Posts com Tag ‘rap africano’

Fofo Skarfo, o principe do rap togoles

Publicado: 7 de fevereiro de 2019 por stephanie100africa em # África, Togo
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O togolês Fofo Skarfo lançou no inicio desse ano seu primeiro álbum, 13 janvier. Originário de Lomé, o dinâmico Fofo Skarfo começou sua carreira em 2004 e é considerado um dos rappers mais talentosos da sua geração. Em dezembro, ele divulgou o clipe Petit Pays, uma musica emocionalmente forte e bem diferente do seu sucesso anterior, Agomayi, mais urbano. Um artista a seguir….

Tenor: o fenômeno do rap camaronês

Publicado: 15 de janeiro de 2019 por stephanie100africa em # África, Camarões
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Primeiro artista camaronês convidado pela Universal Music, Tenor tem apenas 20 anos e já sucesso nacional e internacional desde 2016 e seu single Do Le Dab.

Tenor (acrônimo de « toucher l’excellence dans la négritude ordinaire du rap ») nasceu em 1998 de um pai ewondo e mãe bulue. Com 12 anos, ele descobre o rap e começa a treinar, escutando grupos como Krotal ou Negrissim. Em 2014, ainda no liceu, ele lança seu primeiro álbum, Camerounais. O ano seguinte, ele lança o clip Alelouyah, financiado por sua mãe.

E em 2016, é a consegração com o sucesso Do le Dab.

Moderno, o jovem artista considera o rap como uma maneira de valorizar sua cultura betie, por isso ele usa sonoridades tradicionais nas suas musicas.

Com o sucesso, ele para de estudar para se dedicar a musica.

Em 2017, ele recebeu 3 premios nos Balafon Music Awards, organizados em Yaoundé pela Radio Balafon: revelação, melhor artista e clipe do ano.

Um sucesso que continuou em 2018, com turnê europeia, lançamento do EP Nnom Ngui e mega evento em Yaoundé. Um sucesso que deve continuar em 2019 com uma turnê internacional já prevista e o lançamento de um novo álbum, cujo 2 clipes já estão disponíveis, LVMH e Balance.

Além de artista, tenor é um jovem empreendedor. Se ele é produzido pela Universal Music, Tenor produz outros artistas através da sua própria produtora, e acabou de lançar uma marca de roupas de streetwear.

fokn bois

A dupla ganense Fokn Bois anuncia novo álbum, « Afrobeat LOL »para inicio de 2019 e já revela novo single, « Wo Nim Mi », literalmente: “Agora vocês pretendem me conhecer porque eu consegui, se refere ao sucesso do grupo e as pessoas que poderiam ter ajudado, mas não ajudaram.

Composto por M3NSA e Wanlov the Kubolor, Fokn Bois é um dos grupos mais originais do palco africano.

Um grupo que Conexão África teve a alegria de entrevistar alguns anos atrás, aproveitando sua presença no Rio de Janeiro para mostrar suas duas comedias musicais, Coz ov Moni 1 e 2, as primeiras comedias musicais em pidgin… Aqui vai a entrevista em duas partes, filmada pelo próprio Wanlov:

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A dupla de rap ganeense Fokn Bois lança novo clipe: Slow Down.

Wanlov the Kubolor e M3NSA foram até Pretoria para gravar as imagens do seu novo clipe, Slow Down, uma musica do seu ultimo álbum, Fokn Ode to Gana, lançado em 2016. A musica fala de não cair na pressão da corrida com o resto do mundo. Aproveitar a vida e as coisas no seu próprio tempo. Não ir devagar ou rápido, mas simplesmente chegar e aproveitar a viagem:

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Um programa dedicado a alguns rappers do continente africano, como Smockey (Burkina Faso), Keur-Gui (Senegal) ou ainda YaoBobby (Togo) ou Zulu Boy (Africa do Sul), Fokn Bois (Gana), etc….:

Entrevista Exclusiva do FOKN BOIS

Publicado: 25 de novembro de 2014 por stephanie100africa em Ghana
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Steph fokn bois

Aproveitando a presença da dupla de rap ganense FOKN BOIS no Rio de Janeiro para apresentar seus dois filmes Coz of Moni no festival Uhuru de cinema africano, Conexão Africa realizou uma entrevista exclusiva com  Wanlov The Kubolor e M3NSAH, os dois boys do grupo.

Confesso que eu já era fã dessa dupla sarcástica, tônica, irreverente, uma dupla que faz o maior sucesso com seus clipes impertinentes e cheios de humor, mas eu não imaginava encontrar dois seres tão especiais em termos humanos, dois seres de luz!

Agradecendo também a participação especial de Jacqueline Nsiah, curadora e idealizadora da mostra Uhuru, que teve a gentileza de ser nossa interprete.

O Coz Ov Moni 1, primeiro Musical em pidgin no mundo, já esta disponível no youtube, é uma verdadeira perola:

Smockey
Nascido em Ouagadougou no 24 de outubro de 1971, Serge Martin Bambara, alias Smockey, é um dos artistas mais importantes do palco musical no Burkina Faso. Livre, impertinente, Smocckey é um artista que não tem medo de dizer suas opiniões.
O jovem começa a se interessar pelo hip hop no final dos anos 80, quando esse movimento começar a surgir em Ouagadougou. Em 1991, Serge Martin Bambara larga o Burkina para estudar na França. Là, alem dos seus estudos em hotelaria, ele começa a trabalhar em estúdio com um amigo camaronês. E na França que ele assina seu primeiro contrato, com a EMI, lança seu primeiro single e se torna Smockey.
Em 2001, Smockey volta pro Burkina Faso. Aonde ele se impõe desde seu primeiro álbum, Epitaphe, por seu estilo e seu escrito sem concessão. Suas participações em festivais de rap no Benim e no Senegal revelam também a energia e a determinação do artista, que se ajuda também outros artistas do Burkina Faso, com seu estúdio e sua estrutura de produção.
Artista de contestação, livre, Smocckey denuncia a realidade social e politica do seu país e do seu continente, casamento forçado, assassinado do Thomas Sankara com a cumplicidade da França e da Costa do Marfim , apoio aos estudantes, …..
Tentando uma aliança entre tradição e modernidade, Smockey, convida também outros artistas, com o Senegal Awadi ou o musico tradicional do Burkina Faso Sibi Zongo.
Desde 2013, Smockey lidera, junto com o musico Sams’k Le Jah, o coletivo “Balai citoyen” (vassoura cidadã), inspirado do modelo senegalês Y en a marre, contra a mal governança no Burkina Faso, e especialmente contra a reforma da constituição proposta pelo atual presidente, Blaise Campaoré, no poder desde 1987 depois de ter assassinado o revolucionário Thomas Sankara com a cumplicidade de França e da Costa do Marfim de Félix Houphouët-Boigny. Essa reforma permitiria ao Blaise Campaoré de se apresentar mais uma vez nas eleições presidenciais de 2015, coisa que a atual constituição não permite.



Thomas Sankara, by Smockey e Awadi: