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Soundjata Keïta, a grande epopeia mandinga

Publicado: 15 de agosto de 2013 por Stephanie Malherbe em Conexão Africa 100.1FM, Mali
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manden
Um programa dedicado a grande epopeia mandinga: a historia, entre mito e realidade, do Soundjata Keïta, o fundador do império do Mali, no século XIII:

salif keita

Um programa dedicado ao grande artista maliense Salif Keïta, a voz de ouro, com uma entrevista exclusiva do artista para Conexão África! Essa entrevista foi realizada em São Paulo, em junho, aproveitando o show do Salif Keïta no SESC Pompeia, na ocasião da turnê mundial de lançamento do seu ultimo álbum, Talé.
Agradecendo Marcello Lopez, sempre parceiro do projeto Conexão África, que fiz a edição da entrevista, no estúdio da FEBF, em Duque de Caxias, e também o Pablo, aluno em geografia, que teve a gentileza de emprestar sua voz para que a gente pudesse colocar a versão em português da entrevista do Salif Keïta.

Bassekou kouyate

Bassekou Kouyate, um dos maiores tocadores de ngoni, esta de volta com um novo clipe, Jama Ko, que acompanha o álbum do mesmo nome que ele lançou recentemente. O video Jama Ko é um grito a favor da tolerância e da paz, com a participação de muitos amigos cristões, muçulmanos, tuaregues, etc…, celebrando a abertura de espirito que caracteriza o Mali.

Mali Mapa
Esse programa do dia 23 de janeiro é dedicado a nossos irmãos malienses que estão passando por uma grave crise desde março de 2012. Entre o golpe militar em Bamako e a declaração de independência do norte Mali, invadido grupos islâmicos ligados a Al-Quaida, voltamos sobre os eventos que afetam o Mali e que provocaram a intervenção militar atual. Com muita musica também, Fatoumata Diawara, Salif Keïta, Oumou Sangaré, Tinariwen, etc… E, claro, a musica que inspirou esse programa: Mali-Ko, 40 artistas cantando a favor da paz no Mali:

Solidarité Mali

Fatoumata Diawara turbante
Hoje no Conexão África, convido vocês a descobrir, no link abaixo, a linda iniciativa da cantora maliense Fatoumata Diawara, muito importante simbolicamente numa terra aonde a musica sempre teve um papel fundamental e secular.
Em resposta a situação no Mali, Fatoumata Diawara juntou 40 outros artistas malienses de renome para gravar um video e uma musica para a PAZ. O titulo da musica é Mali-Ko (a Paz) e conta com a participação, entre outros nomes, de Amadou e Mariam, Oumou Sangaré, Bassekou Kouyate, Vieux Farka Toure, Djelimadi Tounkara, Toumani Diabate, Khaira Arby, Kasse Mady Diabate, Baba Salah, Afel Bocoum and Habib Koite:


