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Polyrythmo de Cotonou: a lenda do Benim em show único no Brasil!


O Todo poderoso Orchestre Polyrythmo de Cotonou estará em São Paulo no domingo 28 de setembro para um show excepcional para o mês da cultura independente. O show, grátis, acontecerá as 16h00 no Vale do Anhangabaú e será seguido por um intervalo animado pela Festa Fela com os DJs Haru, MZK, RamiroZ e Vini Marson e , as 18h00, o show do gigante da Nigeria, Seun Kuti, que esta fazendo uma turnêe sul-americana e se junta ao orquestra Egypt 80, o mítico orquestra do seu pai Fela Kuti. Imperdivel!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!111

Grupo mítico da cena musical beninense e africana dos anos 60 e 70, o Tout –Puissant Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou tinha caído no silencio, até seu encontro com Elodie Maillot, jornalista francesa levou eles pelo mundo e produziu seu novo álbum, Cotonou Club, lançado em 2011.
Nos anos 70, o grupo inflamava o Benim com seu som tudo poderoso. Funk, soul, afrobeat, salsa, o grupo toca todos os estilos, por isso se chama poly-rythmo. Com seus 11 membros, o grupo, nascido na efervescência da independência, conquistou a África toda com seus “poly-rythmos” e tocou também com Fela ou Myriam Makeba, os monstros sagrados da musica africana. Portanto, anos depois, o grupo mais antigo e mais prolífico do continente africano, com seus 42 anos de existência e seus 500 discos gravados, parecia ter sumido, caído no esquecimento…
Em 2007, Elodie encontra os sobreviventes do grupo Poly-Rythmo para entrevistar eles. Uma vez o microfone desligado, o Tudo Poderoso faz um pedido a ela: “Você será nossa empresária e nos levara em turnê fora da África”. O grupo, apesar do seu grande sucesso antigo, nunca tinha saído do continente…
Elodie cumpriu sua promessam alem das esperanças, levando o grupo aos 4 cantos da planeta, de Paris a Nova York, passando pelo Brasil ou pelo Canada….
E em 2011, depois de 25 anos de quase silencio, foi o lançamento do seu novo álbum, Cotonou Club, do nome do programa que Elodie tinha gravado com o Todo Poderoso em 2007. Com regravações de antigos hits e novas composições, o álbum perpetua a receita magica do grupo com seu groove funk, soul e afro-beat… O disco conta também com a participação da grande Diva do continente africano, a beninesa Angélique Kidjo, e da jovem esperança da World Music, a cantora maliense Fatoumata Diawara.

Mais informações sobre o Tout Puissant Orchestre de Cotonou: http://www.polyrythmo.com/
E sobre os shows de domingo 28 de setembro: http://www.culturaindependente.org/noticias/160/

Seun Kuti & Egypt 80 em turnê sul-americana!!!!

Publicado: 18 de setembro de 2014 por Stephanie Malherbe em Nigéria
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Seun

Depois de uma primeira vinda ao Brasil em 2010, Seun Kuti esta de volta para uma turnê sul-americana que levará ele a São Paulo, Po!rto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Buenos Aires para o lançamento do seu ultimo album “A long way to the beginning”.

28/09 : Festival Mês da Cultura Independente – SP
01/10 : Bar Opinião – POA
03/10 : Circo Voador – RJ
04/10 : SESC Palladium – BH
05/10 : Niceto Club – Buenos Aires

“Long Way to the beginning”, terceiro álbum do Seun kuti, filho mais novo do mestre Fela Kuti, foi lançado no inicio de 2014. Um disco na pura tradição do Fela, tanto por seu puro Afrobeat que por sua temática: a independência da África.
Com o falecimento de Fela em 1997, Seun, que, ainda criança, tinha se tornado uma espécie de mascote do Egypt 80, a bando do Fela, se tornou o novo líder do Egypt 80, compondo músicas que protestam contra a situação em que seu continente se encontra.
“Sendo um Africano sou um ser politicamente ativo”.
“O que me inspira é o momento em que eu vivo”, diz Kuti. “Basicamente o que está acontecendo hoje na África são as mesmas coisas que estavam acontecendo há 40 anos, quando meu pai era compositor, mas elas estão acontecendo de forma bem diferente.”

