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Fela in the future

Com sensibilidade e profundo respeito pela natureza da musica de Fela Kuti, o rapper franco-marroquino Leeroy revisita o mestre do afrobeat com o album Fela in the future, um disco repleto de convidados de peso, como os próprios filhos do rei, Femi e Seun Kuti.

Leeroy conseguiu preservar a essência da dúzia de musicas escolhidas enquanto aproximava da sua cultura urbana.

O disco conta com pletora de convidados de peso. Alem de Seun e Femi Kuti, o rapper convidou a cantora nigeriana Nkena, a cantora Noraa (Alemanha/Chade), o sul-africano Nakhane ou ainda o franco nigeriano Féfé.

Conexao Africa

A musica pode se tornar uma arma, uma arma não violenta mas que pode ser muito poderosa. Nosso programa Conexão África de hoje é dedicado a esses artistas que usam a musica para lutar, para militar, para passar mensagens. De Fela Kuti, o rei do afrobeat que foi o primeiro a dizer que a musica é uma arma, a Baloji, Wanlov The Kubolor, Seun Kuti ou ainda Smockey, um programa pan-africano ao encontro de alguns artistas ativos:

Seun Kuti & Egypt 80 em turnê sul-americana!!!!

Publicado: 18 de setembro de 2014 por stephanie100africa em Nigéria
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Seun

Depois de uma primeira vinda ao Brasil em 2010, Seun Kuti esta de volta para uma turnê sul-americana que levará ele a São Paulo, Po!rto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Buenos Aires para o lançamento do seu ultimo album “A long way to the beginning”.

28/09 : Festival Mês da Cultura Independente – SP
01/10 : Bar Opinião – POA
03/10 : Circo Voador – RJ
04/10 : SESC Palladium – BH
05/10 : Niceto Club – Buenos Aires

“Long Way to the beginning”, terceiro álbum do Seun kuti, filho mais novo do mestre Fela Kuti, foi lançado no inicio de 2014. Um disco na pura tradição do Fela, tanto por seu puro Afrobeat que por sua temática: a independência da África.
Com o falecimento de Fela em 1997, Seun, que, ainda criança, tinha se tornado uma espécie de mascote do Egypt 80, a bando do Fela, se tornou o novo líder do Egypt 80, compondo músicas que protestam contra a situação em que seu continente se encontra.
“Sendo um Africano sou um ser politicamente ativo”.
“O que me inspira é o momento em que eu vivo”, diz Kuti. “Basicamente o que está acontecendo hoje na África são as mesmas coisas que estavam acontecendo há 40 anos, quando meu pai era compositor, mas elas estão acontecendo de forma bem diferente.”

Seun Kuti está determinado a falar com a nova geração de jovens africanos nascidos após dias de glória de seu pai.
“Na África, hoje, a maioria das pessoas estão lutando em silêncio”, diz Kuti. “A opressão sistemática das pessoas tornou-os cegos à sua realidade. Todo mundo está pensando na sobrevivência. Ninguém quer lutar por nada. Então, eu estou tentando fazer as pessoas pensarem sobre coisas que eles estão esquecendo. quero inspirar as pessoas a querer que as coisas mudem. ”
“A música tem grande impacto sobre os sentimentos das pessoas”, diz Kuti. “Isso é o que a música deve ser. A música pop de hoje aborda o eu. Ninguém está cantando sobre nós. Dessa forma nada pode mudar, precisamos olhar para os nossos irmãos e irmãs.”
Seun usa nesta tunê de lançamento de seu novo disco “A long way to the beginning”(co-produzido para o Robert Glasper) o simbolismo do clã Kuti, a imagem recorrente do punho fechado.
Seun assumiu o ritual exatamente e, com o punho fechado, concentrando raiva e determinação suficientes para enfrentar em canções em que compara o continente africano a uma aeronave em perigo conduzida cegamente por alguns cientistas economicos loucos, vai levando o africano à reflexão. Uma expressão de solidariedade, de espírito e aspiração de toda uma geração cansada de ser sacrificada para os interesses e lucros de alguns poucos ricos que em seu novo disco se materializa com a participação de jovens artistas envolvidos, como M1, Blitz, The Ambassador e Nneka.

Seun Kuti, a luta do Fela sempre viva!!!

Publicado: 28 de fevereiro de 2014 por stephanie100africa em Nigéria
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seun kuti
Long Way to the beginning, terceiro álbum do Seun kuti, filho mais novo do mestre Fela Kuti, acabou de ser lançado. Um disco na pura tradição do Fela, tanto por seu puro Afrobeat que por sua temática: a independência da África. Sem falar da orquestra, o mítico Egypt 80, a orquestra do Fela, que acompanha agora Seun, depois de uma disputa muito grande com Femi, o filho mais velho, dono do Shrine e também excelente musico, apesar de se afastar um pouco as vezes do estilo paterno, tanto na sua vida pessoal que na sua musica.
Com a orquestra, o mesmo estilo, as mesmas temáticas, a mesma energia, o mesmo gosto pela maconha, Seun, filho de uma das 27 “rainhas” com quem Fela casou numa vez só, reivindica a 100% a herança do seu pai.
Criado na Republica de Kalakuta, aonde ele presenciou varias incursões policiais, Seun usa sua musica para incentivar seus contemporâneos a reivindicar uma independência verdadeira pelo continente africano.
Como tatuou nas suas costas quatro anos depois da morte do seu pai: “Fela lives” e realmente, através do Seun, o pai do Afrobeat e sua luta continuam vivos!!!


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