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Fally Ipupa 100% Rumba

Publicado: 12 de novembro de 2018 por stephanie100africa em # África, Congo kinshasa
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Fally Ipupa esta de volta com um novo triplo álbum, Control, 100% Rumba!

Depois do sucesso de Tokooos, aberto sobre o mundo, a mega estrela congolesa volta as suas raízes com esse novo álbum, 100% rumba, um evento esperado pelos fãs!

O príncipe da rumba congolesa, imensa estrela no seu pais e em boa parte do continente africano, esta cada vez mais presente nos palcos internacionais.

Com esse novo álbum, Control, Fally nos oferece 31 faixas , repartidas em 3 discos, de pura rumba congolesa! Vamos dançar!!!

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Veterano da rumba congolesa, Bumba Massa lança, na véspera dos seus 70 anos e com 54 anos de carreira, V70, seu ultimo álbum, no puro espirito da rumba congolesa dos anos 60. Para a ocasião, o tenor gravou com o mítico OK Jazz do falecido Franco, nada menos…

 

 

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Papa Wemba, o papa da rumba congolesa, faleceu na noite de sábado para domingo, no palco do festival das musicas urbanas de Anoumabo (Femua), em Abidjan (Costa do Marfim). O rei da SAPE (Société des ambianceurs et des personnes élégantes) tinha subido no palco por volta de 5 da manha e 20 minutos depois do inicio do seu show, ele caiu, derrepente, deixando a cidade de Abidjan e grande parte do continente africano em estado de choque. As homenagens da classe artística se multiplicam, de koffi Olomidé, Manu Dibango ou ainda Angélique Kidjo e um grande show será organizado com participação de uma centena de artistas.

Nascido em 1949 Lubefu, na atual Republica Democratica do Congo, Jules Shungu Wembadio Pene Kikumba, alias Papa Wemba renovou a rumba congolesa, acrescentando os ritmos populares nos anos 50 com instrumentos elétricos. Ele influenciou gerações de artistas africanos. Famoso por sua voz de passarinho (rossignol) e considerado o príncipe da SAPE por causa da sua elegância, ele herdou sua paixão pela musica da sua mãe, uma “Pleureuse” que ele acompanhava nas cerimônias fúnebres.

Muito popular no continente africano, Papa Wemba tinha a característica de fazer discos com sonoridades para o publico africano, no continente africanos ou na diáspora, e outros com estética mais “world music”, o que levou sua fama até o Japão.

O “rossignol” morreu cantando e nos deixa todos um pouco órfãos.

 

 

 

 

ZAO, o mago das letras

Publicado: 15 de janeiro de 2015 por stephanie100africa em Congo Brazzaville
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ZAO
O congoles Casimir Zoba, ZAO, esta de volta com um novo album, Nouveau Combattant, continuando a criticar os conflitos, as políticas e os defeitos da sociedade congolesa.
Iniciado a musica na infância nos corais cristãos e nos grupos tradicionais, ele integrara o grupo Les Anges, um dos grupos mais famosos do Congo Brazza na época e inicia, em 1978, sua formação de professor. No inicio dos anos 80, ZOA se lança numa carreira solo, com um estilo humorístico, falando sobre assuntos sensíveis, tabus, como a morte, a feitiçaria ou o antimilitarismo e anticolonialismo com seu famoso titulo Ancien Combattant, lançado em 1984, imenso sucesso no Congo e no resto da África.
Em 1998, o Congo Brazza atravessa uma guerra civil e Zao deixa Brazzaville, aonde ele é perseguido, para se refugiar na floresta aonde vai sobreviver com sua família em condições muito difíceis. Seu filho de 4 anos morre. De volta a capital, sua casa e sua produtora foram saqueadas…
Depois de vários álbuns, Zao volta com o disco Nouveau Combattant (novo combatente), referencia a seu grande sucesso Ancien Combattant (antigo combatente), tema que continua tão atual… Ocasião para nós de reescutar alguns dos seus grandes sucessos, Ancien Combattant, Soulard, Moustique ou Corbillard.
Entre rumba e musicas engajadas, Zao é um verdadeiro mágico das palavras!



King Kester
Alguns meses depois do falecimento de Tabu Ley Rochereau, a musica congolesa perde mais uma das suas estrelas: King Kester Emeneya, o king (rei) da rumba congolesa dos anos 80, desaparecido no dia 13 de fevereiro.
King Kester, que contribui a modernizar a rumba congolesa nos anos 80, introduzindo sintetizadores no lugar da orquestração habitual, provocou uma verdadeira revolução na musica congolesa.

Originário de Kilwit, a 500 quilômetros de Kinshasa, king Kester Emeneya foi primeiro acolhido pelo mestre Papa Wemba, em 1977, no seu grupo Viva La Musica. Jovem, lindo, culto, “Jo Kester” encontrou logo um grande sucesso no grupo Viva la Musica. Em 1982, Papa Wemba se instala na França e King Kester forma o orquestra “Victoria Eleison”. Muito popular, King Kester Emeneya ganha em 1985 o premio de melhor grupo do ano e autor da melhor música, com o título Kimpiatu.

Em 1987, o king lança 2 discos : Sur deux Temps, com a participação especial do Mestre Franco, um disco que conta ainda com uma orquestração tradicional, e Nzinzi, que abandona a orquestração e revoluciona a musica congolesa com a introdução dos sintetizadores, exemplo que será seguido por muitos artistas.

Nos anos 1990, King Kester se instala na França com sua família de 8 filhos mas continua fazendo shows no seu pais, além de turnês internacionais. O seu maior show em Kinshasa foi no Stade des Martyrs, em 1997, para uma plateia de mais de 80 000 pessoas!

Desde o anuncio da sua morte, dia 13 de fevereiro, as homenagens ao King, como é chamado pela imprensa congolesa, se multiplicam, do seu antigo cumplice Papa Wemba, que Ihe abriu as portas do sucesso, ao Fally Ipupa, grande estrela da nova geração.
Uma cerimônia em sua homenagem será realizada pela comunidade angolano-congolesa do Rio de Janeiro, neste sábado a noite, no IPCN, Rua Mem de Sá, 208 (centro, Rio de Janeiro)

papa wemba maitre d ecole
Maître d´école, o novo disco do mestre da Rumba congolesa Papa Wemba tem lançamento mundial previsto para o dia 26 de fevereiro.
Descobrem aqui o clip de Oyebi, uma das faixas do novo disco:

Nascido em Lubefu, No Sankuru, provincia do Kasaï-oriental, em 1949, Papa Wemba se tornou um dos artistas mais populares da Republica Democratica do Congo (ex-Zaïre). Jovem, ele larga o campo para se instalar num universo urbano se integrar ao mundo moderno. Em 1969, ele participa da criação da banda “Zaiko Langa Langa” que se inspira da musica afro-cubana, do rock, do rythm and blues, etc… O que não agrada muito nessa época de independência recém-conquistada, uma época que dava a preferencia às musicas mais tradicionais, para valorizar e afirmar a identidade africana do Zaïre. Mas a juventude gosta dessa musica e o Zaiko Langa Langa se torna um dos grupos mais populares do Zaïre.
Em 1974, Papa Wemba larga a banda e, com seu novo grupo, Isifi Lokole, ele introduz um instrumento tradicional congoles, o Lokolé, uma pequena revolução no mundo da música, e que corresponde também as aspirações da “Autenticidade Zaïroise”!
Em 1975, a musica Amazone é um enorme sucesso:
Em 1977, ele cria sua orquestra Viva la Musica.
Muito popular no Zaïre, Papa Wemba alcance também um sucesso na Europa. Em 2009, ele é consagrado como uma das grandes figuras da World Music na Europa com o disco L´Emotion, disco de ouro.

Tabu ley

O “Baobab da Rumba congolesa”, tambem chamado de “Senhor da rumba” faleceu em Bruxelas no dia 30 de novembro depois de um AVC. Com uma carreira excepcional e mais de 3000 musicas gravadas, a morte desse grande artista que revolucionou a rumba com a introdução da bateria, emocionou Kinshasa, do homem da rua às estrelas internacionais.
Nascido em 1940 em Banningville (atual Bandundu), Pascal-Emmanuel Sinamoyi Tabu começa a cantar na igreja, antes de se tornar funcionário público. Compositor, sua carreira vai começar em 1956 com o encontro com Grand Kallé, Joseph Kabasélé, e do seu African Jazz, que ele integra. Ele passa a ser chamado de Rochereau e, alguns anos depois, sai do African Jazz para criar seu próprio grupo, o African Fiesta.
Artista engajado, Tabu Ley Rochereau se exila na Europa durante o regime de Mobutu, antes de voltar e de desenvolver uma carreira politica que o levou a assumir o cargo de vice-governador de Kinshasa e ministro provincial da cultura, em paralalelo a sua carreira artística. Considerado por muitos músicos como um pai artístico, o Rei da Rumba deixa uma descendencia numerosa (seriam cerca de 68 filhos) e uma herança artistica inestimável.





E falando dos filhos do rei da Rumba, um deles, o rapper Youssoupha gravou em 2012 o titulo “Les disques de mon père” (os discos do meu pai) com o pai: