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Sékouba Kandia Kouyaté acabou de fazer show de lançamento do seu ultimo trabalho, o duplo álbum  Mémoire du futur e Kouma, no Palais des peuples, em Conakry (Guiné)

Filho de Sory Kandia Kouyaté, a voz da revolução guineense, Sékouba kandia Kouyaté toca tanto musica tradicional que musica contemporânea.

 

Comment suivre les pas de son père sans marcher dans son ombre ? Fils de Sory Kandia Kouyaté, “la voix de la révolution” guinéenne, Sékouba Kandia Kouyaté résout l’équation en jouant à la fois sur les tableaux de la musique traditionnelle et des rythmes contemporains. Rencontre à l’occasion de la sortie de son dernier disque, un double album intitulé Mémoire du futur et Kouma.

O Djély, que é também  desde dezembro de 2017 Diretor do prestigioso Ensemble instrumental   National de Guinée (Conjunto instrumental e nacional da Guiné), verdadeiro patrimônio Nacional da Guiné Conakry e que já foi dirigido por seu pai, é consciente da importância da sua missão.

Com esse novo álbum, Sékouba Kandia pretende construir uma ponte entre a musica tradicional e a musica moderna. Assim, o disco Kouma é dedicado a musica moderna, enquanto Mémoire du futur é um disco dedicado aos ritmos tradicionais mandigas.

Casado com a grande cantora guineense Sona Tata Condé, ela também originaria de uma grande família de músicos, o djély Sékouba Kandia nunca para. Alem dos albums, dos shows, do orquestra Nacional, Sékouba Kandia tem sua própria gravadora, sua editora…. querendo cumprir a missão que ele se encarregou: devolver seu lugar a musica guineense.

Noura
Originaria de uma longa linhagem de família de griots, Noura Mint Seymali (Mauritania) encanta com seu novo album solo, Tzenni, do nome de uma musica e dança dos griots mouriscas.
Se seu pai, Seymali Ould Mouhamed Val, trabalhou muito na difusão da musica tradicional da Mauritânia, Noura se afastou da postura tradicional do griot, tentando trazer modernidade aos ritmos tradicionais.

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Descendente de Balla Fasséké Kouyaté, ilustre griot de Soundjata Keïta, fundador do império do Mali no século XIII, Sory Kandia Kouyaté foi iniciado muito cedo por seu pai às artes do canto, do koni, e a historia da África.
Nascido em 1933 em Manta, Kandia tem apenas 2 anos quando sua mãe falece. Anos depois, ele consagra a emocionante musica N´nah a ela.
Com apenas 13 anos, Kandia é o griot da corte real do Mamou, que ele encanta com sua voz fascinante, e deixa em 1949 para conhecer a capital da Guiné: Conakry. Em 1951, Sékou Touré, futuro primeiro presidente da Guiné independente, é seduzido por essa voz cativante, majestosa, magica.
Em 1958, ano da Independência da Guiné, Sory Kandia Kouyaté já alcançou um enorme sucesso na África ocidental, na Europa, na URSS, nos Estados Unidos e na China.
O novo presidente, Sékou Touré, visando a valorização de uma identidade nacional forte e moderna, incentiva músicos e orquestras a reinventar suas tradições ancestrais.
Pilar da politica da autenticidade cultural, Sory Kandia Kouyaté se torna então embaixador musical da Guiné pelo mundo, a voz da revolução.
Seu talento de griot se manifesta na sua voz, poderosa, encantadora, uma voz que penetrava até o coração de todos, os mais humildes como os mais poderosos, mas também no seu conhecimento da historia da África e na sua ciência da fala, que ele dominava tão bem que ele conseguiu até evitar uma guerra entre 2 países vizinhos…
Uma trajetória extraordinária, parada cedo demais, numa estrada da Guiné, em dezembro de 1977: com 44 anos, a voz de ouro do Mandé desapareceu, deixando a África ocidental inteira chorando esse grande griot do século XX,enraizado nas tradições malinkes e símbolo de uma África em marcha.