Seun Kuti está determinado a falar com a nova geração de jovens africanos nascidos após dias de glória de seu pai.
“Na África, hoje, a maioria das pessoas estão lutando em silêncio”, diz Kuti. “A opressão sistemática das pessoas tornou-os cegos à sua realidade. Todo mundo está pensando na sobrevivência. Ninguém quer lutar por nada. Então, eu estou tentando fazer as pessoas pensarem sobre coisas que eles estão esquecendo. quero inspirar as pessoas a querer que as coisas mudem. ”
“A música tem grande impacto sobre os sentimentos das pessoas”, diz Kuti. “Isso é o que a música deve ser. A música pop de hoje aborda o eu. Ninguém está cantando sobre nós. Dessa forma nada pode mudar, precisamos olhar para os nossos irmãos e irmãs.”
Seun usa nesta tunê de lançamento de seu novo disco “A long way to the beginning”(co-produzido para o Robert Glasper) o simbolismo do clã Kuti, a imagem recorrente do punho fechado.
Seun assumiu o ritual exatamente e, com o punho fechado, concentrando raiva e determinação suficientes para enfrentar em canções em que compara o continente africano a uma aeronave em perigo conduzida cegamente por alguns cientistas economicos loucos, vai levando o africano à reflexão. Uma expressão de solidariedade, de espírito e aspiração de toda uma geração cansada de ser sacrificada para os interesses e lucros de alguns poucos ricos que em seu novo disco se materializa com a participação de jovens artistas envolvidos, como M1, Blitz, The Ambassador e Nneka.

Fatoumata Diawara ao vivo

Publicado: 23 de março de 2014 por Stephanie Malherbe em Mali
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Simplesmente mágico!!!!

Autora, compositora e interprete, Fatoumata encanta com a suavidade da sua voz acompanhada do seu violão. Estilo puro modernizando a tradição wassoulou, Fatoumata é também uma grande defensora das mulheres do continente, como por exemplo, na sua luta contra a excisão, a qual ela já dedicou uma canção, ela que conhece isso dentro da sua própria pele.

Amadou and Mariam in Mali
Pela primeira vez, o casal maliens Amadou e Mariam traz sua mistura de ritmos para São Paulo. Imperdivel!

Amadou e Mariam, ambos cegos, se conheceram em 1975 no Instituto do Jovens cegos de Bamako. Os dois dividam a mesma paixão pela musica, desde sempre, e logo se apaixonam. Além de participar do orquestra do Instituto, Amadou toca também no prestigioso Ambassadeurs du Motel de Bamako. Rapidamente, o casal vai passar a tocar juntos, se tornando assim uma dupla, tanto na vida como no palco.
Em 1986, a dupla começa a ter uma notoriedade nacional e resolve ir para Abidjan (Costa do Marfim) para fazer gravações.
As duas cassetes gravadas, Volumes1 e Volumes2, recebem um grande sucesso e “o casal cego do Mali” multiplica as apresentações no continente africano. Em 1991, 2 outras cassetes são comercializadas, sempre com o mesmo sucesso africano, mas sem atingir o publico internacional.
E com o titulo Mon amour, ma chérie, (meu amor, minha querida), que faz parte do seu primeiro CD, Sou Ni Tilé (Dia e noite) lançado em 1998, que o casal atinge o reconhecimento internacional.

Um sucesso que vai explodir com o CD Dimanche à Bamako (domingo em Bamako) produzido por Manu Chao, completamente apaixonado pela dupla. A fusão total entre a musica de Amadou e Mariam e a do Manu Chao é um enorme sucesso planetário.

Muitas vezes premiados, multiplicando as turnês internacionais, o casal se produz no mundo inteiro e, em 2008, Welcome to Mali encontra o mesmo sucesso, com titulos como Sabali:

Em 2012, Amadou e Mariam voltam com o álbum Folila (fazer a musica, em língua bambara) com varias participações, artistas encontrados durante suas numerosas viagens.


