Posts com Tag ‘musica africana contemporanea’

Fela in the future

Com sensibilidade e profundo respeito pela natureza da musica de Fela Kuti, o rapper franco-marroquino Leeroy revisita o mestre do afrobeat com o album Fela in the future, um disco repleto de convidados de peso, como os próprios filhos do rei, Femi e Seun Kuti.

Leeroy conseguiu preservar a essência da dúzia de musicas escolhidas enquanto aproximava da sua cultura urbana.

O disco conta com pletora de convidados de peso. Alem de Seun e Femi Kuti, o rapper convidou a cantora nigeriana Nkena, a cantora Noraa (Alemanha/Chade), o sul-africano Nakhane ou ainda o franco nigeriano Féfé.

Steph Amanda Ruy Mingas

Foto: Bira/Radio Viva Rio

O programa Conexão África em parceria com a radio Viva Rio recebe a pesquisadora e parceira do Conexão África Amanda Palomo Alves para homenagear um dos grandes nomes da canção de protesto em Angola, Ruy Mingas:

Apresentação: Stéphanie e Amanda

Produção: Stéphanie/Conexão África e Bira/Viva Rio

 

WidzkidEstrela consagrada do afropop para a juventude do continente africano, o cantor de lagos esta preste a conquistar o mundo.

Com apenas 27 anos, o cantor já ganhou mais de 35 prêmios, seja na sua Nigéria natal, em Gana ou ainda no nível do continente ou da diáspora afro-americana.

O « starboy » que começou a cantar nas igrejas com 11 anos, conquistou o continente africano ja desde seu primeiro álbum, Superstar, em 2011, e mais ainda com o álbum seguinte, Ayo, lançado em 2014. Com seu novo disco, Sounds from the other side e o sucesso do titulo One Dance, o cantor apenas confirma um estatuto conquistado antes.

Widzkid se produz com imenso sucesso em todo o continente, inclusivo nos países francofones. Abidjan, Yaoundé, Bamako, Dakar, Conakry, Niamey, Cotonou, Kinshasa, Pointe-Noire, Kigali, todas se apaixonaram pelo fenômeno nigeriano.

O jovem artista, que se tornou um modelo pela nova geração africana com seu sucesso, esta preste a conquistar o mundo.

 

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Conexão África foi à Salvador da Bahia e vejam o que eu trouxe nas minhas bagagens: uma entrevista exclusiva com Roberto Barreto (o Beto) e Lucio Magano, dois dos integrantes do programa Radio África, da Radio Educadora da Bahia. Eles voltaram sobre a trajetória do programa que completa 10 anos de existência esse ano.  Foi muito bom rever meus parceiros de Salvador, sempre apaixonados pela musica africana. E hoje o play-list é deles, e vejam que seleção de altíssima qualidade:

Caboledo (Paulo Flores); Africa Nossa (Cesaria Evora); Tunuca (Mayra Andrade); Kar Kar Madison (Boubacar Traoré); Diaraby Magni (Vieux Farka Touré feat. Yossi Fine) (Live At The Independent); Toumast (Tinariwen); Set (Youssou N’ Dour); Bul Ma Miin (Orchestra Baobab); Tamagbondorsu (Sierra Leone Refugee-All Stars); My Love, My Love (Nneka); Mangongo (Mokoomba); Water No Get Enemy (Edit Version)

E para finalizar, escolhi Tenk U dos Fokn Bois em homenagem ao terceiro componente do Radio África, o carismático Sankofa, que Beto e Lucio chamam de “Embaixador do Radio África”.

Bom programa a todos!!!!

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polyrythmo-madjafalao

Diretamente de Cotonou, descobrem o novo álbum do mítico TP Orchestre polyrythmo de Cotonou, Madjafalao. Um programa com muita musica e umas mensagens do Vincent Ahehehinou, cantor e líder do grupo! Promessa cumprida….

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Conexão África aproveitou a presença da mega estrela angolana Coréon Dú no Rio de Janeiro para bater um papo, na Lapa,  no centro da cidade.

Cantor, diretor criativo, produtor, empreendedor, artista plastico, designer…. Coréon Dú é um artista múltiplo e com um talento internacionalmente reconhecido. Ele está no Rio para desfilar na Sapucaí com a Escola de samba Vila Isabel, e aproveitou para dedicar um pouco do seu tempo para conversar conosco sobre seus trabalhos, musica, cinema, moda, etc …. e ainda sobre a modernidade do continente africano, e a  importância histórica que ele teve e continua tendo na construção do mundo.

