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Papa Wemba, o papa da rumba congolesa, faleceu na noite de sábado para domingo, no palco do festival das musicas urbanas de Anoumabo (Femua), em Abidjan (Costa do Marfim). O rei da SAPE (Société des ambianceurs et des personnes élégantes) tinha subido no palco por volta de 5 da manha e 20 minutos depois do inicio do seu show, ele caiu, derrepente, deixando a cidade de Abidjan e grande parte do continente africano em estado de choque. As homenagens da classe artística se multiplicam, de koffi Olomidé, Manu Dibango ou ainda Angélique Kidjo e um grande show será organizado com participação de uma centena de artistas.

Nascido em 1949 Lubefu, na atual Republica Democratica do Congo, Jules Shungu Wembadio Pene Kikumba, alias Papa Wemba renovou a rumba congolesa, acrescentando os ritmos populares nos anos 50 com instrumentos elétricos. Ele influenciou gerações de artistas africanos. Famoso por sua voz de passarinho (rossignol) e considerado o príncipe da SAPE por causa da sua elegância, ele herdou sua paixão pela musica da sua mãe, uma “Pleureuse” que ele acompanhava nas cerimônias fúnebres.

Muito popular no continente africano, Papa Wemba tinha a característica de fazer discos com sonoridades para o publico africano, no continente africanos ou na diáspora, e outros com estética mais “world music”, o que levou sua fama até o Japão.

O “rossignol” morreu cantando e nos deixa todos um pouco órfãos.

 

 

 

 

papa wemba maitre d ecole
Maître d´école, o novo disco do mestre da Rumba congolesa Papa Wemba tem lançamento mundial previsto para o dia 26 de fevereiro.
Descobrem aqui o clip de Oyebi, uma das faixas do novo disco:

Nascido em Lubefu, No Sankuru, provincia do Kasaï-oriental, em 1949, Papa Wemba se tornou um dos artistas mais populares da Republica Democratica do Congo (ex-Zaïre). Jovem, ele larga o campo para se instalar num universo urbano se integrar ao mundo moderno. Em 1969, ele participa da criação da banda “Zaiko Langa Langa” que se inspira da musica afro-cubana, do rock, do rythm and blues, etc… O que não agrada muito nessa época de independência recém-conquistada, uma época que dava a preferencia às musicas mais tradicionais, para valorizar e afirmar a identidade africana do Zaïre. Mas a juventude gosta dessa musica e o Zaiko Langa Langa se torna um dos grupos mais populares do Zaïre.
Em 1974, Papa Wemba larga a banda e, com seu novo grupo, Isifi Lokole, ele introduz um instrumento tradicional congoles, o Lokolé, uma pequena revolução no mundo da música, e que corresponde também as aspirações da “Autenticidade Zaïroise”!
Em 1975, a musica Amazone é um enorme sucesso:
Em 1977, ele cria sua orquestra Viva la Musica.
Muito popular no Zaïre, Papa Wemba alcance também um sucesso na Europa. Em 2009, ele é consagrado como uma das grandes figuras da World Music na Europa com o disco L´Emotion, disco de ouro.

Papa Wemba
Nascido em Lubefu, No Sankuru, provincia do Kasaï-oriental, em 1949, Papa Wemba se tornou um dos artistas mais populares da Republica Democratica do Congo (ex-Zaïre). Jovem, ele larga o campo para se instalar num universo urbano se integrar ao mundo moderno. Em 1969, ele participa da criação da banda “Zaiko Langa Langa” que se inspira da musica afro-cubana, do rock, do rythm and blues, etc… O que não agrada muito nessa época de independência recém-conquistada, uma época que dava a preferencia às musicas mais tradicionais, para valorizar e afirmar a identidade africana do Zaïre. Mas a juventude gosta dessa musica e o Zaiko Langa Langa se torna um dos grupos mais populares do Zaïre.
Em 1974, Papa Wemba larga a banda e, com seu novo grupo, Isifi Lokole, ele introduz um instrumento tradicional congoles, o Lokolé, uma pequena revolução no mundo da música, e que corresponde também as aspirações da “Autenticidade Zaïroise”!
Em 1975, a musica Amazone é um enorme sucesso:

Em 1977, ele cria sua orquestra Viva la Musica.
Muito popular no Zaïre, Papa Wemba alcance também um sucesso na Europa. Em 2009, ele é consagrado como uma das grandes figuras da World Music na Europa com o disco L´Emotion, disco de ouro.