Amadou e Mariam, “o casal cego do Mali” que se tornaram cidadãos do mundo e defendem seus valores de paz, amor, democracia e solidariedade, estarão em São Paulo nos dias 21 e 22 de março, IMPERDIVEL!!!!
https://www.facebook.com/amadoumariam
https://twitter.com/amadouetmariam
http://www.amadou-mariam.com/

Amadou & Mariam
Dias 21 e 22 de Março de 2013, quinta e sexta, às 21h30
SESC Pompeia (Choperia)
Rua Clélia, 93 – Pompeia
São Paulo – SP
Ingressos
R$ 40,00 [inteira]
R$ 20,00 [usuário matriculado no Sesc e dependentes, aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante]
R$ 10,00 [trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes]

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Nascido em 1966 em Koudougou (Burkina Faso), o pequeno pastor que se tornou uma super estrela da musica depois de anos de galeras na Costa do Marfim antes da sua ascensão fulgurante, continua a influenciar a juventude do seu país, mais de 10 anos depois da sua morte em condições suspeitas.
Black So Man é a trajetória de um artista engajado, que usava sua arte para denunciar os problemas atuais do continente africano. Títulos como Système du Vampire (sistema do vampiro), On s´en fout (A gente não se importa) ou ainda J´étais au procès (eu estava no julgamento) falam da atualidade do continente, corrupção, miséria, prostituição, neocolonialismo, etc… Black So Man, com criatividade e poesia, denunciava de maneira incansável todos os maus que atingem o continente.
Orgulho dos burkinabés e especialmente dos jovens, para quem, ainda hoje, ele representa um exemplo e uma esperança, Black So Man desapareceu em 2002, das sequelas de um acidente suspeito na Costa do Marfim (Acidente ou assassino por causa do seu engajamento politico???).




Um filme contando a historia desse artista emblemático foi lançado em 2012, L´ombre de Black

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Stephanie, Marcelo e Ana Lucia

A festa Conexão África iniciou o ano com muita alegria e muita emoção também, para sua terceira edição no Casarão Ameno Resedá.
Como sempre, Ana Lucia Rabello e suas rainhas Candaces ofereceram um lindo desfile, valorizando o porte do turbante e a beleza da mulher negra. Durante a discotecagem Conexão Africa (DJs Marcello e Stéphanie), acompanhada por uma criação visual do cineasta e artista plástico Daniel Zarvos, a corégrafa Gessica Justino fiz uma pequena performance de dança afro em interação com o publico, que não demorou para entrar no ritmo.
Mas o momento mais emocionante da festa foi sem duvida o show do trio Baticun, composto de alguns dos melhores percussionistas do Brasil, Carlos Negreiros, Beto Cazes e Jovi Joviniano. Eles contaram com participações especiais de Dom e Marlon e do cantor congolês Sergio Zola.


O publico não resisti e invadiu a pista.

Sem esquecer a feirinha, organizada em conjunto com nossos amigos da Incubadora Afro-brasileira e que contava com a participação de Africa-Arte, Bhajan Bijoux –Engenharia Ornamental e Fuguete.
Feirinha

Carlos

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Muita gente bonita, muita alegria e muito axé para uma noite magica que levou o publico numa viagem pelo continente africano.
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Mali Mapa
Esse programa do dia 23 de janeiro é dedicado a nossos irmãos malienses que estão passando por uma grave crise desde março de 2012. Entre o golpe militar em Bamako e a declaração de independência do norte Mali, invadido grupos islâmicos ligados a Al-Quaida, voltamos sobre os eventos que afetam o Mali e que provocaram a intervenção militar atual. Com muita musica também, Fatoumata Diawara, Salif Keïta, Oumou Sangaré, Tinariwen, etc… E, claro, a musica que inspirou esse programa: Mali-Ko, 40 artistas cantando a favor da paz no Mali:

Solidarité Mali


Agradecendo mais uma vez minha amiga Stéphanie que esta em Kinshasa e me mandou esse clipe, aprento para vocês o ultimo clipe do rapper congoles Celeo Scram, uma estrela em Kinshasa! Nascido em 1978, Celeo Scram, alias Serge Movili Mazami, vem de uma família modesta e trabalha em paralelo dos seus estudos. Seguindo o movimento musical lançado por Papa Wemba durante os anos 80, Celeo se lança numa carreira artística professional. Em 1997, Celeo integra o grupo Wenge Musica Maison Mère que se produz no continente africano e na França para as pessoas da diáspora. Com seu amigo Roi David, Céléo ganha, com o titulo Alerte Générale, um premio na prestigiosa recompensa dos Kora African Awards.
Depois de ter brigado com Werra Son, Céléo deixa o grupo e se lança numa carreiro solo, criando seu próprio grupo. Em 2008, ele lança seu álbum Nzoto na Nzoto, seguido pelo street album Yes WE Can em 2012.
Diretamente de Kinshasa, descobrem aqui o clipe Yes We Can, do rapper que esta no top dos hits congoleses e africanos, Céléo Scram!!!

