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O fenômeno pan-africano  de afro-house Batuk esta conquistando o mundo da musica eletro.

O combo criado pelo genial produtor sul-africano Spoek Mathambo com Aero Manyelo e a cantora moçambicano sul africana Carla Fonseca alias Manteiga esta conquistando as pistas do mundo inteiro. Com seu primeiro álbum, Musica da terra, repleto de convidados de vários países do continente africano (Africa do Sul, Uganda, Moçambique), Batuk provoca uma explosão criativa que se inspira dos diversos imaginários dos artistas.

A África do Sul esta em plena efervescência eletrônica pos-apartheid que convida regularmente a descoberta de novas linguagens musicais. Nesse universo, do “Mzansi Sound”, Spoek Mathambo já é uma estrela. Para o projeto Batuk, a gente encontra ao seu lado o artesão de uma house vitaminada, Aero Manyelo, e a Carla Fonseca, alias Manteiga, interprete moçambicana sul-africana cujo canto português da certa personalidade ao projeto Batuk. A notar também, a forte presença da cantora Nandi Ndlovu. Alem de outros artistas que alimentam essa osmose pan-africana com suas personalidades e historias próprias.

Porque Batuk é isso, esse sincretismo entre a musica eletro, os tambores e os cantos tradicionais.

Entre harmonias vocais e aranjos eletrônicos, o som de Batuk leva a transe com sua house renovada sobre sonoridades afro.

Além de serem os arquitetos de uma experiência sonora excepcional e difícil a entrar numa categoria, os membros do Batuk usam também os ritmos para um discurso contestatório, como na musica Gira, que se ataca com virulência aos conflitos e as violências diversas contra as populações africanas. Ou a musica Puta, onde o canto enraivado denuncia o assedio sexual de rua…

 

 

 

Konono 1.jpgO grupo congolês Konono No.1 anuncia o lançamento do seu novo álbum, Konono No.1 meets Batida, fruta do seu encontro com o artista Batida, em Lisboa.

O grupo, fundado nos anos 60 por Mingiedi Mawangu, usa diferentes instrumentos tradicionais, especialmente 3 likembés (tradicionais também chamados sanzas) de vários tamanhos eletrificados de maneira artisanal, ampliados por ampliadores fabricados de velhas peças de carro. Os microfones para as vozes: velhos megafones datando do inicio da época colonial… Apenas as percussões escaparam dessa eletrificação mutante adaptada ao barulho urbano, quando a banda se mudou para Kinshasa a procura de trabalho..

Porque a musica de Konono No.1, inicialmente, é tradicional. Se hoje Konoco No.1 é baseado em Kinshasa (republica Democratica do Congo), ele é originário da região de Bakongo, na fronteira com Angola. É a mudança para Kinshasa que levou Mingiedi Mawangu a encontrar soluções artesanais para fazer ouvir seu som, criando assim um som mutante, próximo do eletro e do rock experimental.

O grupo, redescoberto nos anos 2000 pelo selo belgo Crammed Discs, conquistou um amplo publico, especialmente os amadores de musicas eletrônicas e de rock. Um mundo totalmente estrangeiro aos membros de Konono, que afirmam com força o caráter tradicional, folklorico, da sua musica, baseada nos sons kimbondo da sua região de origem e recusando a apelação de tradi-moderno que a imprensa internacional usa para os definir.

Tradição ou não, a musica de Konono No.1 hipnotiza e nos leva em transes!

E não é o quarto álbum do grupo, gravado em Lisboa e produzido pelo artista angolano  Pedro Coquenão, alias Batida, que vai contradizer isso. Fusão de rock e de koduro angolano, Konono No1 promete ser uma “bomba”.

Já podem escutar a versão curta de Nlele Kalusimbiko no link:

O lançamento do disco é previsto em abril.