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O rei do Coupé Décalé voltou hoje na Costa do Marfim para comemorar a independência do seu país. Muitos dos seus fãs, que ele chama de chineses por causa do seu impressionante numero, esperavam ele no aeroporto.

Rei da comunicação e das redes sociais, que ele administra pessoalmente, o artista que começou como DJ ainda criança, depois de sair da casa dos seus pais, conta hoje com milhares de fãs.

Filho da cantora Tina Glamour e do musico e técnico do som Pierre Houon, Ange Houon do seu nome esta preparando um novo disco para o final de 2018, o que ele anuncia falando na sua pagina facebook: “Abidjan será destruído este primeiro de janeiro 2019”…

 

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O jovem movimento cultural marfinense ganhou seu primeiro premio Awards na capital Abidjan, com presença de todos os grandes nomes do estilo. DJ Arafat, uma das grandes estrelas do momento, foi eleito melhor artista do ano, enquanto Serge Beynaud ganhou dois trofeus inclusivo o da melhor cançao com Mawa Naya e Claire Bailly, já chamada de Primeira Dama do coupé- décalé, foi eleita melhor artista feminina.

A ceremonia homenageou tambem Douk Saga, “o Presidente”, um dos fundadores do movimento, falecido em 2006

Estilo musical, mas também maneira de viver de maneira ostentativa, o coupé-décalé nasceu em 2002 nas discotecas de Paris antes de conquistar a juventude de Abidjan e, rapidamente, o resto do continente africano e o mundo através de jogadores de futebol como Kader Keita (que recebeu também um premio).

A origem do nome Coupé-Décalé é polemica, certos dizem que vem da cidade de Akoupé, quando outros, como o jornalista Usher Aliman, autor do livro Douk Saga, L´histoire interdite du coupé-décalé (Douk Saga, a historia proibida do coupé-décalé), dizem que vem das “arnaques” (enganações) marfinenses: «On coupe (a gente engana), on décale (a gente desaparece)».  Criado por um grupo de marfinenses chamado de Jet-Set (Le Molare, Borosangui, Lino Versace, Serge Dephallet, Kuyo junior, Solo Beton, Shacoole, etc.), o estilo musical é também um modo de vida, os “coupeurs-décaleurs” correm as discotecas com roupas exuberantes e de grife, distribuem bilhetes e tomam muito champanha. No vocabulário do coupe-décalé, essa atitude se chama “travailler” (trabalhar). Uma ostentação reivindicada pelos coupeurs-décaleurs e que trazia provavelmente em 2003 uma certa alegria a uma juventude que sofria da crise econômica e politica que atravessava a Costa do Marfim…