Posts com Tag ‘musica africana’

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Foto: Leo Zulluh LZ

O artista angolano Ndaka Yo Wiñi lançara em Angola seu primeiro álbum físico em agosto: Olukwembo.

O álbum foi produzido em Angola, Portugal, Senegal e França.

O álbum é fruto de uma busca da identidade cultural e integridade social, num universo ilimitado, acima de tudo Ubuntu.

A obra terá 11 faixas musicais, todas cantadas na língua nacional Umbundu, e contou com participação da mãe do cantor, Madalena Kassapi, com quem cantou a música que dá título ao álbum, e o grupo Ballet Tradicional Kilandukilu.

Touré Kunda: 40 anos de carreira!

Publicado: 9 de julho de 2018 por stephanie100africa em # África, Senegal
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Senegalese pop mavericks Touré Kunda announce first album in 10 years, Lambi Golo

Os irmãos elefantes Touré Kunda comemoram seus 40 anos de carreira com o lançamento de um novo álbum, Lambi Golo, homenagem aos lutadores senegaleses. O disco, mistura de mbalax, ritmos da Casamance, funk, pop rock e reggae, é um convite aberto a dançar e sonhar.

 

Com o lançamento do seu novo álbum Kin Sonic, Jupiter esta em turnê internacional e cogita uma ida ao Brasil em agosto, com shows confirmados dias 23 e 24 de agosto no SESC em São Paulo!

Revelado em 2006 pelo filme “A dança de Jupiter”, o General rebelde esta de volta com um segundo álbum, Kin Sonic, uma janela vibrante da capital congolesa, a” força, o espelho, o pulmão da republica Democrática do Congo, esse canto que reúne toda a diversidade das etnias do país”.

Na terra da rumba, Jupiter é um artista atípico, valorizando sempre a imensa riqueza do seu pais, povoado por 450 etnias, cada uma delas contando com 10 a 15 ritmos diferentes. São todos esses ritmos que Jupiter quer representar numa festa eletrificada.

Contando o dia dia, denunciando as injustiças, Jupiter, porta-voz do seu bairro, Lemba, luta no nome dos oprimidos.

Seu primeiro disco, Hotel Univers (2013), leva Jupiter ao reconhecimento internacional.

Com esse novo album cantado em lingala, tetela, mongo, tsiluba, ekonda ou ainda em francês, a língua do ex-colonizador,  Jupiter e seu grupo Okwess transcendam os ritmos do Congo, banhando eles de modernidade, e nos leva em transe… Mais que nunca, Jupiter nos leva numa dança irresistível!

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O coletivo Bénin International Musical – o BIM – nos leva numa imersão total na extraordinária efervescência criativa do Benim, antigo Dahomey.

Associando ritmos vodus, cantos tradicionais com musicas elétricas pimentadas e grooves modernos, o coletivo de artistas beninenses nos leva numa viagem as fontes beninesas de todas as musicas modernas.

Nascido 5 anos atrás sob a impulsão do produtor francês Jérome Ettinger, o nascimento do BIM é fruta de um casting gigantesca realizado com a ajuda dos beninenses Aristide Agondanou e Sergent Marcus em todo o território desse país onde a musica é omnipresente, fosse nos lugares de cultos vodus, nas igrejas evangélicas, nas discotecas, etc… O resultado é uma mistura original, sincrética.

Um disco é para ser lançado em breve….

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A dupla de rap ganeense Fokn Bois lança novo clipe: Slow Down.

Wanlov the Kubolor e M3NSA foram até Pretoria para gravar as imagens do seu novo clipe, Slow Down, uma musica do seu ultimo álbum, Fokn Ode to Gana, lançado em 2016. A musica fala de não cair na pressão da corrida com o resto do mundo. Aproveitar a vida e as coisas no seu próprio tempo. Não ir devagar ou rápido, mas simplesmente chegar e aproveitar a viagem:

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Nascida em 1983 em Londres de um pai gambiano e mãe inglesa, Sona Jobarteh é originaria de uma das principais linhagens de griôs da Africa ocidental. Neta do Mestre Amadu Bansang Jobarteh, que migrou do Mali para a Gambia, ela é também a prima do virtuose malinês da kora Toumani Diabaté.

Defensora da tradição mandinga, Sona é também a primeira mulher a ir contra a tradição da arte da kora só ser transmitida de pai em filho.