Festa Conexão África no Casarão Ameno Reseda
Dia 19 de novembro: Véspera do feriado de comemoração do Dia de Zumbi, do Dia da Consciência Negra, o Casarão Ameno Reseda abre suas portas para uma grande festa Afro.
No programa:
Desfile de turbantes:
Candaces: identidade e beleza apresenta suas “Nerfetites, Candaces e N’zingas”
(estou aguardando o texto e a foto)
Show do mítico guitarrista nigeriano Oghene Kologbo (texto Casarão)Discotecagem Conexão Africa: Uma viagem musical pelo continente africano em diversas épocas. Mbalax, Soukous, Makossa, Afrobeat, Semba, Afrosoul, batuque, hip-hop, etc… Os DJS Conexão Africa, Stéphanie e Marcelo, levaram o público numa aventura auditiva panafricana, entre Angola e Costa do Marfim, Etiópia e Camarões, Nigeria e Mali, Senegal e Angola, Africa do Sul e Ghana… Passando do afrobeat inflamado pelo grande Fela e a mitica música da independência Independance Cha-Cha ou ao hip-hop de Bawuta-Kin, voando entre a Diva dos pés descalços Cesária Évora e a grande voz do Benim Angélique Kidjo… Dos primeiros sucessos da música moderna africana a suas ultimas fusões, vamos homenagear o Zumbi dos Palmares com esses ritmos do outro lado do oceano que receberam tantas influências ocidentais e Brasileiras. A discotecagem será acompanhada por uma produção visual realizada pelo cineasta e artista plástico daniel Zarvos.
Meia Entrada: Estudante, Idoso, aposentado e com 1 kg de alimento não perecível.

Ponto de venda sem taxa de conveniência:
Bilheteria Casarão Ameno Resedá de quinta a terça das 14:00 às 22hrs.

Temos tambem nossa lista amiga, com entrada a 30 reais. Para se inscrever na lista amiga, é só mandar um e-mail com o(s) nome(s) antes de 14h00 no dia 19 para: stephanie@conexaoafrica.com
Para mais informações:

Esse programa é excepcional porque, pela primeira vez, Conexão África faz uma parceria com um jornalista de Kinshasa (Republica Democrática do Congo), e não qualquer um, o Narsix, especialista do rap e das culturas urbanas, um dos apresentadores de radio e TV favoritos dos congoleses. Jornalista, produtor, Narsix esta também lançando um site de venda de musica online: http://www.baziks.net, para incentivar o mercado do Hip Hop na RDC, que encontra dificuldades para se produzir. Mas como nos contou o Narsix, os rappers congoleses são verdadeiros guerreiros, se sacrificando para financiar um disco ou um clip… E podendo contar com alguns irmãos mais experientes, como o Lexxus Legal, leader dos PNB, agora com uma carreira solo, e diretor Artísitico do Racine Alternative.
Um programa, então, preparado entre Rio e Kinshasa, uma parceria entre Narsix e Stéphanie, uma viagem que leva a gente aos inicios do Hip Hop em Kinshasa, a sua “pre-historia” também, Narsix lembrando que o Zaïre de Mobutu acolheu o “combate do século” entre Mohammed Ali e Georges Foreman, mas também um grande festival de musicas negras, com estrelas dos Estados Unidos e do Zaïre, o Soul Power Zaïre 74. Esse festival introduziu essas musicas, que passaram a tocar na única televisão, que tinha acabado de ganhar suas cores, e isso influenciou toda uma geração, essa dupla herança cultural, entre musica norte americana e Rumba congolesa…
Descobrem aqui o rap de Kinshasa, ou pelo menos alguns dos seus grupos:
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Mais informações: http://www.baziks.net
Agradecimento especial para Stéphanie Suffren, que me apresentou Narsix e me deu muitas informações, e que teve um papel fundamental no incentivo da cultura Hip Hop em Kinsaha.