Encontra aqui a tradução da letra da musica:
MALI KO
A PAZ
Voizes unidas pelo Mali
Refrão 1
E tempo de nos exprimir
E tempo que nos artistas falássemos do coração. Nosso Mali
Haira Harby : 2
Homens e mulheres do Mali, temos que nos dar a mão porque esse pais não é um pais de guerra
Homens e mulheres do Mali, donnons-nous la main car ce pays n’est pas un pays de guerre.
Fatoumata Diawara : 3
O que esta acontecendo? Parece que estamos nos entrematando, nos traindo, nos dividindo.
Não podemos esquecer qie somos do mesmo sangue (Vermelho), da mesma mãe. O dia que nos daremos a mão, o continente africano será mais forte.
Amkoullel : 4
Homens e mulheres do Mali, temos que se unir juntos
Homens e mulheres do Mali, juntos seremos mais fortes
Doussou Bakayoko : 5
O Mali não pertence a esses caras. O Mali não será a presa de ninguem
Kasse Mady : 6
Vamos mostrar pro mundo inteiro que o Mali é um pais de paz
Somos todos do mesmo pai e da mesma mãe
Sadio Sidibé : 7
O Mali, meu lindo pais, o que se tornou?
Baba Salah : 8
Você foi o sol que iluminou os 4 cantos do mundo. Nosso Mali, seca suas lagrimas, te amamos!!!
Refrão 1 : os artistas
E tempo de nos exprimir
E tempo que nos artistas falassemos do coração. Nosso Mali
Soumaila Kanouté : 9
Nunca vi situação tão desoladora, catastrófica. Querem nos impor a charia. Dizem para eles que o Mali é indivisível mas também imutável!!
Master Soumi : 10
Ontem o Mali se tornou como um ponto de cigarro que é jogado politicamente. Tudo mundo chorou, tudo mundo ficou preocupado. Cada dia, esperamos noticias ruins, é deploravel. Temos que se recuperar, povo maliens, senão seremos a risada do mundo
M’baou Tounkara : 11
O Mali é um pais hospitaleiro e acolhedor, a guerra nos faz perder todos nossos valores e tambem muito tempo
Oumou Sangare : 12
Ouçam me bem! Tomam cuidado senão nossos netos nunca aprenderam a verdadeira hostoria do nosso Pais
Koko Dembelé : 13
Enquanto tem vida, tem esperança. Filhos do Mali, levantam!!!
Babani Koné : 14
Estou preocupada, tenho medo. Somos do mesmo sangue então não devemos falar de guerra. Qual futuro para as mulheres e as crianças deste pais?
Afel Bocoum : 15
O unico caminho de saida dessa crise é o caminho da paz.
Iba one : 16
Sejamos unidos, povo maliens, a união faz a força. Temos que parar com todas nossas divergências, a guerra nunca foi uma solução.
Tiken Jah : 17
Mali, todos juntos. Mali indivisivel, Mali todos unidos, a paz não tem preço!!!
Fati Kouyaté : 18
A guerra não conhece nem mulher, nem criança, nem idosos. Isso não parece conosco!!!
Kisto Dem : 19
Que podia imaginar uma situação dessa no Mali? No momento em que os Malienses pensavam na sua estabilidade, outros procuram nos perturbar. No norte, a população tem fome, nossas mulheres se tornaram marcadorias, elas são batidas e estupradas.
Nahawa Doumbia : 20
Nos não queremos guerra!!! Não, não aqui em casa!!! Ela destruí tudo no seu caminho.
Mamadou Diabate « 21 DG » :
Maliba, como sempre chamaram nossos ancestrais, não fica de joelho, levanta e combate para honorar nossos ancestrais
Amadou et Mariam: 22
Juntos, a África será mais forte!!! Com mais futuro!!!
Tamachek: 23
O Mali, nosso grande pais, que sempre foi um pais de paz e hospitalidade, temos que ser unidos
Oumou Sangare : 23
Temos que prestar atenção para não perder nosso pais. Prestam atenção, senão nossos filhos não poderão levantar a cabeça. Eu falo para os políticos e os militares!!!
Habib Koite : 24
Malienses, é a união que faz a força!!! Não podemos deixar nos grande pais nos escapar!! Terra dos grandes homens!!
Djeneba Seck : 25
Homens e mulieres do mali, o mundo inteiro nos observa, temos que se unir para reencontrar nossa harmonia.
Vieux Farka Toure: 26
Vamos acordar! Somos do mesmo sangue, vamos se dar a mão.
Mylmo : 27
Somos tão apreciados no mundo inteiro, porque se destruir na frente das mesmas pessoas? Soundjata Keïta e os heróis do nosso pais nos legaram valores, não podemos pisar nelas
Amadou et Mariam : 27
A união faz a força,!!! Vamos se dar a mão!!!
Amadou Bakayoko : 28
No acordo, o pais pode se desenvolver!! Ninguém vai vir nos desestabilizar e nossos filhos terão um futuro.
Nahawa Doumbia: 28
Queremos a paz, a paz
Na AFrica, a paz! No mundo inteiro, a paz!
A paz, a paz