Inteligente, culto, gentil, foi um desses encontros mágicos que compartilhamos agora com vocês! Papo muito bom e, claro, muita musica!!!!!!!!!!!!!!!! A ocasião também para descobrir a grande diversidade musical do  surpreendente Coréon Dú.

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dobet gnoharé

Dobet Gnahoré participou ontem do show excepcional organizado pela diva do Benim Angélique Kidjo no festival de jazz de Montreux: Angélique Kidjo and friends, Women All Stars, com a cabo-verdiana Lura, as beninesas do trio Teriba e a cantora de origem nigeriana Asa.

Cantora, bailarina e percussionista, a artista marfínea que herdou da força das tradições do Bété do seu pai Boni Gnahoré, cantor e mestre percussionista, foi criada na aldeia artística Ki Yi Mbock, dirigida por Werewere Liking. Um lugar cheio de artes de madrugada até a noite que a influenciou muito.

Dobet acaba de lançar um novo clipe, Afrika, uma linda homenagem ao continente africano:

Abandonada por sua mãe no seu nascimento, Dobet Gnahoré foi criada no campo pela avó paterna que era cultivadora de arroz. Aos 7 anos, ela se instala na aldeia artística Ki Yi M´Bock, em Abidjan, onde seu pai era Mestre percussionista e morava junto com uma centena de pessoas, bailarinos, músicos, pintores, escultores, costureiros, cozinheiros de varias nacionalidade… Magico! No inicio, ela tenta ir para a escola junto com as outras crianças, mas ela encontra dificuldades porque no campo não se falava francês (ela se formará mais tarde, de maneira autodidata). Então, com 12 anos, ela comunica a seu pai seu desejo de dançar e cantar. E assim que começou sua formação, os adultos ensinando aos mais jovens, isso com um ritmo extremamente puxado, começando as vezes antes das 5 da manha. Se ela chorava muito, na aldeia Ki ela aprendeu a força da vontade, o trabalho, a perseverança e a esperança. Com 16 anos, Dobet integra a famosa companhia de dança contemporânea TchéTché de Béatrice Kombé. Em 1999, Dobet tem 17 anos e se instala na França com seu esposo, o musico francês Colin Laroche de Féline. E là que eles vão gravar, em 2000, uma demo com os conselhos e o apoio de Ray Lema e Lokua Kanza. Eles começam a tocar nos festivais e nos teatros. Em 2003, uma editora assina um contrato com ela, e em 2004 é lançado o primeiro disco, Ano Neko, do nome da sua antiga dupla com Colin. Colin continua trabalhando com ela, mas o projeto é assinado Dobet Gnahoré e é integrado por outros músicos.

Depois de ter participado do projeto “Acoustic Africa” com Habib Koïté e Vusi Mahlasela, que leva ela nA Europa, nos Estados Unidos e na África, Dobet grava em 2007 seu segundo álbum, Na Afriki (minha Africa). Em 2009, Dobet é convidada por Angélique Kidjo a participar da homenagem a Myriam Makeba junta com outras artistas africanas. Em 2010, ela ganha um Grammy Awards com a cantora norte americana India Arie e lança seu terceiro álbum, Diekna la vou (crianças do mundo), continuando suas turnês pelo mundo.

Depois de ter participado de outros projetos coletivos, ela lança seu quarto álbum em 2014, praticamente integralmente escrito por ela, fora o titulo Na Drê, escrito pelo congolês Lokua Kanza:

Deliciosa mistura de sonoridades pan-africanas urbanas e tradicionais, sua voz, seu carisma e sua presença cênica encantam o publico. Defensora do pan-africanismo, Dobet canta em varias línguas africanas, bété, fon, baoulé, Lingala, malinké, mina, bambara, swahili, xhosa e wolof, evocando as feridas, mas também as riquezas e as eséranças do continente africano. Engajada, com discursos de defesa da paz, das crianças e das mulheres, Dobet foi promovida em 2014 Embaixadora dos direitos humanos pelo governo da Costa do Marfim, junta com o cantor do grupo Magic System Salif Traoré, o A´Salfo. Mas Dobet não fica só na teoria. A artista que não se esqueceu das dificuldades da sua infância, do abandono materno e da importância do esforço, criou uma ONG, Baara, que ajuda a recolher dinheiro para um orfanato de meninas em Grand-Bassam.