Posts com Tag ‘musica congolesa’

Com o lançamento do seu novo álbum Kin Sonic, Jupiter esta em turnê internacional e cogita uma ida ao Brasil em agosto, com shows confirmados dias 23 e 24 de agosto no SESC em São Paulo!

Revelado em 2006 pelo filme “A dança de Jupiter”, o General rebelde esta de volta com um segundo álbum, Kin Sonic, uma janela vibrante da capital congolesa, a” força, o espelho, o pulmão da republica Democrática do Congo, esse canto que reúne toda a diversidade das etnias do país”.

Na terra da rumba, Jupiter é um artista atípico, valorizando sempre a imensa riqueza do seu pais, povoado por 450 etnias, cada uma delas contando com 10 a 15 ritmos diferentes. São todos esses ritmos que Jupiter quer representar numa festa eletrificada.

Contando o dia dia, denunciando as injustiças, Jupiter, porta-voz do seu bairro, Lemba, luta no nome dos oprimidos.

Seu primeiro disco, Hotel Univers (2013), leva Jupiter ao reconhecimento internacional.

Com esse novo album cantado em lingala, tetela, mongo, tsiluba, ekonda ou ainda em francês, a língua do ex-colonizador,  Jupiter e seu grupo Okwess transcendam os ritmos do Congo, banhando eles de modernidade, e nos leva em transe… Mais que nunca, Jupiter nos leva numa dança irresistível!

'137 Avenue Kaniama'

10 anos depois do seu primeiro álbum, Hotel Impala, o poeta-feiticeiro belgo-congoles Baloji esta de volta com seu quarto álbum, uma prolongação do primeiro e com certeza uma verdadeira perola.

137 avenue kaniama nos leva numa viagem musical e poética combinando ritmos congoleses, nigerianos, zimbabuanos, ganenses, camaroneses… com rap e eletro inglês. Colocando sua resiliência no centro do seu trabalho, Baloji concilia todas suas influencias.

Poeta, rapper, cineasta, Baloji é um artista livre, impossível de classificar.

Seu nome, Baloji, significa grupo de feiticeiros em tshiluba, uma das línguas faladas no Congo-Kinshasa. Durante sua infância, Baloji detestou seu nome e sofreu por conta dele dentro da família do seu pai… Enquanto na verdade a conotação negativa da palavra foi uma invenção dos missionários, e que ele é ligado a sabedoria tradicional Balubakat (os Baluba do Katanga).

Nascido em Lubumbashi em 1978 de uma relação ilegítima, Baloji é separado da sua mãe com apenas 3 anos, quando levado pra Bélgica pelo pai, onde será escolarizado numa escola jesuíta. Com 15 anos, ele larga a casa e a escola e se torna rapper. Ele vai passar então por uma fase difícil, conhecendo até a experiência do centro de retenção para os sem-papeis, quando ele quase foi expulso pro Congo.

Integrante do grupo de rap Starflam, ele lança em 2008 Hotel Impala, autobiográfico, uma resposta a uma carta escrita por sua mãe, com quem estava sem noticias. Um disco que ele levará pessoalmente pra ela, em Lubumbashi, na avenida Kaniama…

E justamente o endereço da sua mãe que serve de titulo a esse quarto álbum solo do Baloji, 137 Avenue Kaniama. Um album onde ele fala da falta de eletricidade, do racismo, de dificuldades amorosas, e também, claro, da sua mãe, e especialmente da decepção que foi esse re-encontro com ela 25 anos depois: “Plus je la regarde, plus je me sens bete. Une mère qui écrit à son fils après 9.125 jours, ce n’est pas forcément un acte d’amour mais un appel au secours.” (mais eu olho ela, mais me sinto idiota. Uma mãe que escreve a seu filho depois de 9 125 dias, não é forçosamente um ato de amor, mas um pedido de socorro) grita Baloji …

O clipe Peau de chagrin/Bleu de nuit, filmado na floresta congolesa e realizada pelo próprio Baloji seduz pelas cores e pela sensualidade.

Depois dos excelentes Kinshasa Succursale e 64 Bits and Malachite, Baloji afina ainda mais seu estilo, tanto no beat que na escrita. Livre, pessoal, diverso, amargo, raivoso, sensual, Baloji confirma seu imenso talento com esse disco combativo e hipnotizante.

Les tambours

Segundo episodio do nosso Conexão Africa especial Les Tambours de Brazza na Radio Viva Rio, http://www.radiovivario.com, com Emile Biayenda:

Locução: Stéphanie Malherbe

Produção: Stéphanie Malherbe (Conexão Africa) e Bira Tomé (Radio Viva Rio)

Tokoos, o ultimo album do Fally Ipupa

Publicado: 17 de outubro de 2017 por stephanie100africa em # África, Congo kinshasa
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Faly Ipupa Tokoosjpg

Em julho desse ano, o elegante de kinshasa lançava seu quarto album, Tokoos, uma nova fase na carreira do príncipe da rumba congolesa. O álbum com 18 faixas com participações de artistas de outros universos musicais como MHD, estrela do afro-trap, o rapper Booba ou ainda o artista norte americano de R&B R. Kelly. Um disco que reforça a internacionalização da carreira do cantor a voz suave.

Um álbum urbano que transcende sua cultura no respeito das melodias congolesas. Com esse novo álbum, o elegante Fally se distancia  da rumba para fazer o que ele chama de Tokoos, musica congolesa urbana internacional. Fally inventou essa palavra a partir de Kitoko, que significa lindo, positivo em Lingala. Artista e homem de negocio discreto e pudico, Fally Ipupa é também engajado com sua fundação para facilitar o acesso dos mais pobres a educação, a saúde e a moradia.

O ultimo album do Fally Ipupa, Tokoos, esta disponivel em Streaming

 

Combat du siècle

Um programa com alguns trechos do festival Zaïre 74, realizado na ocasião do encontro do século, que consagrou Muhammad Ali em Kinshasa:

60 graus

Um bate-papo com meu grande parceiro Zola Star, que vem nos apresentar seu primeiro disco, 60 Graus:

Zola e Steph 60 graus

60 graus

Um bate-papo com meu grande parceiro Zola Star, que vem nos apresentar seu primeiro disco, 60 Graus:

Zola e Steph 60 graus