indépendances 2
Continuando nossa viagem através das musicas das independências, levo vocês agora para a efervescência da Costa do Marfim e do Mali recém-libertados. Um programa com algumas perolas históricas, como, por exemplo, uma gravação do grande sucesso Moussio, precursor da musica moderna na Costa do Marfim, ou do Boubacar Traoré, a voz da independência na Radio Mali, com seu Mali Twist:
Indépendances 2
Contei hoje com a presença do meu grande parceiro e co-DJ da festa Conexão África Marcello para gravar esse primeiro programa Conexão Africa de 2013!
Vamos então aproveitar para desejar um excelente ano novo a todos, com muito AXÉ, saúde, alegrias, amores, amizades… E muita africanidade!!!!!!!!!!!!!!

A

“O mundo é velho, mas o futuro sai do passado. Escutem a palavra dos griots. Ela ensina a sabedoria e a historia porque os homens têm a memoria curta. Escutem a historia do filho do búfalo, do filho de leão, a historia de Soundjata Keïta, que foi um dos maiores reis, um dos maiores homens, e que o pais claro, o pais da savana, ainda se lembra da sua coragem e de suas vitorias”
E com essa palavra que os griots iniciam a historia do Soundjata Keïta, o grande rei do Mandé, o fundador do império do Mali no século XIII, uma historia extraordinária que foi preservada através da voz dos griots que se transmitiram ela de geração em geração.
Um dia, o Rei Naré Maghan Konaté recebeu a visita de um caçador feiticeiro, que Ilhe fiz uma predição: uma mulher muito feia ia vir no seu reinado e ele teria que casar com ela. E dessa união, ia nascer um grande rei…
Algum tempo depois, no pais de Do, um búfalo aterrorizava a população, fazendo reinar o medo e a fome… Ninguém conseguia matar o búfalo. Até que… dois irmãos caçadores resolveram também caçar esse búfalo e mata-lo. No caminho, eles encontraram uma mulher e dividiram sua refeição com ela. Depois de comer e beber com os caçadores, a mulher revelou a eles que ela que era o búfalo. Ela contou também como matar o búfalo, porque achava que sua hora já tinha chegado. Mas a uma condição: casar com sua filha adotiva, Sogolon. Os irmãos prometem, matam o búfalo com as dicas magicas que a mulher tinha falado e vão ao encontro da Sogolon. Sogolon era extremamente feia e era corcunda, levaram ela mas nenhum dos dois conseguiu deitar com ela… Resolveram então oferecer a Sogolon ao rei Naré Maghan Konaté, que estava procurando uma segunda esposa. Quando Naré Maghan Konaté viu Sogolon, ele se lembrou da profecia do caçador feiticeira e casou com ela. Ele também teve a maior dificuldade para deitar com ela, parecia que uma força magica impedia, mas finalmente, usando astucia, ele conseguiu. E dessa união nasceu Soundjata. Soundjata era deficiente físico e não podia andar, por isso o rei passou a ter muitas duvidas sobre a profecia… O pequeno Soundjata sofria muito, entre as piadas das outras crianças e a maldade da primeira esposa do seu pai, Sassouma Benté, que já tinha um filho e tinha a firme vontade que ele se tornasse o rei, e não o Soundjata.
Quando Naré Maghan Konaté morreu, Sassouma Benté e seu filho Dankaran Keïta se apropriam do trono. Eles humilham diariamente Sogolon e o pobre Soundjata.
Um dia, Sogolon vai pedir folhas de baobá a Sassouma para poder cozinhar seu almoço. Sassouma não só recusa como humilha mais uma vez Sogolon, que volta para casa chorando. Quando Soundjata sabe do acontecido, ele manda os ferreiros construir um bastão de ferro muito muito grande e diz para Sogolon que sua hora chegou. Se apoiando do bastão, fazendo um esforço extraordinário, tão extraordinário que o bastão fica todo torto, Soundjata, finalmente, se levanta. Ele vai pegar uma pequena arvore de baobá que oferece para Sogolon.
Mas o ódio de Sassouma e Dankaran fica ainda mais forte e Soundjata tem que se exilar. Cada vez mais longe, para escapar do ódio de Sassouma e das suas tentativas de assassino…
O tempo passa. O rei do Sosso, Soumaro Kanté, o rei feiticeiro, ataca o reinado do Mandinga. Dankaran Keïta, o irmão do Soundjata, foge. Os anciãos vão então até Soundjata e pedem sua intervenção. Soundjata forma um exercito com combatentes de vários reinados, um exército muito heteróclito. Eles perdem as primeiras batalhas.
Soundjata entende então que para vencer Soumaro, o rei feiticeiro, o rei imortal segundo a lenda, terá que usar a astucia. Soumaro é reputado por gostar muito de mulheres. Soundjata manda sua irmão, a linda Djegue, como sinal de submissão para Soumaro. Djegue aprende assim que só uma flecha com uma garra de galo pode atingir Soumaro. E assim que, em 1235, durante a batalha de Kirina, Soundjata Keïta venceu Soumaro e seu exército.
Soundjata é declarado o Rei dos Reis, o Mansa, e funda o grande império do Mali, aonde ele proíbe a venda de escravos. E também decretada a declaração do Mandé, que é considerada como a primeira declaração dos direitos humanos da Historia da Humanidade.
Dizem que Soundjata foi um grande administrador, justo e moderno, e que nos eu reino as varias etnias viviam em harmonia.
Essa historia, entre mito e realidade, foi escrita pela primeira vez em 1960.
Muitos artistas contemporâneos cantam musicas a gloria desse grande rei, inclusivo Salif Keïta, que é seu descendente em linha direta.



