Posts com Tag ‘musica mandinga’

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Nascida em 1983 em Londres de um pai gambiano e mãe inglesa, Sona Jobarteh é originaria de uma das principais linhagens de griôs da Africa ocidental. Neta do Mestre Amadu Bansang Jobarteh, que migrou do Mali para a Gambia, ela é também a prima do virtuose malinês da kora Toumani Diabaté.

Defensora da tradição mandinga, Sona é também a primeira mulher a ir contra a tradição da arte da kora só ser transmitida de pai em filho.

É com apenas 3 anos que a artista começa a aprender tocar seu instrumento de predileção, essa harpa de 21 cordas reservada aos griôs, a kora, primeiro com seu irmão, Tunde Jegede, e depois com seu pai, Sanjally Jobarteh.

Multi-instrumentista, ela estuda no Royal College of Music onde toca violoncelo, piano e cravo. Em seguida, ela vai estudar na Purcell School of Music onde aprende a compor.  Ela participa também de varias formações orquestrais.

No palco, ela colabora com vários artistas, como a diva malinesa Oumou Sangaré, seu primo Toumani Diabaté, Kassé Mady Diabaté ou ainda o orquestra sinfônico da BBC. Como compositora, ela colabora a dois álbuns do seu irmão, Tunde Jegede.

Diplomada da School of Oriental and African Studies, Sona divide seu tempo entre artista e professora de kora. Defensora da tradição musical mandinga, ela também uma escola de musica na Gambia com seu pai.

Em 2008, sai seu primeiro álbum, Afro-Acoustic Soul e em 2009, ela se lança também na composição de musicas pro cinema. Sua carreira internacional esta lançada!

Virtuosa da kora que ela leva nos maiores festivais do mundo, Sona Jobarteh toca também violão e encanta com sua voz forte e suave.

Embaixadora de uma cultura milenária, Sona enfeitiça o publico com suas composições na mais pura tradição dos griôs da África ocidental, honrando a herança da sua família. Uma tradição reivindicada e revitalizada para a cantora que homenageou seus ancestrais no álbum Fassiya (literalmente tradição em língua mandiga). No seu mais recente álbum, Gambia, a Griô celebra Jubileu de Ouro da independência da Gâmbia em 2015.

Ela estará no Back2Black in concert no Teatro Municipal do Rio de janeiro no dia 25 de maio, dia da Africa, assim com o cabo-verdiano Mario Lucio, Gilberto Gil, Mart’nália, Mariene de Castro, a Orkestra Rumpilezz e a Orquestra Maré do Amanhã. Imperdivel!

 

 

 

Trio Da Kali & Kronos Quartet lançam o álbum Ladilikan (World Circuit Records), o magnifico encontro entre uns dos melhores griôs da musica tradicional do Mali e o quatuor de cordas mais revolucionário da musica ocidental. Um álbum encantador onde as cordas ocidentais encontram o balafon, o ngoni e a poderosa voz de Hawa ‘Kassé Mady’ Diabaté para criar um som transcendental.

Se os 3 membros do Trio Da Kali tem uma herança musical familial muito respeitada e formam um “super grupo” de griôs, eles revisitam a musica mandinga com criatividade e transcendam sua tradição com audácia.

A poderosa voz da divina Hawa Diabaté se mistura ao vibrato delicado do n´goni do jovem Mamadou Kouyaté e ao som do Mamadou Kouyaté, verdadeiro virtuoso do balafom. E os quatro músicos do Kronos Quartet, que vem revolucionar a musica ocidental clássica desde 1973, vem sublimar esse trio.

E o resultado é realmente encantador, o som nos eleva em outra dimensão, uma viagem atemporal entre força e elegância.

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Filho de mãe griô e de pai musico, sobrinho do Habib Koité, um dos principais embaixadores da musica malinesa pelo mundo, o vencedor do premio Découverte RFI é herdeiro da tradição dos griôs mas totalmente inscrito nas sonoridades do século XXI.

Na escola, ele começa a se interessar pelo futebol. Mas seu ouvido já vai se apaixonando pela a musica, escutando seu tio Habib tocando no pátio na casa familial. Em 2008, ele integra o Instituto Nacional das Artes, de qual sai diplomado em 2010. Em 2014, sua participação ao concurso musical Island Talento Africa chama a atenção. Ele não ganha porque ainda não firmou sua personalidade, mas seu talento já é reconhecido. Em seguida, o jovem vence o Troféu Tamani de ouro “revelação” e o troféu Africa-Show com o premio de melhor artista do Mali.

Em 2017, ele se inscreve no premio descobertas RFI, que ele vence, como seu tio anos atrás…

O jovem, casado e pai de família, sofreu no passado por ser griô: apaixonado por uma moça originaria da nobreza (como sua atual esposa), a família da donzela recusou o casamento dela com alguém da casta dos griôs… Um momento doloroso da sua vida que ele relata na musica ni deni do beinla.

Verdadeira estrela no Mali, onde seus shows lotam o Hotel Maya  do seu tio Habib na capital, M´Boillé esta atualmente numa turnê pan-africana (Ndjaména, Brazzaville, Abidjan, Lomé, Cotonou…).

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Sékouba Kandia Kouyaté acabou de fazer show de lançamento do seu ultimo trabalho, o duplo álbum  Mémoire du futur e Kouma, no Palais des peuples, em Conakry (Guiné)

Filho de Sory Kandia Kouyaté, a voz da revolução guineense, Sékouba kandia Kouyaté toca tanto musica tradicional que musica contemporânea.

 

Comment suivre les pas de son père sans marcher dans son ombre ? Fils de Sory Kandia Kouyaté, “la voix de la révolution” guinéenne, Sékouba Kandia Kouyaté résout l’équation en jouant à la fois sur les tableaux de la musique traditionnelle et des rythmes contemporains. Rencontre à l’occasion de la sortie de son dernier disque, un double album intitulé Mémoire du futur et Kouma.

O Djély, que é também  desde dezembro de 2017 Diretor do prestigioso Ensemble instrumental   National de Guinée (Conjunto instrumental e nacional da Guiné), verdadeiro patrimônio Nacional da Guiné Conakry e que já foi dirigido por seu pai, é consciente da importância da sua missão.

Com esse novo álbum, Sékouba Kandia pretende construir uma ponte entre a musica tradicional e a musica moderna. Assim, o disco Kouma é dedicado a musica moderna, enquanto Mémoire du futur é um disco dedicado aos ritmos tradicionais mandigas.

Casado com a grande cantora guineense Sona Tata Condé, ela também originaria de uma grande família de músicos, o djély Sékouba Kandia nunca para. Alem dos albums, dos shows, do orquestra Nacional, Sékouba Kandia tem sua própria gravadora, sua editora…. querendo cumprir a missão que ele se encarregou: devolver seu lugar a musica guineense.