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Único grupo feminino do Benim, o Trio Teriba, composto pelas três irmãs de coração Carine, Zekiath e Tatiana encanta o Benim e o mundo com sua energia contagiosa. Bailarinas, cantoras e instrumentistas, as 3 irmãs ritmam sua musica pelos vários ritmos do seu pais, tendo como proposito artístico a valorização  do patrimônio musical do Benim (tchink ou tchinkoumé, massé..)

A música entrou muito cedo nas suas vidas, de maneira natural. As duas irmãs Carine e Tatiana descobriram suas vozes no coral da igreja, e depois nos concursos intercolegiais. A terceira, a irmã de coração, Zekiath, aprendeu na pensão católica, onde, apesar de ser muçulmana, ela tinha obrigação de participar do coral.

As três cresceram num ambiente misturado, entre tradição e modernidade, entre musicas yorubas, Fela Kuti, King Sunny Adé, o mítico Orchestre Polyrythmo de Cotonou, musica ritual beninesa, musica urbana e rumba…

Em 2002, o animador popular do programa Bénin Cadence (Atlantique FM) Serge Ologoudou convida o trio a cantar no aniversario do programa. Esse evento marcou o nascimento oficial do grupom de qual Serge se tornará o manager.

As três irmãs de coração se chamam de Teriba, que em língua Yoruba significa Humildade.

Se as tres irmãs são originarias do sul, elas pesquisam sem fim para valorizar a grande diversidade dos ritmos do Benim e dar espaço também aos ritmos do norte.

A música das irmãs Teriba, centrada na polifonia e na percussão, ultrapassou as fronteiras do Benim a partir de 2007, com a internacionalização do grupo que passou a participar de vários festivais pelo mundo. Recentemente, elas se apresentaram no festival de Montreux com a irmã mais velha, Angélique Kidjo, que inspira elas.

Humildade, paixão e originalidade, tres palavras que definem bem as “Amazonas do Benim”.

 

 

 

 

 

 

dobet gnoharé

Dobet Gnahoré participou ontem do show excepcional organizado pela diva do Benim Angélique Kidjo no festival de jazz de Montreux: Angélique Kidjo and friends, Women All Stars, com a cabo-verdiana Lura, as beninesas do trio Teriba e a cantora de origem nigeriana Asa.

Cantora, bailarina e percussionista, a artista marfínea que herdou da força das tradições do Bété do seu pai Boni Gnahoré, cantor e mestre percussionista, foi criada na aldeia artística Ki Yi Mbock, dirigida por Werewere Liking. Um lugar cheio de artes de madrugada até a noite que a influenciou muito.

Dobet acaba de lançar um novo clipe, Afrika, uma linda homenagem ao continente africano:

Abandonada por sua mãe no seu nascimento, Dobet Gnahoré foi criada no campo pela avó paterna que era cultivadora de arroz. Aos 7 anos, ela se instala na aldeia artística Ki Yi M´Bock, em Abidjan, onde seu pai era Mestre percussionista e morava junto com uma centena de pessoas, bailarinos, músicos, pintores, escultores, costureiros, cozinheiros de varias nacionalidade… Magico! No inicio, ela tenta ir para a escola junto com as outras crianças, mas ela encontra dificuldades porque no campo não se falava francês (ela se formará mais tarde, de maneira autodidata). Então, com 12 anos, ela comunica a seu pai seu desejo de dançar e cantar. E assim que começou sua formação, os adultos ensinando aos mais jovens, isso com um ritmo extremamente puxado, começando as vezes antes das 5 da manha. Se ela chorava muito, na aldeia Ki ela aprendeu a força da vontade, o trabalho, a perseverança e a esperança. Com 16 anos, Dobet integra a famosa companhia de dança contemporânea TchéTché de Béatrice Kombé. Em 1999, Dobet tem 17 anos e se instala na França com seu esposo, o musico francês Colin Laroche de Féline. E là que eles vão gravar, em 2000, uma demo com os conselhos e o apoio de Ray Lema e Lokua Kanza. Eles começam a tocar nos festivais e nos teatros. Em 2003, uma editora assina um contrato com ela, e em 2004 é lançado o primeiro disco, Ano Neko, do nome da sua antiga dupla com Colin. Colin continua trabalhando com ela, mas o projeto é assinado Dobet Gnahoré e é integrado por outros músicos.