Se Salif keïta é hoje em dia uma estrela planetária, sua trajetória não foi nada fácil. Pelo contrario…
Foi em 1949, em Djoliba, uma pequena cidade na beira do Rio Niger, no coração do que foi o grande império do Mali, uma região aonde se misturam muitos povos e línguas, Bambara, Malinké, Solinké, etc… que nasceu esse neném albinos, esse negro branco. Um escândalo na família, pois os albinos são suspeitos de trazer mal sorte e de ter poderes maléficos, ainda mais ele, descendente em linha direta do fundador do império do Mali, o grande Sundiata Keïta, no século XIII… O pai rejeita a criança, até mudar de ideia ao pedido de um chefe religioso. Mesmo assim, durante anos o pai não fala com o filho, enquanto a mãe protege e esconde ele. Criança, Salif é objeto de muitas piadas da parte das outras crianças e se refugia nos estudos e no canto. Ele fica horas ouvindo os djélis (griots). Ele canta também, seus gritos para afastar os bichos do gado nos campos se transformando em belos cantos…
Estudioso, Salif sonha de se tornar professor, mas sua mal visão, devida seu albinismo, impede a realização desse desejo. Salif vai então decidir ser musico, o que provoca, mais uma vez, um escândalo na família: Salif pertence a nobreza, e nesta casta não se canta…
Por isso, Salif se afasta da sua família e se instala em Bamako, capital do Mali. Ele chama rapidamente a atenção do saxofonista Tidiané Koné e integra sua banda, o Rail Band de Bamako, que se apresenta diariamente no hotel de la gare… Logo, Salif se torna o cantor principal do Rail Band, que encontra um grande sucesso.
Em 1973, Salif Keïta abandona o Rail Band de Bamako, aonde ele é substituído por Mory Kanté (o futuro “griot elétrico”…) e integra o grupo Les Ambassadeurs, dirigido por Kanté Manfila e que toca no Motel de Bamako (naquela época, todos os hotéis de Bamako tinham sua própria banda). O grupo se apresenta na África inteira e Salif Keïta e Kanté Mantila resolvem se instalar em Abidjan (Costa do Marfim), verdadeira plataforma musical do continente naquela época. E lá que, em 1978, Salif grava seu primeiro álbum, Mandjou, que conta com uma homenagem ao presidente guineense Sekou Touré. O disco é um enorme sucesso.

Segue uma ida com Manfila nos Estados Unidos e a gravação de dois discos: Primpim e Tounkan. Em 1984, Salif Keïta deixa Abidjan e volta pro Mali, para ficar mais perto do seu pai que esta ficando velho. Esse mesmo ano, Salif se apresenta no festival das musicas mestiças de Angoulême e encontra certo sucesso. Salif vai então se instalar na França, em Montreuil, cidade aonde se encontra uma comunidade maliense muito forte. Se no inicio Salif anima festas tradicionais dentro da diáspora, logo a sua carreira internacional vai explodir. Seu álbum Soro, lançado em 1986, encontra um enorme sucesso internacional.
Sua carreira de estrela planetária é lançada, com turnês pelo mundo inteiro, discos, musicas de filmes, muitos encontros, muitas misturas culturais…
Com sua voz única e seu estilo musical, mistura de modernismo e tradição maliense, com instrumentos como a kora ou o balafon, mas também guitarras ou saxofone, Salif Keïta conquistou o mundo.
Salif Keïta é especialmente engajado na causa das crianças albinos, para quem ele abriu a ONG em 1990, e a quem dedicou seu álbum Folon.

Salif Keïta, que voltou a morar no Mali, usa seu sucesso também para ajudar as jovens gerações de artistas, como Fantani Touré ou Rokia Traoré, que passaram por seu estúdio de Bamako, entre outros…
Papa (1999), Moffou (2003), M´Bemba ( “o ancestral”, 2005), La Différence (2009) e agora a antologia, Salif Keïta é um artista consagrado, certamente um dos maiores cantores do mundo, A VOZ de OURO.

Nascido em 1942 em Kayes, no Mali ocidental, numa família nobre, Boubacar Traoré se destinava a uma brilhante carreira no futebol, mas um acidente deu um ponto final a essa expetativa no fim dos anos 50. Dessa primeira fase da sua vida sobrou seu apelido: Kar Kar.
No inicio dos anos 60, Kar Kar se torna uma grande voz da independência, com musicas como Mali Twist, Mariam, Djarabi, etc… Os malienses acordavam todo dia ao som da sua voz melancólica que cantava na radio a independência recém-conquistada do Mali. Boubacar Traoré canta a independência, elogia sua nação e seu presidente, Modibo Keïta. Quando, em 1968, Modibo Keïta é retirado do poder, Boubacar Traoré para de tocar na radio e volta para Kayes aonde trabalha para sustentar seus filhos.
Todos achavam que o Kar Kar estava morto quando, surpresa, em 1987, Boubacar Traoré passa na TV maliense e é a ressurreição: Kar Kar renasce para o publico! Ele grava então um cassete, Mariama, que um produtor inglês descobre e resolve produzir. E o primeiro álbum do Boubacar Traoré, o inicio de um sucesso internacional que perdura até hoje, entre discos e turnês na Europa, na África e na América do norte. Infelizmente essa alegria é acompanhada da perca da sua mulher amada, Pierrette, uma perca que ele canta em todos seus discos.
Porque Boubacar Traoré é isso, é a melancolia inspirada do dia dia, é o canto da tristeza, do amor, das dificuldades da vida etc… O blues do Kar Kar é universal, fora do tempo, inoxidável. Sua musica, de uma beleza infinita, é emocionante, simplesmente.