É com apenas 3 anos que a artista começa a aprender tocar seu instrumento de predileção, essa harpa de 21 cordas reservada aos griôs, a kora, primeiro com seu irmão, Tunde Jegede, e depois com seu pai, Sanjally Jobarteh.

Multi-instrumentista, ela estuda no Royal College of Music onde toca violoncelo, piano e cravo. Em seguida, ela vai estudar na Purcell School of Music onde aprende a compor.  Ela participa também de varias formações orquestrais.

No palco, ela colabora com vários artistas, como a diva malinesa Oumou Sangaré, seu primo Toumani Diabaté, Kassé Mady Diabaté ou ainda o orquestra sinfônico da BBC. Como compositora, ela colabora a dois álbuns do seu irmão, Tunde Jegede.

Diplomada da School of Oriental and African Studies, Sona divide seu tempo entre artista e professora de kora. Defensora da tradição musical mandinga, ela também uma escola de musica na Gambia com seu pai.

Em 2008, sai seu primeiro álbum, Afro-Acoustic Soul e em 2009, ela se lança também na composição de musicas pro cinema. Sua carreira internacional esta lançada!

Virtuosa da kora que ela leva nos maiores festivais do mundo, Sona Jobarteh toca também violão e encanta com sua voz forte e suave.

Embaixadora de uma cultura milenária, Sona enfeitiça o publico com suas composições na mais pura tradição dos griôs da África ocidental, honrando a herança da sua família. Uma tradição reivindicada e revitalizada para a cantora que homenageou seus ancestrais no álbum Fassiya (literalmente tradição em língua mandiga). No seu mais recente álbum, Gambia, a Griô celebra Jubileu de Ouro da independência da Gâmbia em 2015.

Ela estará no Back2Black in concert no Teatro Municipal do Rio de janeiro no dia 25 de maio, dia da Africa, assim com o cabo-verdiano Mario Lucio, Gilberto Gil, Mart’nália, Mariene de Castro, a Orkestra Rumpilezz e a Orquestra Maré do Amanhã. Imperdivel!

 

 

Khadja Nin: pela democracia no Burundi

Publicado: 14 de maio de 2018 por stephanie100africa em # África, Burundi
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Khadja Nin, do seu verdadeiro nome Jeanine Rema, filha de um antigo ministro do rei Mwambutsa IV nasceu em 1959 em Ruvyagira, perto de Mutambu e Gitega, no Burundi, onde passou uma infância tranquila. Se orientou muito jovem pela musica e com apenas 7 anos, ela já era a cantora principal do coro de Bujumbura, a capital do Burundi.

De pequena altura, ela ganha o apelido de Ka Jeanine, literalmente a pequena Jeanine, apelido que ela escolherá mais tarde como nome artístico, o transformando em Kadja Nin.

Depois de ter formado seu primeiro grupo musical em 1973, ela vai estudar em Kinshasa (RDC) em 1975, antes de ir, em 1980, para  a Belgica.

Em 1992, ela lança seu primeiro álbum, cantado em swahili. Em 1995, ela fica famosa com o sucesso Sambolera, do seu secundo álbum. Depois do lançamento do quarto álbum, Ya, em 1998, que encontra um vivo sucesso na Europa. Depois de um show memorável em 2000, ao lado de Sting e Cheb Mami, a cantora resolveu abrir um parêntese na sua carreira de cantora.

A cantora vive atualmente em Monaco, e milita para que o Burundi saísse da grave crise politica que ele afronta desde 2015.

Mulher militante, ela faz parte dos jurados do festival de Cannes 2018, um juri que pretende ser o juri da diversidade, com  “5 mulheres, 4 homens, 7 nacionalidades e 5 continentes”.

A cantora que não se produz mais consagra tudo seu tempo a defender o acordo de paz de Arusha, negociado em 2002 sob a mediação de Neson Mandela assim como o respeito da constituição, que limite o numero de mandatos presidenciais a dois mandatos sucessivos. Uma constituição que foi pisoteada em 2015 pelo presidente Pierre Nkurunziza quando ele se candidatou para um terceiro mandato, provocando de novo uma grave crise no Burundi.

Em 2015, Khadja Nin se ilustrou com a frase, pronunciada em margem de um evento da União Africana: “Vocês podem nos matar, mas você nunca poderão matar todos nos.”

Em 2016, ela escreveu uma carta aberta a seus “irmãos e irmãs africanos”, evocando a emergência de uma missão de mediação dos chefes de Estados africanos pra defender a democracia no Burundi e denunciando os crimes perpetuados no seu país.