Depois de ter participado do projeto “Acoustic Africa” com Habib Koïté e Vusi Mahlasela, que leva ela nA Europa, nos Estados Unidos e na África, Dobet grava em 2007 seu segundo álbum, Na Afriki (minha Africa). Em 2009, Dobet é convidada por Angélique Kidjo a participar da homenagem a Myriam Makeba junta com outras artistas africanas. Em 2010, ela ganha um Grammy Awards com a cantora norte americana India Arie e lança seu terceiro álbum, Diekna la vou (crianças do mundo), continuando suas turnês pelo mundo.

Depois de ter participado de outros projetos coletivos, ela lança seu quarto álbum em 2014, praticamente integralmente escrito por ela, fora o titulo Na Drê, escrito pelo congolês Lokua Kanza:

Deliciosa mistura de sonoridades pan-africanas urbanas e tradicionais, sua voz, seu carisma e sua presença cênica encantam o publico. Defensora do pan-africanismo, Dobet canta em varias línguas africanas, bété, fon, baoulé, Lingala, malinké, mina, bambara, swahili, xhosa e wolof, evocando as feridas, mas também as riquezas e as eséranças do continente africano. Engajada, com discursos de defesa da paz, das crianças e das mulheres, Dobet foi promovida em 2014 Embaixadora dos direitos humanos pelo governo da Costa do Marfim, junta com o cantor do grupo Magic System Salif Traoré, o A´Salfo. Mas Dobet não fica só na teoria. A artista que não se esqueceu das dificuldades da sua infância, do abandono materno e da importância do esforço, criou uma ONG, Baara, que ajuda a recolher dinheiro para um orfanato de meninas em Grand-Bassam.

Novo clipe do Franko

Publicado: 27 de junho de 2016 por stephanie100africa em # África, Camarões
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Franko telephone

Depois de explodir com o fenômeno “Coller la petite”, imenso sucesso no continente africano, o cantor camaronês Franko esta de volta com um novo clipe, “Téléphone”, que alerta sobre os perigos do telefone celular para os casais, lembrando que não é para olhar o telefone do outro:

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Um programa dedicado a alguns rappers do continente africano, como Smockey (Burkina Faso), Keur-Gui (Senegal) ou ainda YaoBobby (Togo) ou Zulu Boy (Africa do Sul), Fokn Bois (Gana), etc….:

musique africaine image

Uma viagem através de algumas musicas que marcaram o continente africano, com titulos como Pata Pata da Myriam Makeba ou o clássico Soul Makossa do Manu Dibango, o Premier Gaou do Magic System ou Agatha, do Francis Bebey, entre outros…. Do Chade ao Camarões, da Africa do Sul a Costa do Marfim, do Senegal ao Cabo-Verde… um verdadeiro passeio pan-africano:

photo Mario Epanya

credito: Mario Epanya

Um programa homenageando as mulheres do continente africano, sua força e sua beleza com uma programação musical exclusivamente feminina (Angélique kidjo, Myriam Makeba, Césaria Evora, bella Bellow, oumou Sangaré, Gigi Shibabaw, etc…):

Francis bebey
A editora Born Bad acabou de lançar, no final de 2014, a compilação Psychedelic Sanza 1982-1984, uma seleção de títulos do Francis Bebey, demonstrando mais uma vez o modernismo do artista camaronês e da sua obra visionaria.
Musico, jornalista, escritor, diplomata, etno-musicólogo, mágico das palavras, o genial Bebey nos hipnotiza e nos surpreende com suas experiências sonoras nessa seleção do inicio dos anos 1980, o poeta musico brincando desta vez com a sanza, mas também com as polifonias pigmeus, a musica eletrônica… O resultado é uma viagem hipnotizante, surpreendente de modernidade, impressionante de modernidade… O pai do famoso Agatha não acabou de nos surpreender, e sempre que redescobrimos sua obra sentimos mais a falta desse aventureiro das palavras e dos ritmos que nos deixou em 2011.
Psychedelic!!!!!!!!!