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MVETKORA

A cantora camaronesa Sally Nyolo esta finalizando um novo disco, MVETKORA, cuja saída é prevista para janeiro 2016 na Europa, um encontro único entre duas Áfricas, dois universos tradicionais, o Mvet dos povos fang e beti e a kora mandinga, um encontro improvável realizado a partir do convite da Sally ao guineense Djeli Moussa Diawara.

Encontro entre a harpa pulsante e harmônicao tocada pelos Fang e os Beti nas florestas ocidentais e do sul de Camarões, Gabão , Guiné Equatorial, os dois Congo e o arquipélago de São Tomé e Príncipe e a kora , mítico instrumento do império Mandinga (Senegal , Mali , Gâmbia, Guiné , Burkina Faso , Costa do Marfim , Guiné-Bissau, Libéria e Serra Leoa ), o disco comportará tambem notas de modernidade e promete um som exepcional, encontro de duas Áfricas entre tradição e modernidadel!!!

Mais informações no site da Sally : sallynyolo.com e no facebook: https://www.facebook.com/mvetkora , onde ja se encontra uma primeira gravação, Kodji Dala.

O selo alemão Analog Africa ressuscita a obra do artista Amara Touré com o lançamento de uma compilação de 10 obras do cantor e percussionista guineense que fez carreira nos anos 70 no Senegal, no Camarões e no Gabão.

Chegado no Senegal com apenas 3 anos, Amara Touré  inicia sua carreira no final dos anos 50 no famoso Miami Club de Ibra Sissé e vai rapidamente integrar o Star Band, formação que se tornará uma instituição da música senegalesa. Nos anos 1970, ele se instala no Camarões, onde se produz, em Yaoundé, com o Ensemble Black & White, que faz o maior sucesso na capital com seu repertorio afro-cubano.  Desde 1996, quando ele deixou o orquestra Massako de Libreville, ninguém mais tem noticias do artista, que residia no Gabão desde 1980…

Em 35 anos de carreira nos clubes de Dakar, Yaoundé e Libreville, Amara Touré apenas gravou 4 discos.

Com essa primeira compilação, a obra do artista pan-africano ganha nova vida, pela maior alegria dos amadores de boa musica.

sory-kandia-kouyate
Descendente de Balla Fasséké Kouyaté, ilustre griot de Soundjata Keïta, fundador do império do Mali no século XIII, Sory Kandia Kouyaté foi iniciado muito cedo por seu pai às artes do canto, do koni, e a historia da África.
Nascido em 1933 em Manta, Kandia tem apenas 2 anos quando sua mãe falece. Anos depois, ele consagra a emocionante musica N´nah a ela.
Com apenas 13 anos, Kandia é o griot da corte real do Mamou, que ele encanta com sua voz fascinante, e deixa em 1949 para conhecer a capital da Guiné: Conakry. Em 1951, Sékou Touré, futuro primeiro presidente da Guiné independente, é seduzido por essa voz cativante, majestosa, magica.
Em 1958, ano da Independência da Guiné, Sory Kandia Kouyaté já alcançou um enorme sucesso na África ocidental, na Europa, na URSS, nos Estados Unidos e na China.
O novo presidente, Sékou Touré, visando a valorização de uma identidade nacional forte e moderna, incentiva músicos e orquestras a reinventar suas tradições ancestrais.
Pilar da politica da autenticidade cultural, Sory Kandia Kouyaté se torna então embaixador musical da Guiné pelo mundo, a voz da revolução.
Seu talento de griot se manifesta na sua voz, poderosa, encantadora, uma voz que penetrava até o coração de todos, os mais humildes como os mais poderosos, mas também no seu conhecimento da historia da África e na sua ciência da fala, que ele dominava tão bem que ele conseguiu até evitar uma guerra entre 2 países vizinhos…
Uma trajetória extraordinária, parada cedo demais, numa estrada da Guiné, em dezembro de 1977: com 44 anos, a voz de ouro do Mandé desapareceu, deixando a África ocidental inteira chorando esse grande griot do século XX,enraizado nas tradições malinkes e símbolo de uma África em marcha.





Depois de ter colaborado com artistas de primeiro plano internacional como Manu Dibongo, Salif Keïta, Mory Kante, Richard Bona Cesaria Evora, Alpha Blondy…, Djeli Moussa Condé lançou, em março de 2012, seu primeiro álbum solo, Djeli.

Nascido em 1963 na Guine Conakry numa família de djlélis (gritos), Djeli Moussa Condé aprende desde cedo a cantar e a tocar kora.
De 1989 a 1993, Djeli trabalha com o conjunto Koteba, de Abijan, com qual ele participa de turnês internacionais. E durante uma dessas turnês que ele resolve ficar na França, em Paris. Sem papeis, ele se torna clandestino em Paris, apesar de colaborar com grandes nomes da musica como Cheick Tidiane Seck, Alpha Blondy, Cesaria….
E o encontro com o percussionista francês Vincent Lassalle (que morou 2 anos no Mali e tem como segunda língua o bambara) que provocou esse álbum solo, um álbum que mistura sonoridades africanas com ritmos de jazz, pop, afrosalsa ou de funk…
Cantando em malinké, soussou ou em frances, Djeli Moussa Condé fala tanto da escravidão, do dia dia, da traição, da hipocrisia, do seu avó…
Gravado no bairro multicultural de Menilmontant (Paris), Djeli é um tesouro musical aonde se cruzam varias culturas…