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JazzKiff é um dos principais festivais musicais da Republica democrática do Congo, recebendo anualmente em Kinshasa (Republica democrática do Congo) entre 6000 e 7000 espetadores. Com 12 anos de existência, o festival já recebeu artistas de renome internacional como Lokua Kanza (RDC), Manu Dibango (Camarões), Ray Lema (RDC), Elida Almeida (Cabo-Verde), Blick Bassy (Camarões) e o colombiano Yuri Buenaventura. A programação completa do Jazzfikk 2018 ainda não foi revelada, mas já são confirmadas as presenças das divas Oumou Sangaré (Mali), Charlotte Dipanda (Camarões)  e Ayo (Nigeria)

Considerada como a embaixadora do Wassoulou (sua região de origem), Oumou Sangaré é uma mulher forte especialmente engajada na causa das mulheres.

Iniciada ao canto desde a infância por sua mãe, ela tem sua primeira experiência de palco ainda na pequena infância, quando ela canta num concurso escolare na frente de 3000 pessoas. Com 18 anos, a diva malinesa grava Mousolou, seu primeiro álbum, no selo do produtor senegalês Ibrahima Sylla, antes de integrar, graças ao astro Ali Farka Touré, o famoso selo inglês World Circuit Records.

Ela se torna uma estrela e com apenas 21 anos ela toca nos maiores palcos do mundo. A cantora, que lançou uma dezena de discos, o ultimo sendo Magoya (2017) é também uma mulher de negocio bem sucedida, além de uma mulher engajada.

Charlotte Dipanda nasceu em Yaoundé, a capital do Camarões, numa família musical. Criada pela avó, a menina cresce entre Yaoundé, Douala (onde mora sua avó) e Mbouda. Com apenas 15 anos, a estudante começa a cantar nos cabarés, o que levará ela a decisão de largar a escola e se dedicar exclusivamente a musica. Gravou seu primeiro álbum em 2001 com a cumplicidade do musico camaronês Jeannot Hens, mas o que marca mais seu inicio de carreira é o encontro com o congolês Lokua Kanza, que a apresentou a Papa Wemba, com quem ela colaborou. Ela também será corista de  Papa Wemba, Manu Dibango, Idrissa Diop ou ainda Rokia Traoré.

Em 2005, Charlotte grava seu primeiro álbum solo, Mispa, uma homenagem a sua avó.

Misturando Makossa, Bikutsi ou Bem-Skin, a jovem canta em bakaka, Douala ou francês.

Ayo, cantora de origem nigeriana mistura o folk, a soul, afro pop e musicas tradicionais. Ela herdou seu gosto pela musica palo seu pai, um DJ nigeriano que estudava na Alemanha.

Em 2016, Ayo lança seu primeiro álbum, Joyfull, gravado em Nova York e lançado em 40 países. O imenso sucesso do disco levou ela a ser nomeada Artista feminina do ano e melhor clipe nos Victoires de la Musique 2016 na França. Ayo já lançou 5 álbuns e é uma das principais figuras da jovem geração dos artistas africanos no mundo.

Jazzfikk 2018 acontecerá do 15 ao 17 de junho no Institut Français de Kinshasa.

MOGOYA : o novo álbum de Oumou Sangaré

Publicado: 22 de junho de 2017 por stephanie100africa em # África, Mali
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OUMOU SANGARE MOGOYA

Oumou Sangaré não tinha lançado disco desde 2009. Coisa feita com Mogoya (que poderia ser traduzido como As relações humanas hoje).

Nascida em 1968 na capital Bamako, Oumou Sangaré é a ultima filha de uma família peul originaria da região florestal do Wassoulou. Seu pai abandonou a família quando a menina tinha apenas 2 anos, obrigando sua mãe, Aminata Diakité, a assumir sozinha os 4 filhos. Oumou ajuda vendendo agua potável pelas ruas… Com 5 apenas 5 anos, a pequena Oumou  se torna uma verdadeira atração no seu bairro em razão do seu talento pelo canto. Ela até leva sua escola a vencer um concurso interescolar de canto.

Com 18 anos, Oumou já é uma verdadeira profissional. Cantora muito apreciada para as Soumous (cerimonias nupciais ou de batizados), ela já passou pelo Ensemble National du Mali, fez uma turnê pela Europa com o grupo Djoliba e esta preste a gravar sua primeira Cassete  Moussolou (Mulheres), imenso sucesso com 250 000 exemplares vendidos, um recorde na África Ocidental!

Sua musica, típica da sua região de origem, o Wassoulou, acompanha textos engajados sobre a condição das mulheres, o êxodo econômico, a deflorestação…

Depois desse primeiro álbum, ela lança Ko Sira (1993) e Worotan (1996) que lançam sua carreira internacional.

Mulher de negocio, Oumou Sangaré tem também um hotel em Bamako, o Wassoulou, sua própria marca de carro, Oum Sang e uma fazenda.

Em 2009, Oumou, lança um novo album, Seya, produzido pelo Cheickh Tidiane Seck, sempre denunciando as injustiças.

Modelo de sucesso para todas as mulheres do continente africano, Oumou Sangaré volta agora ao canto com Mogoya, onde ela fala, entre outros, dos problemas específicos encontrados pelas mulheres africanas. No álbum, Oumou Sangaré faz também uma emocionante homenagem a sua mãe com Minata Waraba (Minata a leoa), essa mulher corajosa que inspirou sua trajetória. Aquela que viveu o abandono do pai e a miséria extrema na infância fala também sobre os maus por quais ela passa hoje por causa do seu sucesso, as calúnias, a inveja… etc.. Fala também do Mali……

Enfim, um lindo presente da grande embaixadora do Wassoulou pelo mundo!

 

Lançamento em breve do novo album Mogoya, da Oumou Sangaré

Publicado: 3 de fevereiro de 2017 por stephanie100africa em # África, Mali
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A diva do Mali Oumou Sangaré, uma das mais lindas vozes da África, estará em breve (maio 2017) de volta com um novo álbum, Mogoya (label No Format), com uma equipe de produção totalmente renovada e um repertorio renovado.

Gravado em Stockholm por Andreas Unge e produzido em Paris pelo time francês de produção  A.L.B.E.R.T, . (Vincent TaurelleLudovic Bruni and Vincent Taeger), Mogoya é um disco que se inspira da rica herança musical olhando pelo future.

Para o novo single, “Yere Faga”, que ela esta revelando agora, Oumou convidou outra lenda da musica africana e mundial, o nigeriano Tony Allen, um dos pais do afrobeat.