Anne-Marie multiplica os sucessos mas não o dinheiro…

Imensa diva, ela vai cair no esquecimento geral no final dos anos 70. Abandonada por todos, a diva se refugia no campo, antes da sua carreira ser relançada com “Liberté”, verdadeiro hino à liberdade dos negros, contra a opressão.

Depois desse enorme sucesso, Anne-Marie encontra dificuldade e, na indiferencia geral, a miséria. O publico critica também sua relação com o governo do presidente Paul Biya.

Até ser redescoberta em 1995 e comemorada, ganhando até uma biografia escrita peloescritor  David Ndachi Tagne, Anne-Marie Nzié, secrets d´or. Sua carreira é relançada e, além de shows e participações a festivais, ela gravará mais um disco, Béza Ba Dzo, durante sua ida a França para participar do festival Musiques Métisses de Angoulême. Será sua ultima gravação.

 

 

 

Sally Nyolo Tiger

Depois de ter lançado seu sétimo álbum, Tiger Run, a cantora camaronesa Sally Nyolo lança o clipe Kilimanjaro, um dos títulos de Tiger Run.

Nascida em Eyen-Meyong, na região de Lékié, no sul do Camarões, Sally se muda para Paris, na França, com 13 anos. Ela começa sua carreira em 1982, como back vocal de artistas franceses ou africanos como Jacques Higelin ou Touré Kunda, e integra em 1993 o grupo belgo Zap Mama com quem grava 3 álbuns.

Em 1996, Sally grava seu primeiro álbum solo, Tribu, com musicas e letras da sua autoria e escritas em Eton, sua língua nativa. O disco ganha o premio Descoberta RFI 1997.

Seguido por Multiculti em 1998 e  Beti em 2000, Zaïone em 2002, Studio Cameroon em 2006, compilação que marca tambem a abertura do seu estudio de gravação no Mont Fébé, em Yaoundé, que tem como objetivo incentivar e produzir jovens artistas camaroneses.

Em 2011, Sally lança La nuit à Fébé, que precede o disco Tiger Run, lancado no final de 2014, com qual essa embaixadora do bikutsi confirme mais uma vez seu talento.

Tiger Run (a corrida do tigre), em referencia a seu nome tradicional de mvet que significa “o bigode do tigre”. Eletrizando o seu instrumento mvet, central na construção do álbum, Sally Nyolo brinca com seu ritmo de predileção, o Bikutsi, que é também uma dança feminina tradicional Béti. Nesse disco mítico, inspirado pela floresta, muito importante para a cantora e sempre muito presente na sua obra, Sally Nyolo aborda, em eton, frances e ingles, temas como a sociedade de consume, a amizade, a paz, a atenção pelos outros ou, também o futuro da África, com o titulo Kilimanjaro, mensagem de esperança em referencia a essa montanha da Tanzania e suas neves eternas .