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Smockey
Nascido em Ouagadougou no 24 de outubro de 1971, Serge Martin Bambara, alias Smockey, é um dos artistas mais importantes do palco musical no Burkina Faso. Livre, impertinente, Smocckey é um artista que não tem medo de dizer suas opiniões.
O jovem começa a se interessar pelo hip hop no final dos anos 80, quando esse movimento começar a surgir em Ouagadougou. Em 1991, Serge Martin Bambara larga o Burkina para estudar na França. Là, alem dos seus estudos em hotelaria, ele começa a trabalhar em estúdio com um amigo camaronês. E na França que ele assina seu primeiro contrato, com a EMI, lança seu primeiro single e se torna Smockey.
Em 2001, Smockey volta pro Burkina Faso. Aonde ele se impõe desde seu primeiro álbum, Epitaphe, por seu estilo e seu escrito sem concessão. Suas participações em festivais de rap no Benim e no Senegal revelam também a energia e a determinação do artista, que se ajuda também outros artistas do Burkina Faso, com seu estúdio e sua estrutura de produção.
Artista de contestação, livre, Smocckey denuncia a realidade social e politica do seu país e do seu continente, casamento forçado, assassinado do Thomas Sankara com a cumplicidade da França e da Costa do Marfim , apoio aos estudantes, …..
Tentando uma aliança entre tradição e modernidade, Smockey, convida também outros artistas, com o Senegal Awadi ou o musico tradicional do Burkina Faso Sibi Zongo.
Desde 2013, Smockey lidera, junto com o musico Sams’k Le Jah, o coletivo “Balai citoyen” (vassoura cidadã), inspirado do modelo senegalês Y en a marre, contra a mal governança no Burkina Faso, e especialmente contra a reforma da constituição proposta pelo atual presidente, Blaise Campaoré, no poder desde 1987 depois de ter assassinado o revolucionário Thomas Sankara com a cumplicidade de França e da Costa do Marfim de Félix Houphouët-Boigny. Essa reforma permitiria ao Blaise Campaoré de se apresentar mais uma vez nas eleições presidenciais de 2015, coisa que a atual constituição não permite.



Thomas Sankara, by Smockey e Awadi:

Smarty
Antigo rapper do grupo Yeleen, Smarty se lança agora numa carreira solo com o lançamento do seu album Afrikan Kouleurs, que faz a unanimidade da crítica e já ganhou prêmios como o prêmio do melhor clipe para “Le chapeau du chef”, no prêmio Kundé 2013.

É em 2000 que nasceu o grupo Yeleen, que significa Luz em língua bambara, encontro de Louis Salif Kikieta alias Smarty, do Burkina Faso, e de Célestin Mawndoé, do Chade. O sucesso da dupla é imediato, depois de lançar seu primeiro álbum, Juste 1 peu 2 Lumière em 2001, a dupla é nomeada, em 2002, nos Kora Music Awards 2004, na categoria Melhor grupo africano. Em 2004, Yeleen dá um show para 20 000 pessoas no estádio Municipal de Ouagadougou, e em 2007, ganha o Kundé de Ouro. Com álbuns lançados, o grupo é A referencia do rap no Burkina Faso e no continente africano.
Em 2011, Smarty deixa Yeleen, uma decisão mal entendida pelos fãs. Passando por uma crise profunda, Smarty anuncia em musica, no Youtube, que ele abandona a carreira musical…

Em janeiro 2012, ele provoca uma grande emoção com uma pequena aparição no Saga Musik de Ouagadougou. E em novembro 2012, depois de meses de gravação com artistas africanos, entre o Burkina e o Mali, Smarty lança seu primeiro álbum solo, Afrikan Kouleurs, que acabou de vencer o prêmio découvertes RFI.
Se afastando do rap, Smarty canta nesse álbum urbano com uma forte coloração africana. Destaca-se a grande presença (70%) dos instrumentos tradicionais africanos que se juntam ao aspeto muito urbano da musica do Smarty para dar uma identidade africana ao projeto.
O disco, cantado em mooré, jula, francês e inglês, conta com participações como Tiken Jah Fakoly, Soprano ou Dudn´J e trata de temas como a amizade, o amor, a politica (“le chapeau du chef”, que trata da situação atual no Burkina Faso), a esperança…
Muito elogiado pela critica, parece que Afrikan Kouleurs marca o inicio de uma longa e brilhante carreira em solo para o cantor Smarty;