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Dobet Gnahoré 2018

Cantora, bailarina e percussionista Dobet Gnahoré herdou da força das tradições Bété do seu pai, cantor e mestre percussionista e representa essa nova geração africana, audaciosa e determinada.

Ela volta com um quinto álbum, MIZIKI, a ser lançado em maio, um álbum onde sonoridades africanas se misturam com samples eletrônicos, sutil mistura que revela uma musica à sua imagem, livre. Um álbum onde a modernidade se alimenta de tradição e que se inspira das suas viagens pelo mundo.

Quatro anos foram necessários para realizar esse disco homenagem as suas duas principais causas: a África rica, generosa e unificada e a força das mulheres africanas.

Fiel as línguas africanas (ela canta em bété, fon, baoulé, lingala, malinké, mina, bambara, swahili, xhosa ou wolof), ela se concentra nesse álbum a sua língua materna, o Bété, para celebrar a mulher valente e altruísta.

Nascida longe da cidade, ela integra com 6 anos a aldeia cultural KI YI M´bock em Abidjan, onde se encontra seu pai Boni Gnahoré. KI YI M´bock, uma experiência utópica e pan-africana integralmente voltada às artes. Desde 5h da manha se pratica musica, dança, teatro, etc… com objetivo de se tornar um artista completo. Esse centro de formação artística atrai numerosos artistas que vão assistir as representações de noite. Assim, nomes como Ray Lema, Youssou N’Dour, Salif Keita, Lokua Kanza costumam frequentar o lugar. É là que Dobet se forma e que ela encontra, em 1999, o guitarrista Colin Laroche de Féline que leva ela pra cantar na França.

Là, impulsionada e aconselhada por artistas como Ray Lema e Lokua Kanza, ou ainda a grande diva beninesa Angélique Kidjo,ela faz maquetas e trabalha sua voz tão especial. Até chamar a atenção do selo Contre-Jour, com quem lançara 4 albums.

Em 2010, ela vence um Grammy Award com India Arie pela versão da musica Palea.

Com sua voz profunda e uma presença cênica enfeitiçadora, Dobet levou sua arte pelo mundo e participou de vários projetos além do seu trabalho pessoal, como Acoustic Africa / Women voices aos lados de Manou Gallo e Kareyce Fotso (2012) ou a homenagem a Myriam Makeba organizado em 2009 por Angélique Kidjo com Rokia Traoré, Asha, Ayo, Sayon Bamba e Vusi Mahlasela.

Engajada, ela foi nomeada em 2014 Embaixadora dos Direitos Humanos da Costa do Marfim, junta com A´Salfo, o cantor do grupo Magic System.

Com esse novo álbum MIZIKI, a menina de Ki Yi M´bock continua sua ascensão internacional e confirma seu imenso talento de cantora, compositora, autora…

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World Circuit Records lança The Source, edição especial, do lendário guitarrista malinês Ali Farka Touré.

Inicialmente lançado em 1992, essa edição especial foi remixada a partir das bandas máster originais e esta disponível em 2 x180gm vinil e numericamente.

Comprar/stream: https://WorldCircuit.lnk.to/thesourceremasteredFa

 

Fatoumata Diawara: Nterini

Publicado: 24 de abril de 2018 por stephanie100africa em # África, Mali
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E com o magnifico clipe Nterini que a diva malinesa anuncia o lançamento do seu novo álbum, Fenfo, em maio.

O clipe, Nterini, palavra bambara que significa Meu amor/meu confidente, conta a historia de um migrante e evoca a dor ressentida por dois amantes separados pela distancia. Uma maneira humana de falar dos migrantes, a maioria das vezes reduzidos a números ou a imagens de horror. E para falar de números, o clipe começa com essa frase: “Em um mundo de 7 bilhões de pessoas, há um bilhão de migrantes”

Filmado no deserto Danakil, na Etiópia, o clipe foi realizado pela fotografa e artista etíope Aïda Muluneh, que se inspirou da estética afrofuturista misturada a elementos visuais do povo Dogon, do Mali.  Luminoso!

Autora, compositora, atriz e cantora, Fatoumata Diawara é sem duvida uma das mais lindas vozes da musica africana moderna. Com sua voz encantadora e seu estilo misturando tradição e modernidade, kora, guitarra elétrica, percussões e violoncelo, doçura e pop, a cantora Fatoumata já tinha nos encantado com seu álbum Fatou (2011), o que promete ser o caso com Fenfo.

 

 

 

Seun Kuti, toujours engagé, sort son quatrième album.

Black Times, quarto álbum do filho mais novo do mestre Fela Kuti, denuncia as elites corruptas e chama a juventude africana a mergulhar na sua Historia.

A capa já anuncia o conteúdo do disco… Um retrato do Seun Kuti em preto e branco com o chapéu de Thomas Sankara, os óculos de Patrice Lumumba e Malcom X  e o cigarro do Che Guevara…

Seun, o ativista, segue os passos do seu pai.

Com 35 anos de idade, Seun, que herdou do ultimo grupo do seu pai, o Egypt 80, continua a luta do Fela através do  afrobeat.

Com participação de Carlos Santana na faixa titulo Black Times, Seun não se cansa de denunciar às mentiras da elite nigeriana, a corrupção, a fuga dos cérebros e pede para a juventude do continente olhar para a historia dos grandes lideres pan-africanos em vez de se deixar seduzir pelo materialismo.

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Verdadeira lenda do “Swinging Addis” dos anos 60 e 70, o pianista, arranjador e cantor etíope Girma Bèyènè escolheu o asilo nos Estados Unidos em 1981, depois da queda do imperador Haïllé Sélassié (em 1974). Ele acabou afastado da musica durante 25 anos. Nos Estados Unidos, Girma Bèyènè chegou a ser frentista.

Esse sumiço durou 25 anos… até o encontro com o francês Francis Falceto, fundador e diretor da agora antológica coleção Ethiopiques, e incansável pesquisador do etio-jazz. Em 2017, foi lançado o álbum Mistakes on Purpose, o terceiro décimo álbum da coleção Ethiopiques, reunindo Girma Bèyènè com o jovem grupo francês de etio-groove Akalé Wubé.

A coleção Ethiopiques, lançada em 1996, possibilitou a volta de varias estrelas do Etio-jazz, como Mulatu Estatke, Mahmoud Ahmed ou ainda Alèmayèhu Eshèté.

O álbum revisita antigos sucessos do Girma Bèyèné com um swing mais moderno e alguns inéditos, canções de amor com um soul brilhante, para um resultado luminoso e revigorante.

Conexao Africa

Assistem aqui nosso ultimo programa realizado ao vivo na radio Viva Rio. Estamos procurando uma nova radio para poder voltar a transmitir ó programa Conexão África. Quem puder ajudar….

Apresentação: Stéphanie Malherbe

Produção: Stéphanie Malherbe (Conexão Africa) e Bira Tomé (Viva Rio)

Mulheres 2017

Apresentação: Stéphanie Malherbe

Produção: Stéphanie Malherbe (Conexão Africa) e Bira Tomé (Viva Rio)