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Trio Da Kali & Kronos Quartet lançam o álbum Ladilikan (World Circuit Records), o magnifico encontro entre uns dos melhores griôs da musica tradicional do Mali e o quatuor de cordas mais revolucionário da musica ocidental. Um álbum encantador onde as cordas ocidentais encontram o balafon, o ngoni e a poderosa voz de Hawa ‘Kassé Mady’ Diabaté para criar um som transcendental.

Se os 3 membros do Trio Da Kali tem uma herança musical familial muito respeitada e formam um “super grupo” de griôs, eles revisitam a musica mandinga com criatividade e transcendam sua tradição com audácia.

A poderosa voz da divina Hawa Diabaté se mistura ao vibrato delicado do n´goni do jovem Mamadou Kouyaté e ao som do Mamadou Kouyaté, verdadeiro virtuoso do balafom. E os quatro músicos do Kronos Quartet, que vem revolucionar a musica ocidental clássica desde 1973, vem sublimar esse trio.

E o resultado é realmente encantador, o som nos eleva em outra dimensão, uma viagem atemporal entre força e elegância.

Fatoumata Diawara: Nterini

Publicado: 24 de abril de 2018 por stephanie100africa em # África, Mali
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E com o magnifico clipe Nterini que a diva malinesa anuncia o lançamento do seu novo álbum, Fenfo, em maio.

O clipe, Nterini, palavra bambara que significa Meu amor/meu confidente, conta a historia de um migrante e evoca a dor ressentida por dois amantes separados pela distancia. Uma maneira humana de falar dos migrantes, a maioria das vezes reduzidos a números ou a imagens de horror. E para falar de números, o clipe começa com essa frase: “Em um mundo de 7 bilhões de pessoas, há um bilhão de migrantes”

Filmado no deserto Danakil, na Etiópia, o clipe foi realizado pela fotografa e artista etíope Aïda Muluneh, que se inspirou da estética afrofuturista misturada a elementos visuais do povo Dogon, do Mali.  Luminoso!

Autora, compositora, atriz e cantora, Fatoumata Diawara é sem duvida uma das mais lindas vozes da musica africana moderna. Com sua voz encantadora e seu estilo misturando tradição e modernidade, kora, guitarra elétrica, percussões e violoncelo, doçura e pop, a cantora Fatoumata já tinha nos encantado com seu álbum Fatou (2011), o que promete ser o caso com Fenfo.

 

 

 

Fatoumata Diawara lança novo clipe

Publicado: 21 de março de 2018 por stephanie100africa em # África, Mali
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Antes do lançamento do seu novo álbum Fenfo previsto pro dia 25 de maio, a cantora malinense Fatoumata Diawara divulga o clipe Nterini, pura magia…:

 


Nascida em Bamako, Mamani foi criada por sua avó, uma curandeira tradicional que ela acompanhava e observava enquanto cuidava dos outros com seus búzios e suas seus cantos. A menina cantava enquanto ia pegar agua no poço, e sua avó falou então: “essa menina vai ter uma vida de aventura”. Logo dito, logo feito: Mamani se inscreve no concurso bienal de musica de Bamako, ganha, e integra como corista no prestigioso orquestra Badema Nacional de Bamako, aonde canta também Kassémady Diabaté, uma das mais puras vozes da África ocidental. Com apenas 17 anos, Mamani é engajada por Salif Keïta, que ela acompanha em turnê pela Europa. E assim que a cantora chegou à França, onde ficou 7 anos sem papeis, sem falar uma palavra de francês no inicio e, muitas vezes, em condições de subsistência extremamente difíceis.
Em 2002, Mamani grava seu primeiro disco “Electro Bamako”, que mistura sua linda voz e seu canto em bambara com as sonoridades electros so DJ e produtor Marc Minelli.
Em 2006, novo encontro, novo disco, novas mistura: é o álbum “Yelema”, realizado com a cumplicidade do arranjador e multi-instrumentista Nicolas Repac.

Colaboração que se prolonga no terceiro disco da Mamani, “Gagner l´argent français”, que evoca as dificuldades da emigração, dificuldades que Mamani conhece profundamente.
Esse terceiro disco mistura rock, dub, afrobeat,… Instrumentos tradicionais mandingas conversam com samples, instrumentos chineses ou klezmer, etc…
Cantando geralmente em bambara, Mamani aborda temas da sua terra natal: a honra, o amor, o respeito do outro, a harmonia….
A voz de Mamani, sobre qual Nicolas Repac diz ainda não saber se pertence a “uma menina de 16 anos ou a uma mulher de 80”, ambígua, entre ancestralidade e juventude, fascina sem duvida!!