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salif keita

Um programa dedicado a voz de ouro do Mali, imensa estrela internacional, Salif Keïta.

Apresentação: Stéphanie Malherbe

Produção: Stéphanie Malherbe (Conexão Africa) e Bira Tomé (Radio Viva Rio)

 

 

salif keita

Um programa dedicado ao grande artista maliense Salif Keïta, a voz de ouro, com uma entrevista exclusiva do artista para Conexão África! Essa entrevista foi realizada em São Paulo, em junho, aproveitando o show do Salif Keïta no SESC Pompeia, na ocasião da turnê mundial de lançamento do seu ultimo álbum, Talé.
Agradecendo Marcello Lopez, sempre parceiro do projeto Conexão África, que fiz a edição da entrevista, no estúdio da FEBF, em Duque de Caxias, e também o Pablo, aluno em geografia, que teve a gentileza de emprestar sua voz para que a gente pudesse colocar a versão em português da entrevista do Salif Keïta.

Flyer Salif K
O mostro sagrado da musica maliense e da musica africana em geral, esta de volta no Brasil para o lançamento do seu novo álbum: Talé.
Não percam!!!!! Eu já comprei minha passagem pra São Paulo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Dias 11 e 12 de JUNHO às 21h30 – SESC Pompeia
Choperia
Rua Clélia, 93 | São Paulo/SP
Tel: + 55 11 3871 7700


Se Salif keïta é hoje em dia uma estrela planetária, sua trajetória não foi nada fácil. Pelo contrario…
Foi em 1949, em Djoliba, uma pequena cidade na beira do Rio Niger, no coração do que foi o grande império do Mali, uma região aonde se misturam muitos povos e línguas, Bambara, Malinké, Solinké, etc… que nasceu esse neném albinos, esse negro branco. Um escândalo na família, pois os albinos são suspeitos de trazer mal sorte e de ter poderes maléficos, ainda mais ele, descendente em linha direta do fundador do império do Mali, o grande Sundiata Keïta, no século XIII… O pai rejeita a criança, até mudar de ideia ao pedido de um chefe religioso. Mesmo assim, durante anos o pai não fala com o filho, enquanto a mãe protege e esconde ele. Criança, Salif é objeto de muitas piadas da parte das outras crianças e se refugia nos estudos e no canto. Ele fica horas ouvindo os djélis (griots). Ele canta também, seus gritos para afastar os bichos do gado nos campos se transformando em belos cantos…
Estudioso, Salif sonha de se tornar professor, mas sua mal visão, devida seu albinismo, impede a realização desse desejo. Salif vai então decidir ser musico, o que provoca, mais uma vez, um escândalo na família: Salif pertence a nobreza, e nesta casta não se canta…
Por isso, Salif se afasta da sua família e se instala em Bamako, capital do Mali. Ele chama rapidamente a atenção do saxofonista Tidiané Koné e integra sua banda, o Rail Band de Bamako, que se apresenta diariamente no hotel de la gare… Logo, Salif se torna o cantor principal do Rail Band, que encontra um grande sucesso.
Em 1973, Salif Keïta abandona o Rail Band de Bamako, aonde ele é substituído por Mory Kanté (o futuro “griot elétrico”…) e integra o grupo Les Ambassadeurs, dirigido por Kanté Manfila e que toca no Motel de Bamako (naquela época, todos os hotéis de Bamako tinham sua própria banda). O grupo se apresenta na África inteira e Salif Keïta e Kanté Mantila resolvem se instalar em Abidjan (Costa do Marfim), verdadeira plataforma musical do continente naquela época. E lá que, em 1978, Salif grava seu primeiro álbum, Mandjou, que conta com uma homenagem ao presidente guineense Sekou Touré. O disco é um enorme sucesso.

Segue uma ida com Manfila nos Estados Unidos e a gravação de dois discos: Primpim e Tounkan. Em 1984, Salif Keïta deixa Abidjan e volta pro Mali, para ficar mais perto do seu pai que esta ficando velho. Esse mesmo ano, Salif se apresenta no festival das musicas mestiças de Angoulême e encontra certo sucesso. Salif vai então se instalar na França, em Montreuil, cidade aonde se encontra uma comunidade maliense muito forte. Se no inicio Salif anima festas tradicionais dentro da diáspora, logo a sua carreira internacional vai explodir. Seu álbum Soro, lançado em 1986, encontra um enorme sucesso internacional.
Sua carreira de estrela planetária é lançada, com turnês pelo mundo inteiro, discos, musicas de filmes, muitos encontros, muitas misturas culturais…
Com sua voz única e seu estilo musical, mistura de modernismo e tradição maliense, com instrumentos como a kora ou o balafon, mas também guitarras ou saxofone, Salif Keïta conquistou o mundo.
Salif Keïta é especialmente engajado na causa das crianças albinos, para quem ele abriu a ONG em 1990, e a quem dedicou seu álbum Folon.

Salif Keïta, que voltou a morar no Mali, usa seu sucesso também para ajudar as jovens gerações de artistas, como Fantani Touré ou Rokia Traoré, que passaram por seu estúdio de Bamako, entre outros…
Papa (1999), Moffou (2003), M´Bemba ( “o ancestral”, 2005), La Différence (2009) e agora a antologia, Salif Keïta é um artista consagrado, certamente um dos maiores cantores do mundo, A VOZ de OURO.


Cesaria Evora (Cabo Verde) e Ismaël Lô (Senegal), Fatoumata Diawara (Mali) e FM Laeti (Guadaloupe), Angélique Kidjo (Benin) e Gilberto Gil, Ali Farka Touré (Mali) e Toumani Diabaté (Mali), Baloji e Monique Tenday (RDC), etc… Um programa dedicado aos encontros musicais:
encontros musicais